Passos curtos
Mar 31, 2006 Família
Passos curtos
Rafinha continua sua adapta??o na escola. No segundo dia, fomos eu e o Dani acompanhar nosso menino. Ele chegou no colo do pai e deu uma titubeada pra descer. Mas, ficou bem, brincou, j? sem tanto ass?dio da lourinha Luana e em companhia dos amiguinhos. Algumas vezes parecia meio sonolento, at? que sentou no mini puff e foi escorregando, escorregando… at? ficar deitado! ;c) A tia chamou, fez cosquinha e nada! At? que a outra tia come?ou a fazer bolinhas de sab?o, o que chamou sua aten??o.
De volta ? salinha, Rafa pegou na m?o da tia e foi, sem problemas. Pai e m?e ficaram do lado de fora, com a porta aberta. Rafa apareceu uma vez do lado de fora, meio que pra garantir que est?vamos l?. E ficou at? a hora de entrarmos pra pegar a mochila e lev?-lo pra casa.
Ontem, a vez foi da Beth, que agora passa a lev?-lo diariamente na adapta??o. Sugest?o da tia, que pediu para eu e o Dani n?o irmos mais ao mesmo tempo, pra facilitar a transi??o. Fui busc?-los ?s 17h30 e a Beth j? estava no p?tio, com o rapazinho no colo. Me disse que ele est? meio manhoso, apegado, querendo colo e n?o quis ficar muito n?o. Brincou um pouco, n?o ficou na sala sem a presen?a dela. Super normal, de acordo com a tia. Ele agora come?a a perceber que essa rotina ser? di?ria e a inseguran?a j? t? batendo.
Ontem, pra minha alegria, cheguei na escola e a Beth estava no p?tio. O moleque ficou sozinho com as tias sem problema! Subi e vi uma cena linda: tia M?rcia sentada no ch?o, na “rodinha”, com Rafinha deitado entre as pernas, apagadinho! A tia Camilla me disse que ele se sentou com os amigos pra cantar e aguardar os papais chegarem e foi se aninhando, deitando e fechando os olhinhos. Lindo, n?? Acho que isso ? sinal de que est? come?ando a se sentir confiante e seguro. Na hora de ir embora, o de sempre: quem tira essa crian?a do col?gio? Aponta pros brinquedos, que pegar a “bo?” (bola) dos meninos no mini-campo de futebol e ficar dirigindo o ?nibus que tem no p?tio. E esse ritual de despedida da escolinha j? tem a marca registrada do Rafinha, a simpatia. O tio que fica na porta controlando a sa?da das crian?as fala “Tchau, Rafael!” e estica a m?o, falando “bate aqui!”. Rafinha abre a m?ozinha e bate na m?o do tio, completando o cumprimento. Pode uma coisa dessas? ;c)
Nesse turbilh?o de emo??es, ? claro que a m?e tamb?m fica abalada. Passei uma semana “emotiva”, pra dizer pouco. Meio calada (eu? Calada?), ansiosa, angustiada. Sei que demos o passo certo rumo ? educa??o e crescimento do filhote, mas isso n?o quer dizer que seja f?cil segui-lo. Tenho trocado muitas figurinhas com a Malu e a Marsella, que acabam de colocar o Matheus e o Renato na escolinha tamb?m. E me valho do carinho e da amizade de voc?s, minhas leitoras ass?duas, que tornam esse blog o meu cantinho favorito na Internet!
PS: Novidade ? vista… Pra deixar todo mundo curioso, s? dou uma pista: comprem o Jornal O Globo na segunda-feira!
PS1: Su, espero que o Theo j? esteja recuperado. Ningu?m merece ver o filhote doentinho, n??
PS2: Ju, Gut?o recebeu o presentinho que Rafa mandou?
Garoto sabido
Mar 27, 2006 Família
Garoto sabido
Rafa s? me surpreende a cada dia. Quer dizer, dessa vez eu j? esperava que ele reagisse exatamente da forma que reagiu em seu primeiro dia de aula: confiante e desinibido. Sa? do trabalho mais cedo e minha m?e j? estava aqui em casa, com Rafinha de uniforme, todo penteado, agoniado pra ir pra rua. Ele n?o pode se vestir que j? quer sair imediatamente!

