Um mês com Juju

Nossa menina hoje completa 1 mês de vida! Até agora, estamos nos conhecendo, nos descobrindo. E já sei identificar os diferentes sons do seu choro, na hora da fome, da fralda suja ou qualquer outro desconforto, da manha e do sono. Nesse pouco tempo juntas, pude perceber alguns traços de sua personalidade: escandalosa, com seus gritinhos que mais parecem miados e a cada dia ficam mais altos, gulosa (como o irmão e a mãe), calorenta (como o irmão e o pai), curiosa (vira a cabeça para a direção de quem estiver falando) e chameguenta (fecha os olhinhos quando ganha cafuné do pai). 

Semana que vem temos consulta com a pediatra. Mas, já pude perceber o quanto ela cresceu e ganhou peso. Além das aparentes bochechas gorduchas, alguns bodies e macacões já não dão nela, outros tamanho M já cabem direitinho e as meias, que antes sobravam nas canelas finas, agora já caem como uma luva. Na hora do banho é que eu percebo o quanto ela cresceu: os pés já encostam no final da banheira quando ela estica as perninhas. E, por falar em banho, ela começa a curtir mais esse momento, relaxando e afundando mais a cabeça dentro d´água, como o irmão fazia, deixando a cabeleira flutuar…

Seus olhinhos, que têm o tom azul acinzentando, como da vó Eliana, ainda não mudaram. E todo mundo aqui fica na torcida pra eles não escurecerem e puxarem aos da avó, que são lindos. A pele clareia a cada dia e já vimos que teremos uma “branco neve” na família, bem da cor do pai. Já disse pro Rafa que vai começar a segregação racial, só porque somos “branco gelo”! rs

Com a chegada do segundo mês, Juju fica mais espertinha e já começa a levantar a cabeça. Se a colocamos de pé no colo, ela vira de um lado pro outro e firma o pescoço para olhar as modas. O olhão está sempre aberto, observando quem está em volta. Já, já vai chegar a hora de usar o tapetinho de atividades que a tia Marjorie deu… ;c)

Hoje é dia de bolo pra comemorar! A dinda Dida já dormiu aqui pra participar das festividades. Daqui a pouco vamos pra cozinha atacar de confeiteiras. Amanhã trago fotos! Ah, coloquei fotos novas aqui.

Júlia - Primeiro mês

Bodas de cobre

Hoje eu e Dani completamos 8 anos de casados. Infelizmente, a comemoração teve que ser adiada pra sexta, porque ele tá viajando a trabalho e só chega hoje bem tarde. Mas, isso é o que menos importa. Ele está longe hoje, mas os presentes ficaram aqui em casa! Juju foi bater perna no shopping comigo, tia Ana e tia Beth e depois fomos buscar Rafinha na escola.

Olhando pra trás, a gente mal acredita em tudo que já construiu até agora. Quando na vida poderíamos imaginar que um namoro tão desacreditado entre dois estagiários do Jornal do Brasil acabaria em casamento? E, mais ainda, em uma família como a nossa?

 Dani, só temos a comemorar nesse dia. E em todos os outros que ainda teremos juntos daqui pra frente. Te amo!

Créditos:  Kit

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Conversa fiada

Rafinha começa a mostrar a que veio nesse mundo agora que tem o “dom da fala”. É claro que ele ainda tá começando, fala as frases sem as palavras de ligação, mas já se faz entender. Muitas vezes bem até demais… Eu me divirto!

** Sábado, pra matar o calor, fechei a saída de água do box e enchi de água, virando uma piscininha. Desliguei o chuveiro e ficamos brincando. Até que uma hora, Rafinha olha pra cima e dispara: ”mamãe, acende água?” ;c)

** De manhã, antes de sair pra escola, ele sempre vai pro quarto da irmã bisbilhotar a hora da mamada. A gente precisou argumentar durante algum tempo para convencê-lo a ir pro banho. Finalmente o moleque aceitou a proposta e voltou todo perfumado, de uniforme e cabelo penteado. Sempre que ele sai do banho, eu pergunto se ele está cheiroso e ele vem pra perto de mim pra me dar o pescoço pra cheirar. Dessa vez, fiz a mesma coisa. Ele se aproximou de mim, eu fiz a cena de sempre e falei “hum, que menino cheiroso e limpinho”. Na mesma hora ele respondeu “Rafa cheiroso, Júlia suja”. Ciúmes, eu?! 

** Domingo eu finalmente matei a minha vontade (desejo atrasado) de tomar um milkshake de ovomaltine do Bob´s. Perguntei ao Rafa se ele queria, e, no início, ele disse que não, achando que era água ou alguma outra coisa. Insisti, porque sei que tenho uma formiguinha viciada em chocolate – como pai – em casa e tinha certeza que ele ia gostar. Não deu outra. Quando ele sentiu o gosto, abriu um sorrisão e disse “mamãe, mais suco cocoate”.

