Cinco meses com Juju
Mar 30, 2007 Júlia, Momentos especiais

E o tempo passou. Rápido, temos que concordar. Hoje Juju completa cinco meses. E já foram tantas as coisas que mudaram nesses últimos 30 dias:
** A alimentação salgada passou a fazer parte de sua rotina e, a partir de hoje, ela já vai poder jantar. O caldinho de feijão também está liberado, assim como a gema de ovo amassada;
** O corpinho está durinho e só falta mais um empurrãozinho de nada pra ela ficar sentada por conta própria sem cair pro lado;
** Os pezinhos estão sendo descobertos. Vez ou outra já nos deparamos com nossa gorduchinha brincando com eles;
** A cadeirinha vibratória onde dávamos as comidinhas já é coisa do passado. Agora, as refeições são feitas no cadeirão, herdado do irmão;
** As gargalhadas são constantes e bastam uns barulhinhos a mais pra nos deliciarmos com os sonzinhos engraçados das risadinhas;
** O crescimento desse mês foi considerável! Em consulta hoje com a pediatra, confirmamos que a modelo ganhou mais 5 cm e agora está com 69cm. O peso, como eu esperava, já começou a dar uma freada. Mais 550g em um mês, ótimo! Juju se manteve dentro da casa dos 8Kg, pesando 8.750g. As fraldas G já estão virando peça de museu e os próximos pacotes serão GG. É coxa demais, né? ;c)
Tem culpa eu?
Mar 29, 2007 Papo cabeça, Trocando experiências
A culpa é assunto recorrente entre as mães. E, sabe o quê? Acho isso um saco! Por que a gente se culpa por tudo? Quando Rafa nasceu, junto nasceu a tal da culpa. Será que fui culpada pelos nascimento prematuro dele? Será que ele não pega no peito por minha culpa? E meu marido, quem vai dar atenção pra ele? E como eu vou voltar a trabalhar e deixar ele sozinho? Coisinha mais cansativa…
Quando estava grávida, depois de uma série de ponderações junto com o Dani, resolvemos pela babá. Cheguei a pensar em creche, mas aí precisaria de alguém em casa caso ele ficasse doentinho e não pudesse ir, já que morava em Brasília longe da minha família. Foi então que a Beth entrou em nossas vidas. Eu ainda estava com cinco meses de gravidez e fomos nos conhecendo. Rafa nasceu e eu fazia absolutamente tudo em relação a ele. Ela só cuidava da casa. Quando o bicho pegou com o refluxo e as cólicas, as madrugadas viraram minhas companheiras e eu fui virando um farrapo humano. O Dani insistia pra eu recorrer à Beth, mas eu me sentia culpada quando ouvia meu filho chorando e não levantava da cama pra acudi-lo, já que era o “turno” da Beth.
Precisei de vários meses pra perceber que eu não precisava dar conta de tudo sozinha. E como era bom poder ter ajuda! Aos poucos, a Beth ganhou a minha confiança e passou a ter cada vez mais funções junto ao Rafinha. Sempre disse pra ela que a casa pode desmoronar, mas o Rafa – e agora a Júlia – sempre é prioridade. Voltei a trabalhar e ela passou a ficar com ele o dia todo. Eram vários telefonemas pra saber se tudo estava bem, e aquela sensação de que ela estava passando os melhores momentos do meu filho junto com ele no meu lugar. Mais uma vez uma grande bobagem!
Com o tempo, reparei que não é a quantidade de tempo que faz a diferença e sim a qualidade. Se estou com o Rafa, a atenção é dele. Estou sempre procurando opções de passeios, atividades lúdicas e brincadeiras em casa pra passarmos nosso tempo juntos. Eu rolo no chão, desenho, faço massinha, faço cosquinha, corro e finjo que vou pegar, ouvindo aquelas gargalhadas gostosas. E ele sempre correspondeu, sem nenhum sinal de que estou devendo a ele. Pelo contrário!
Com a ida pra escola, aí é que eu percebi que criança maravilhosa eu estou criando. Já disse aqui várias vezes que as tias dizem que ele é a criança mais popular da escola. E não é só corujisse, não! O moleque é o maior relações públicas, cumprimenta desde o faxineiro até a diretora, com aquele sorisão e um bate papo todo “marrentinho”, repetindo as gírias que essa mãe carioca fala o tempo todo.
O tempo passou e, felizmente, tenho conseguido cada vez mais me livrar dessas culpas que só servem para trazer caraminholas pra nossa cabeça. Se aparece alguma pontinha, eu trato de trocar umas idéias com o Dani, pego o telefone e converso com as amigas que têm filhos ou troco bons emails com a Malu, a Marsella, a Tati Kligerman, a queridíssima Ju… Foi numa dessas que decidimos ir pra Buenos Aires. Nos fez tão bem e não doeu nem um pouquinho! Rafa e Juju ficaram ótimos com a equipe vó-bisa-tia e mais uma vez provaram que, mesmo com saudade dos pais, são crianças fáceis de lidar, criadas sem neuras.
