Aberto para balanço
Dec 31, 2006 Eu, Momentos especiais, Papo cabeça
Taí uma boa hora pra gente parar pra pensar no que fez ou no que deixou de fazer nesse ano que termina. Acho que é inevitável, mesmo para os mais desprendidos dos rituais da chegada de um novo ano, como eu, fazer um balanço e renovar as esperanças para o ano que se inicia. E ainda bem que a contagem recomeça, mesmo que tudo continue a mesma coisa no dia primeiro de janeiro. Ou quase tudo. Acho que no fundo, no fundo, todos temos a sensação de uma nova chance para fazer tudo melhor. Pelo menos é como eu sempre me sinto.
Véspera de Ano Novo pra mim é sinal de renovação, encontro com os amigos, troca de energias na praia de Copacabana, pulando as sete ondinhas e tomando banho de champagne. É beijo no Dani, pensamento no filhote – e agora na filhota -, abraços nos amigos e desejos de terminar o ano da mesma forma que comecei: com toda a minha família unida. E é assim que pretendo fazer amanhã quando a contagem regressiva chegar ao fim e os fogos começarem a iluminar o céu da minha Cidade Maravilhosa.
Por falar em céu, é pra lá que vão todos os meus agradecimentos nesse fim de ano. Mais do que fazer pedidos para 2007, dessa vez eu tenho muito a agradecer pelo presente que 2006 me trouxe. E foi um ano de surpresas, boas e ruins. Por um lado, comecei o mês de janeiro me decepcionando com as pessoas. Conheci da pior maneira a fraqueza do ser humano: mentira, falsidade, ganância, falta de caráter. Percebi que não é todo mundo que prioriza seus princípios acima de tudo. Há quem venda sua alma por muito pouco.
Mas, provei mais uma vez para mim e para os outros que não sou mais uma nessa multidão sem caráter. Posso olhar para os meus filhos com a tranqüilidade em saber que não me calei frente a ameaças e nem me intimidei por pessoas que se penduravam em mim para viver de um talento que não tinham. Mostrei a todos eles que sou capaz de dar a volta por cima e, mais do que isso, sou profissional o suficiente para ser reconhecida e ter um lugarzinho ao sol sem precisar de padrinhos ou alpinismo social. Terminei meu ano profissional completamente diferente de como comecei: motivada, ao lado de pessoas que me levam pra cima, tendo superiores competentes que estão onde estão por mérito próprio e, mais do que isso, de consciência limpa.
Por falar em carreira, 2006 foi um ano de botar a cachola pra pensar. Muita canseira, correria, falta de tempo, com aulas sexta à noite e sábado o dia todo na PUC. Mas também novos amigos, troca de experiência e a confirmação de que faço o que gosto e que estou no caminho certo. É começar a falar do assunto que já me empolgo e percebo que as idéias fluem naturalmente. Tive um super profissional me orientando, formei uma dupla perfeita com a Lu, que em março vai ser mamãe da Ana Luiza. E dei um upgrade na minha carreira, sacudindo um pouco a poeira depois de passar um ano inteiro ocupando meus neurônios a maioria do tempo com a maternidade… Terminei 2007 pós-graduada.
O único upgrade que eu não esperava veio da maneira mais especial possível: me descobri novamente grávida em um exame de rotina, depois de escrever um post inteirinho aqui sobre a minha frustração em saber que isso nunca aconteceria e provavelmente Rafinha seria filho único. Sabe aquelas coisas que acontecem com os outros e nunca com a gente? Pois é, aconteceu comigo. Contrariando a tudo e a todos, minha Júlia, que fazia parte dos meus sonhos de adolescente, saiu do imaginário e veio fazer parte da nossa realidade. Nada de injeções, hormônios, tentativas frustradas. Ela veio porque tinha que vir. E ficou ali, caladinha, crescendo e fazendo parte do nosso mundo sem que a gente percebesse. E foi saber que ela estava pra chegar para parecer impossível viver sem ela.