Tira foto ali, tira foto aqui e o moleque j? tava na porta, mexendo na chave e resmungando! E l? fomos n?s, rumo a mais um grande passo do filhote. Papai Dani infelizmente ficou preso em uma reuni?o, mas amanh? ? a vez dele comparecer ? escolinha. Eu estarei fora o dia todo em treinamento.
Mas, voltando ao assunto: Rafa entrou na escola todo alegre, de m?o dadas comigo e com a av?. Tagarelou com o tio da portaria e j? queria ir direto pro campinho de futebol, chamando “bo?” (bola). Voltei com o menino pro caminho das escadas, em dire??o ? salinha do Maternal. Era hora do recreio e todos estavam no parquinho. Me apresentei pra tia M?rcia e deixei o menino no ch?o. O resto, ele se encarregou de fazer…
Ela chamou a todos dizendo “maternal, esse ? o Rafael, nosso novo amiguinho”. Pronto! Todos fizeram um c?rculo em volta dele. Achei que fosse chorar nessa hora. Que nada! Saiu com mais uns dois em dire??o ao escorrega. ? o mais cotoco da turma, com certeza. Ainda se desequilibra algumas vezes. Mas, se virou muito bem sozinho. Subiu a escadinha do escorrega e desceu sozinho. A grama ? sint?tica, daquelas fofinhas, ent?o nem me preocupei com a independ?ncia precoce do menino.
Andou com desenvoltura entre todas as crian?as e levou pelo menos uns 20 minutos pra lembrar que eu existia. Fiz o que a coordenadora falou: presente de corpo, ausente de esp?rito. Em outras palavras, cara de paisagem, pra n?o chamar a aten??o dele pra mim. Quando ele sentia necessidade, vinha em minha dire??o, se confortava e voltava pra brincadeira. Chorou umas duas vezes, porque uma pentelha de uma menininha grudou nele e ficava seguindo pra onde ele ia. Prendeu o dedo dele na janela e foi o primeiro choror? da tarde. A tia pegou, vi que estava tudo bem. E l? foi ele brincar de novo. Outra hora, foi empurrado pela mesma menina. A? n?o aguentou e pediu arrego pra mam?e. Quis ficar no colo. Deixei. Ele ? ainda muito pequeninho, precisa do seu pr?prio tempo.
Minha m?e do meu lado dava ind?cios de que ia jogar a toalha. J? disse aqui antes que ela ficou frouxa quando virou av?? Ahahahah Toda hora tinha o impulso de ir “socorr?-lo”. Mas, segurou a onda… rsrs
Confesso que teve uma hora, quando reparei meu pinguinho de gente no meio das outras crian?as, tendo que se virar sozinho naquele mundinho t?o diferente, tive vontade de coloc?-lo debaixo do bra?o e trazer pra casa. Aqui ele ? s? meu, est? protegido de tudo. Mas, n?o ? assim que vou cri?-lo para a vida, n?? N?o vou poder proteg?-lo de tudo sempre. Ent?o, o neg?cio ? engolir o n? que fica na garganta e seguir em frente.
Acabado o recreio, foram pra salinha, j? era hora da sa?da. Para poder acompanh?-lo, marquei a adapta??o para o fim do dia. Ele ficou doido com tantos brinquedos e cada hora pegava um diferente. A tia chamava pra rodinha, mas ele ainda n?o entende muito bem essa coisa de ter hor?rio pra brincar. Cada coisa ao seu tempo.
Novamente, fiquei ali no cantinho, observando tudo. De vez em quando, ele vinha na minha dire??o, confirmava que eu estava por perto, e logo voltava pra brincadeira. Bateu o sinal e chegou a hora de voltar pra casa. Amanh? tem de novo. E meu cora??o que se prepare, porque dessa vez n?o vou estar por perto… ;c)

Um banho de alegria
Mar 22, 2006 Família
Um banho de alegria
Hoje meu dia come?ou de uma maneira deliciosa! Acordei e fui pro meu banho. Entre o shampoo e o condicionador, eis que aparece uma figura gordinha, com cara de sono e cheia de cachinhos na porta do box. Rafinha, que adora uma ?gua, ouviu o barulho do chuveiro e ’se convidou’ pra me acompanhar. Tem forma melhor de come?ar o dia? Eu e o filhote tomamos banho juntinhos, ele naquela farra e energia contagiantes de sempre!