Dois anos depois e um segundo filho no colo, posso dizer com alegria que a maternidade ganhou uma leveza deliciosa pra mim. A rotina teve que se adaptar e, a partir da próxima semana, teremos uma logística de deixar qualquer aeroporto com inveja para todos cumprirem suas obrigações sem precisar de camisa de força no final. O melhor disso tudo? Daremos mais valor ainda aos nossos finais de semana, cheio de programas ao ar livre, teatrinhos infantis, soneca depois do almoço de domingo, pedaladas na Lagoa e lanches de fim de tarde na casa da tia Gisa. Se bater a preguiça? Tudo bem, desmarcamos todos os comprissos e assistimos a um DVD em casa, juntinhos, os três. Sem culpa.
Dois filhos, duas medidas
Mar 28, 2007 Papo cabeça
Agora que minha licença maternidade está chegando ao fim, posso dizer com conhecimento de causa que cada nova experiência com um filho é diferente. E muito. Esses últimos cinco meses voaram como se eu estivesse de férias. O oposto do que aconteceu no mesmo período que fiquei em casa cuidando do Rafinha.
Quem acompanha o blog há mais tempo sabe todo o perrengue que passamos: nascimento prematuro, UTI Neonatal, cólicas, refluxo e muito desespero. Sim, eu era mãe de primeira viagem e isso foi fator determinante para que as coisas se tornassem mais difíceis ainda. Meu Rafinha era um bebezinho tranqüilo, mas não pudemos usufruir dessa tranqüilidade em seus primeiros meses de vida porque alguns problemas de saúde nos tiraram dos eixos. Pneumonia ao nascer. Nova pmeumonia aos 4 meses de vida. Demais pra cabeça de uma mãe que ainda nem sabia direito o que esse título significava.
Bateu depressão, fiquei meio fora de órbita. Não curti metade do que poderia ter curtido. Criei certos traumas em relação à essa época e cristalizei essa idéia de que os primeiros meses de um bebê são horríveis e impossíveis de serem aproveitados sem muito choro e sofrimento. Quando tudo se normalizou e eu finalmente comecei a perceber o lado bom de ter um bebê em casa, chegava a hora de voltar ao trabalho. E ainda rolou mudança de emprego, de estado… Ufa!
Quando eu pensava em ter um segundo filho, tudo isso me vinha à cabeça e eu não tinha coragem de passar novamente pelos primeiros meses de um bebezinho. Olha as mulheres com barrigão na rua ou com bebês recém-nascidos e sentia uma certa pena, antecipando o sofrimento que estava por vir. Noites sem dormir, bebê chorando de dor, angústia, vida de cabeça pra baixo.
Aí, Deus me deu de presente um anjo que, entre outras coisas, veio me mostrar que tudo na vida muda e nada é exatamente como parece ser. Quando descobri que estava grávida, o filme passou na minha cabeça, como se anunciasse o que estava me esperando. Mas que nada! Minha licença maternidade foi praticamente um passeio. Me considerei de férias, só que acompanhada de um bebezinho. Teve a maturidade como mãe de segunda viagem, é claro. Mas o crédito todo é dela, essa gorduchinha branquela que bateu as asinhas e decidiu que queria ser minha filha.
Um bebê doce, que não me fez ficar noites a fio acordada, tirando um resfriado que a deixou entupida. Bem humorada, sorridente e, mais do que tudo, saudável. Se alimenta bem, vai com todo mundo e não dá trabalho algum quando saímos com ela. Estou me despedindo dessa licença maternidade com um gostinho de quero mais, porque dessa vez a história foi completamente diferente.
Cada bebê tem seu ritmo, suas necessidades, sua personalidade. Graças a Deus Rafinha superou as dificuldades do início e hoje é uma criança saudável, alegre e fácil de lidar. Junto com a irmã, formam uma duplinha incrível, que ainda vão encher ainda mais nossas vidas de alegria.
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PS: Acabei de falar com a Rê. Ela só vai pra casa à noite, então não conseguiu postar no blog. O quadro do Vini está se encaminhando para estável. A médica disse que provavelmente segunda ou terça da semana que vem ele já possa sair do coma induzido e do respirador. A bilirrubina finalmente entrou no nível normal, o que é ótimo! O hemograma está normalzinho, como se nada tivesse acontecido! ;c) Rê está com a voz ótima. Mas não vamos descansar, hein? Energias positivas e orações em nível alto!