** A agitação com a chegada da irmã parece ter passado. Ele já está mais acostumado com a presença dela e não fica mais toda hora entrando no quarto ou dando trabalho pra dormir ou comer. A hora agora é de chamar atenção, demonstrando o ciúme, mais do que natural, que ele sente agora que divide os pais com a Juju. Além de alguns carinhos “menos carinhosos” como tapas e brinquedos que voam na direção da irmã, ele agora deu pra sentir dor e pedir beijinho. “Mamãe, moquito modeu Rafael”, ele diz, com a perna esticada na minha direção. E lá vai a mamãe dar beijinho pra passar a dor. Sempre funciona!

Cenas de amor explícito - Rafa e Júlia

Final de ano chegando, começam a pintar as avaliações do bimestre que se encerra. Sexta chegou o boletim da natação, com a avaliação do meu peixinho. Entre outras coisas, diz assim: “Rafael é uma criança afetuosoa com a professora. Atualmente, está em fase de adaptação ao meio líquido e aos materiais, recebendo o apoio afetivo da professora para adquirir maior segurança e autonomia. Está sendo estimulado quanto à movimentação dos membros inferiores e superiores através do rastejar, balançar, andar em tapetes e pendurar-se. Sua boa assiduidade favorece suas novas conquistas. Parabéns!”

Hoje, foi a vez de eu ir na reunião individual na escola, com a tia Márcia. Dessa vez, O Dani não pôde ir, porque está viajando. A professora ressaltou o salto no desenvolvimento do Rafael, que era muito pequenininho quando chegou à escola, ainda não falava e mal andava sozinho. Agora, além de se relacionar perfeitamente com os amigos, sobe e desce as escadas, se comunica e responde aos comandos das professoras com agilidade. Segundo a tia, ele aprende com facilidade, é esperto e muitas vezes reage aos estímulos mais rápido do que o esperado. A qualidade que ela mais destacou foi a simpatia e o modo cativante como ele lida com as pessoas. Disse que ele é conhecido por todos os pais dos amiguinhos, até de outras turmas, cumprimenta todo mundo e sabe inclusive seus nomes. E também é o queridinho dos amigos mais velhos, que apertam suas bochechas e vivem dando abraços e beijinhos. Nota 10 esse meu filhote! * Pausa para limpar a baba que está escorrendo *
 

Dias ensolarados

Esse final de semana, o tempo no Rio refletiu meu atual estado de espírito: enrolarado, céu azulzinho, sem nuvens. É assim que tenho me sentido ultimamente. Certamente, grande parte dessa calmaria se deve a um dia-a-dia sem os mesmos medos e cobranças da época do nascimento do Rafa. Não sei por que a gente entra nessa neura sem fim, sabia? Definitivamente o segundo filho deveria vir antes do primeiro…

Ter ajuda 24 horas por dia também faz a maior diferença. Primeiro, porque me dá segurança. Segundo, porque a coisa é punk mesmo. Quando eu acho vou conseguir sossegar, a Júlia chora pedindo leite ou o Rafa me chama pra brincar. Na hora que o cansaço pega mesmo, eu peço “substituição” e vou pra reserva. Aprendi que estar no nosso limite é uma verdadeira armadilha nesses momentos. Nosso emocional fica muito mais instável quando o corpo está cansado.

Aproveitei o sol e fui à praia com Rafinha e minha mãe no sábado. Fim de tarde, Posto 10 lotado, mar tranqüilo. Nem preciso dizer que o moleque fez a festa e se acabou nas pequenas ondas que se formavam, né? Um verdadeiro carioquinha esse meu brasiliense! Hoje, domingão, aceitamos o convite da Marjorie e fomos para um churrasco no prédio dela. Juju ficou em casa, com a Ana, curtindo o ar condicionado no quarto do irmão. Quando o gato sai, o rato faz a festa! ;c) O calor tem sido tanto que nossa menininha tem tomado pelo menos dois banhos por dia. E passou o dia muito bem no fresquinho segundo a Ana.

Enquanto a irmã curtia o silêncio da casa, Rafinha brincava no parquinho com a tia Marjorie e a pequena Letícia, de 3 aninhos. Pintou e bordou no escorrega, na cangorra e, quando o calor apertou, foi pra dentro d´água. E mostrou que o dinheiro da natação está sendo bem investido: ficou todo solto na piscina de crianças, nadando feito um peixinho, batendo perninhas e bracinhos. Na hora de ir embora tivemos que soltar uma lábia pra ele sair da água sem chororô. E esse é um dos lados bom do Rafa: a gente conversa, explica, argumenta e ele entende e aceita na boa. É raro ter que “apelar” com o moleque.