Mas, como nem tudo s?o flores, a hora do batente chegou e tamb?m das coisas s?rias. A faxineira chegou com a irm? pra eu entrevistar. Gostei dela. J? tem experi?ncia como bab? e acompanhante de idosos. A princ?pio, ela vai ficar como folguista, porque a bab? de fds disse que n?o vai poder mais vir (sim, houve uma verdadeira rebeli?o aqui em casa). Como D. Beth n?o se define se vai ou fica, resolvi tomar a decis?o que ? melhor pra mim. Ela voltou atr?s na decis?o de ir embora, porque o namorado quer “juntar os trapos” e n?o quer de jeito nenhum que ela volte pra Bras?lia.
Eu, que s? quero paz na minha vida, disse pra ela que preciso de uma defini??o e o fim do vai-e-vem. Se for pra seguir o combinado, ?timo. Caso contr?rio, sigo em frente e encontro uma outra solu??o. Assim, ficamos da seguinte forma: ela tem o tempo da adapta??o do Rafinha no col?gio pra se decidir a vida. Quando ele j? estiver adaptado ? nova rotina, ? a “hora da verdade”. Se ficar, ?timo, mas sem mudan?as de regras no meio do jogo. Se n?o for do meu jeito, n?o ? mais de jeito nenhum. Vamos ver o que acontece…
Amanh? ?s 7h30 eu e o Dani temos entrevista com a coordenadora pedag?gica da escola que escolhemos para Rafinha. Visitei tr?s na redondeza e decidi pela que eu consegui imaginar “recebendo” meu filhote. E n?o ? qualquer lugar que ? digno desse privil?gio! ;c) Como a Ju do Arthur disse, s? tenho boas expectativas dessa nova fase. ? um novo passo, n?o ?? E se o meu menino ganha o mundo a cada dia que passa, imagina a velocidade com que vai se desenvolver no momento que come?ar a compartilhar experi?ncias com os amiguinhos?
Acho que ele vai tirar de letra. A mam?e aqui, j? n?o sei. Estou animada e sei que ? o melhor pra ele. Mas tamb?m j? posso imaginar o n? na minha garganta no momento em que sua m?ozinha se soltar da minha pela primeira vez, quando ele for entrar em sala de aula…
Finalmente, ao chegar ao trabalho, tive a oportunidade de assistir a uma palestra do Bernardinho, abrindo um programa corporativo de Esporte. Cara, que maravilha! O Bernardinho ? super cativante, motivador e contou v?rias hist?rias das viagens dele com a sele??o brasileira. O que mais me marcou foi essa garra e determina??o dele. Nos mostrou como precisamos sempre colocar em nossas vidas metas cada vez mais arrojadas, para estarmos em constante melhoria. A primeira meta no momento ? parar de me estressar com as bab?s! ;c)
De noite, depois de um longo dia, voltei pros bra?os do meu Rafinha. E como brincamos! J? falei aqui que ele ama brincar de pega-pega. E ele ? capaz de levar horas a fio se escondendo da gente e gargalhando quando ? encontrado. Que risada gostosa tem o meu filho! Rolamos pelo ch?o, corremos pela casa e, quando cansamos, viemos assistir ao DVD do anivers?rio dele aqui no computador. E n?o ? que ele ficou quietinho por quase 1 hora? Bateu palma, apontou pras pessoas, chamou pela mam?e e pelo papai e dan?ou quando gostou da m?sica que estava tocando.
Eu, bobona que sou, fiquei com os olhos cheios d??gua quando cliquei na “retrospectiva” de fotos. Foi literalmente um filme das nossas vidas passando na frente dos meus olhos. O Beta positivo, a barriga crescendo, o quarto pronto, aquela foto das nossas m?os quando ele ainda estava na UTI e ele se tornando esse menin?o que ? hoje. Lindo! Acho que n?o tem dinheiro mais bem gasto do que com fot?grafo e filmagem. O ?lbum fica pronto semana que vem. Que ansiedade!
Agora vou nessa. Marido deve estar chegando de viagem. Logo, logo not?cias do front…