Se o ano começou com uma surpresa desagradável, o que dizer de uma surpresa como essa? Pra mim, soou como um prêmio, praticamente uma mensagem dos céus, me dizendo que eu tinha feito por merecer a dádiva de criar uma nova vida. Se existe a tal Lei da causa e efeito, acho que posso correr o risco de parecer falsa modesta e dizer que em 2006 colhi um pouco do que sempre procuro plantar: respeito ao próximo, valorização da amizade, do lado bom das pessoas, um olhar positivo sobre a vida.
Depois do susto com a gravidez não planejada e a reviravolta tão repentina que estava para acontecer em nossas vidas, veio a alegria de saber que tínhamos uma menininha a caminho. E lá veio nossa Juju, para fazer par com o nosso tão amado Rafinha. E 2006 foi o ano de vê-lo crescer, enfrentar os primeiros desafios longe da asa da mamãe, tornar-se mais independente e cada vez mais confiante. Que orgulho! No quesito “maternidade”, também terminei o ano de forma completamente diferente de como comecei: agora, sou mãe de dois filhos!
Felizmente, no que diz respeito à vida amorosa, as mudanças radicais não nos atingiram: continuamos juntos, firmes e fortes, certos de que estamos construindo algo sólido e cheio de amor. É claro que todo casal tem seus problemas. E com a gente não é diferente. Ainda mais com uma vida tão corrida, morando em uma cidade tão estressante e com a responsabilidade só aumentando… Mas, o ano termina nos mostrando que estamos na direção certa. E o beijo da meia-noite vai selar nossa vontade de continuar juntos por muito tempo!
Os problemas? Foram vários. Se me lembro de todos eles? Felizmente, não. Quando eles aparecem, enfrento, passo por cima, resolvo da melhor forma possível - quando é possível -, tento tirar algum aprendizado e sigo em frente. Falando assim, tudo parece muito fácil. Mas não é. Em 2007, espero continuar tendo forças e serenidade para enxergar os obstáculos com cada vez menos ansiedade e mais tranqüilidade. Acho que a chegada dos 31 ajudou bastante nisso…
Essa noite, não tenho muito o que desejar. Peço a Deus que me dê saúde, paciência e energia para cuidar da criançada e seguir fazendo o que eu encaro como minha missão de vida: torná-los adultos felizes, realizados e preparados para o que der e vier. E desejo o mesmo para quem faz parte da minha vida, seja real ou virtualmente. É de saúde e paz que precisamos.
Termino o ano da mesma forma que comecei: já pensando no próximo post!
Um ótimo ano novo para todos que passam por aqui e deixam sempre seu carinho, seja através de emails, recadinhos ou simplesmente uma visita tímida. Esse cantinho já deixou de ser um diário pessoal e tomou proporções muito maiores. É aqui que organizo minhas idéias, troco experiências, registro os sustos da maternidade e faço amizades que dificilmente faria na vida real, principalmente por causa da distância.
Preparei com muito carinho o nosso mural, com as fotografias que muitos de vocês me enviaram. À medida que acrescentava mais uma foto, ficava feliz por conhecer um pouco mais de quem participa da minha vida, mesmo que à distância. Obrigada a todos pelo carinho e até ano que vem!
PS: Se você mandou sua foto e ainda não está aqui ou se chegou agora e quer mandar, prometo que atualizo o mural assim que voltar pro computador, tá? Quer conhecer todo mundo!

Dois meses com Juju
Dec 30, 2006 Júlia, Momentos especiais
Ela nos vê e abre um sorriso delicioso. Ouve com atenção o que falamos e “conversa” com a gente, soltando aqueles “aah” e “eeh” que voltam a nos encantar, como se estivéssemos vivendo tudo pela primeira vez novamente. No banho, mostra toda a sua alegria, batendo pezinhos e perninhas e fazendo a maior molhadeira. Na hora da fome, conhecemos toda a “potência” de seus gritos e a disposição pra mostrar o que quer, no melhor estilo “quem não chora não mama”. Quando ganha cafuné do pai, fecha os olhinhos e dá aquele sorriso de quem vai adorar um chamego. Aliás, já adora!