O dia foi uma delícia, muito agradável. Daqueles de deixar a gente leve, sabe? Tanto que teve uma hora que eu virei pro Dani e falei “nem parece que a gente tem um bebezinho de menos de um mês em casa. Será que somos pais muito relaxados?”. Ele respondeu “relaxados, não, Mic, experientes”. Acertou na mosca, Dani! ;c)

Fotos do Churrasco - novembro 2006

Vivendo e aprendendo

Ser mãe pela segunda vez traz à tona antigos sentimentos, os mesmos que sentimos pela primeira vez quando nos vimos às voltas com o primeiro filho. O medo de não dar conta agora de duas crianças, a preocupação com a saúde e o bem estar deles, o cansaço que se acumula mais ainda… Por outro lado, ser mãe pela segunda vez também reforça o que eu imaginava durante a gravidez e nos torna pessoas menos inseguras e assustadas, mais cientes do que está acontecendo e o que ainda está por vir e, principalmente, nos dá a certeza que tudo vai dar certo, porque já deu na primeira vez.

A maioria das coisas que envolvem os cuidados com um recém-nascido ainda estava bem fresquinha na minha memória. Afinal de contas, há pouco mais de dois anos eu estava às voltas com um bebezinho prematuro em casa. Mas, cuidando integralmente da Júlia nesses últimos 25 dias, pude comparar momentos, situações e percebi que a gente está sempre aprendendo, não importa se vivemos uma situação pela primeira ou pela 30ª vez.

O que eu ainda lembrava

  • Recém-nascidos não têm rotina. Quando a gente acha que tá abafando, e eles já vão dormir ou mamar em um intervalo constante de tempo, eles mudam tudo do dia pra noite, literalmente, e você fica com aquela cara de tacho.
  • É como andar de bicicleta: dei banho na Júlia desde o primeiro dia, não perdi o jeito em pegá-la no colo, mesmo estando tão acostumada a pegar o galalau do irmão dela. Isso também vale para cuidar do umbigo, massagem para cólica e SOS na hora dos engasgos.
  • O tal do arroto é a coisa mais chatinha de se conseguir e, de uma hora pra outra, ele, junto com o cocô e o pum, passam a ser coisas importantíssimas na nossa vida.
  • Como é importante conseguir um tempo pra você mesma no meio desse rebuliço. Um passeio ao shopping ou meia hora na manicure fazem milagres!
  • A sensação de poder que te dá quando olha para um serzinho tão pequeno e lembra que foi você quem fez, alimentou e abrigou por tanto tempo dentro da barriga.
  • A sensação de pânico que te dá quando olha para um serzinho tão pequeno e lembra que, já que você fez, agora vai precisar alimentar, abrigar e cuidar do lado de fora da barriga. ;c)

O que eu já tinha esquecido

  • Colocar roupa em um recém-nascido é tarefa pra contorcionista. Eles são tão molinhos, mas ao mesmo tempo tão durinhos. Não dobram as pernas e nem os braços quando a gente precisa vestir uma calça ou um body. E sempre mexem as pernas quando tentamos acertar uma meia em seus pezinhos.
  • Como é demorado dar mamadeira pra um bebê que toda hora cai no sono! Jisus! E de madrugada? Você está grogue, doida pra voltar pra cama, e o pingo de gente que há dois minutos estava se esgoelando, parecendo que ia morrer de tanta fome, sugou 30ml e se rendeu ao morfeu, como se nada tivesse acontecido.
  • Como é engraçado ficar falando com alguém que não entende uma palavra do que você está falando e ainda não é capaz de dar nem uma risadinha de volta. A gente se acostuma com um moleque tagarela, correndo de um lado pro outro na casa, e de repente se acha “conversando” com o bebezinho recém-nascido e estranha porque não ouviu nada em resposta.
  • As variações de sensações e sentimentos que passam pela sua cabeça em um único dia durante esse tempo exclusivo cuidando de um bebê. Você acorda exausta, querendo voltar pra cama, passa por momentos de euforia, paixão e sentimentalismo, alterna momentos de arrependimento e dúvidas cruéis e volta à paixão com a velocidade de uma montanha-russa.
  • O mal estar que a anestesia me causa e primeira noite depois da cirurgia são terríveis. Isso a gente esquece, senão não teria o segundo filho, com certeza. Passado isso, eu me recuperei muito bem das duas cesáreas. Caminhei logo de manhã, vesti minha super cinta e recuperei meus movimentos super rápido. E o corpitcho também: já perdi 11kg, sendo que ganhei 10Kg na gravidez.