É assim que Juju fechou seu segundo mês de vida: encantando a todos que convivem com ela, seja pela surpresa com seu crescimento acelerado ou pela doçura com que passa os dias. Como é bom conhecer as delícias de ser mãe de uma menininha!
Hoje a Júlia completa dois meses e já conquistou a amizade dos amiguinhos do móbile e do tapetinho de atividades. E também passou a curtir um pouco mais o balancinho e a cadeirinha que vibra. Ainda fica por pouco tempo em cada atividade, já que dorme a maior parte do dia. Mas, aos poucos vai criando uma rotina e já percebemos claramente o que ela sente e deseja com cada chorinho ou reação do corpo.
Quem está aí?
Sei que a Internet está meio “vazia” porque todo mundo deve ter ido viajar ou está cuidando da vida nesse fim de ano. Eu também estou meio sumida, correndo atrás dos preparativos para o Reveillon. Sem contar que as novidades do Rafinha estão por conta da bisa e da tia Dida, já que ele está de férias em Niterói…
Queria aproveitar esse “recesso” pra pedir a vocês que me enviem fotos suas ou dos filhotes (quem tiver) para eu colocar aqui no blog no último post do ano. Nada mais justo do que vocês fazerem parte do meu balanço de 2007. Afinal de contas, já fazem parte da minha vida, né? Quero conhecer todas vocês que deixam recadinhos super carinhosos e produzem diversos sorrisos no meu rosto sempre que entro aqui!
Então, não se esqueçam! Mandem a sua foto para meu email mrocas@gmail.com e não esqueçam de colocar o nome, pra eu não ficar doida tentando adivinhar. Não vejo a hora de conhecer um pouco mais de vocês…
Noite feliz
Dec 25, 2006 Família
O Natal ganhou um novo gostinho depois que Rafa e Juju nasceram. Antes, todas as crianças haviam crescido e a magia do Natal, com Papai Noel e cia tinha ido embora. É claro que a família continuou reunida, que é o que realmente importa. Mas agora a gente vê os olhinhos do Rafa e da Carol brilhando quando falamos que Papai Noel está chegando… e logo, logo será a vez da Juju e da Amanda se juntarem a eles.
Todos se reuniram em torno da D. Lêda, matriarca da família. Se alguém tem crédito por manter todos unidos e uma verdadeira família, essa pessoa é a minha avó. E ela se emociona ao ver todos – Flávia, faltou você! – em sua casa, rindo, comendo, bebendo e, principalmente, falando todos ao mesmo tempo. Só faltou mesmo a Flávia, Amanda e Bill para a festa ser completa. Mas, tenho certeza que a distância e o fuso horário da California nunca serão um problema para estarmos juntos…
Rafa curtiu muito, brincou com Carol, sua prima-ídolo. Segue os passos dela, imita o que ela faz e “obedece” o que a prima mais velha, do alto dos seus seis anos, fala. É uma graça vê-los juntos repetindo brincadeiras que eu e a Carla – mãe da Carol – fazíamos quando crianças.
Entregamos os presentes do amigo-oculto, rezamos, comemos. E lembramos mais uma vez como é bom estar entre a família. Mesmo a mais barulhenta e tagarela das famílias…. a minha! ;c)
Rafa ficou na casa da bisa e deve passar a única semana que tem de férias da escola com ela e a tia Dida. Já tem uma extensa programação preparada. Essa noite sentiu a minha falta e choramingou. Estou de sobreaviso se precisar ir buscá-lo antes do tempo. Mas, acho que isso não deve acontecer…