O que eu aprendi

  • Bilau é mil vezes mais fácil de limpar do que a perseguida. Nisso menino dá de mil a zero em menina. Como minha experiência no assunto está começando agora, redobrei os cuidados, mas já vou logo avisando pras grávidas que menina gasta mais creme e dá mais trabalho nas trocas de fralda e no banho! ;c)
  • É uma delícia brincar de boneca aos 31 anos. É claro que agora não dá mais pra jogar a boneca no fundo do armário quando você se cansa da brincadeira, mas mesmo assim é muito gostoso. A gente fica pensando na roupinha e já quer combinar o sapato, o lacinho, a calcinha… E olha que a Júlia passa o dia praticamente só de body, por causa do calor. Imagina quando os vestidinhos começarem a caber nela?!
  • Se com um filho a gente precisa ter paciência e desprendimento, com dois a gente precisa se transformar praticamente em uma Madre Teresa de Calcutá. Mãe já tem a tendência a colocar filho em primeiro plano. Imagina mãe com dois filhos? A gente fica o tempo todo buscando o equilíbrio e priorizando qual filho vai atender primeiro, quando os dois resolvem te solicitar ao mesmo tempo. Na maioria das vezes dá certo. Quando não dá, a gente grita o marido ou a babá e pede socorro.
  • Pedir ajuda é sempre a melhor solução. Mãe de segundo filho não sofre da síndrome da mãe perfeita, ou então já desistiu do título, então leva tudo na boa, sem tantas cobranças. E o filho é que sai lucrando, porque ganha uma mãe mais segura e tranqüila, dentro da medida do possível.
  • Planejar o segundo filho é só para as mais corajosas. No meu caso, tive a confirmação de que só mesmo no susto isso aconteceria. A maternidade é uma benção e me sinto privilegiada ao quadrado por ter dois filhos. Mas, viver o primeiro ano de vida de um bebê, com todas as suas aventuras, já tendo um mais velho na sua cola é, como já tinham me avisado os meus amigos com dois filhos, uma “vida selvagem”.

Certamente essa lista ainda vai aumentar muito… Com o tempo eu volto a atualizá-la! ;c)

PS: Coloquei fotos novas da Juju lá no álbum. É só clicar aqui para vê-las!

Amiga Marjorie

Marjorie, Juju e os folículos!Sabe aquelas pessoas que a gente acabou de conhecer mas parece que conhece há séculos? Agora imagina essa pessoa bem doidinha, que fala pelos cotovelos (ainda mais do que eu!!), tem um coração enoorme, uma paciência de jó com crianças e muita disposição pra bater perna em shopping. Pronto! Aí está a descrição da Marjorie!

A gente se conheceu aqui pelo blog. Ela, pesquisando sobre tratamento para engravidar, veio bater aqui na minha porta. Me mandou um email gigante, falando comigo como se já me conhecesse. E eu, que não gosto nem um pouco de um papo, entrei na onda. Pronto! Foi o suficiente. Ela foi ao chá da Juju e nos conhecemos. Trocamos alguns SMS durante a primeira tentativa de ICSI dela e agora estamos na torcida nessa segunda – e última se Deus quiser!

Ontem, praticamente há um mês em “prisão domiciliar”, ela me convida pra ir ao Top Fashion Bazar, no Citta América, pra comprar roupinhas na Lilica e Tigor. Fiquei tentada, é claro, mas não posso dirigir ainda. E não é que a doida saiu lá da Barra pra me buscar? Pra completar a farra, ela ainda quis levar o Rafa. Pegamos o moleque no meio da tarde no colégio, colocamos ele no cadeirão no banco de trás e lá fomos nós.

William, Juju, Marjorie, Rafinha e eu! A tarde foi uma delícia! Tagarelamos por horas a fio, acho que Rafinha não tava entendendo nada… ahahhaha Compramos umas roupinhas pras crianças e pro marido e continuamos a tarde de bate papo sentadinhas no Downtown, na Galeria Gourmet, tomando uma sangria e comendo petiscos no Happy hour! O marido dela, William, uma simpatia de pessoa, entrou na onda e foi nos encontrar. Brincou pra caramba com Rafinha, que grudou no colo do novo “tio” e não quis saber de outra vida.

Eles ainda vieram nos trazer em casa, às 21h, e aproveitaram para conhecer a Juju, é claro. Ela foi pro colo da tia Marjorie, já bateu um papo com os 18 folículos na barriga da tia e garantiu pelo menos gêmeos a caminho! ;c) Rafinha arrastou o tio William pro quarto dele e tirou mais uma casquinha, brincando de carrinho.

Marjorie, adorei nosso dia juntas e quero repetir, é claro! Rafinha está exausto, tomou um banho e foi dormir. Só que aquele machucadinho na boca (acho que ele se mordeu comendo batata frita) deu trabalho e o moleque abriu o berreiro a chorar até as 23h. Tive que colocar Oncilon oral pra ele poder dormir. Aí foi a hora da Júlia acordar pra mamar… Socooorrro!