PS1: Hoje fui visitar a minha amiga Lu (dupla da pós) na maternidade. Ontem, finalmente a tão esperada Ana Luísa nasceu, medindo 50cm e pesando 3270kg. É uma fofa, cabeludinha e arrepiada. Dei dicas de como amamentar, ajudei a colocá-la na posição certa, orientei. Acho que ajudei um pouquinho. Esse início é tão difícil, né? Confesso que fiquei feliz me sentindo uma veterana! ;c)
Semana de despedida
Mar 26, 2007 Eu
Hoje eu acordei com um gostinho de final de festa… É a minha última semana de licença maternidade e, mesmo sabendo que logo, logo eu volto ao ritmo, não consigo evitar a angústia e a sensação de não poder controlar o tempo. Eu adoro trabalhar, ter uma carreira, investir em um lado meu que não envolva somente filhos e coisas da casa, mas é impossível deixar de me sentir dessa forma, como se eu estivesse abrindo mão de alguma coisa. Mulher é um caso sério… ;c)
Na verdade, a única pessoa que eu vou passar a ver menos é a Juju, que ficará em casa com a Beth. Rafinha já fica o dia todo na escola, então é mais psicológico do que qualquer outra coisa. Vou sair do trabalho a tempo de esperá-lo no portão de casa, quando ele chega com o ônibus do transporte escolar. Sim, foi preciso contratar os serviços da “Tia Su”, já que agora não tem mais como a Beth levar e buscar o molequinho tendo uma gorduchinha em casa.
Eu fico repetindo pra mim que é a ordem natural das coisas, que eu vou chegar em casa cheia de saudades e vou grudar na criançada e não desgrudar mais até a hora de dormir. Mas, explica pro nosso coração isso? A gente quer mais é ficar à disposição deles, pronta pra correr até o berço e dar um beijinho fora de hora ou observar um soninho gostoso.
Só que, pelo menos pra mim, a longo prazo esse não é o melhor caminho. Preciso continuar investindo em um futuro legal pra gente, renovando a minha cabeça e diversificando as minhas atividades. Eles crescem, né? E eu não quero jogar no ombro deles a responsabilidade de ter aberto mão de uma profissão “só porque eles eram pequenos”. Eles estão bem. Aliás, muito bem! E eu também vou ficar, depois que a primeira – e traumática – semana passar.
Fotos da minha gorducha (vestida com a roupinha da prima Amanda) quando estávamos nos preparando pra acompanhar a tia Gisa ao médico. Aliás, essas foram as últimas fotos da minha finada câmera fotográfica. Acho que, só porque eu comentei aqui que estava pensando em trocá-la, a dita cuja resolveu dar um mergulho mortal e nunca mais ligou. Snif.

Interagindo
Hoje eu tive um gostinho do que vai ser a interação entre os irmãos aqui em casa. E, mesmo sabendo que foi só uma pequena amostra, foi uma delícia! Rafa pulou na nossa cama, pra acordar o pai da soneca da tarde, e eu acompanhei, com Juju no colo. Até que o moleque começou a pular, como sempre faz, e gargalhar com suas estripulias. A irmã, sentadinha no meu colo, ficou só observando. De repente, soltou várias gargalhadas, seguidas de gritinhos escandalosos, olhando pro macaquinho que saltava à sua frente.
Rafa percebeu que toda aquela alegria era por causa dele e adorou! Continuou pulando, chamando por ela e falou “mamãe, a Ju tá rindo pra mim”. Tãooo lindo! E a farra continuou por mais alguns minutos: Rafa pulando e Júlia gritando. Basicamente o meu futuro próximo! ehehehe
E realmente muita coisa mudou na forma como Rafa encara a irmã desde que ela nasceu. No início, não podíamos deixar os dois sozinhos no mesmo cômodo de jeito nenhum, porque ele ia até ela pra bater. Ou então gritava, mandando ela acordar. Deixar os dois sozinhos com a babá? Impossível, porque era uma loucura só! Agora, as coisas se acalmaram e Rafa já começa a perceber que em algum momento, mais próximo do que imagina, a irmã vai deixar de ser esse bebê come-e-dorme pra se tornar uma grande companheira. Os dois já podem ficar sozinhos juntos, apesar da supervisão ser constante, e os tapas quase não acontecem mais. Já arriscamos sair e deixar os dois com a babá, até porque Rafa já incorporou a Juju na rotina da casa e nem “liga” tanto pra ela como ligava antes.
Quer dizer, ele liga, mas de uma forma diferente. Chega da escola e já pergunta pela irmã. Ontem, foi uma gracinha. Ele chegou e viu que ela estava em seu balancinho vendo TV na sala. Foi logo sentando do lado dela e falou “Oi, Júlia, já cheguei”. Muito fofinho! Os ciúmes também deram uma trégua, mesmo ele de vez e quando tendo algumas recaídas, querendo nosso colo quando estamos com ela. Outro dia, pegou os dois bonecos do Batman que tem e veio me mostrar, dizendo que um era dele e o outro era da Júlia. Melhor assim! ;c)
Hoje de manhã levei a criançada pra Praça dos Cavalinhos, pra pegar um arzinho e gastar as energias. A minha irmã foi nos encontrar lá e depois almoçamos no Rei do Bacalhau com o tio André. Rafa se acabou de brincar e de comer. Tanto que já chegou em casa dormindo. E Juju, bem, Juju é daquelas crianças que a gente pode levar pra todos os lados sem preocupação. Ela estreou no mundo das sopinhas Nestlé sem reclamar, observou a criançada correndo em seu carrinho e depois tirou um cochilo debaixo da árvore. Isso é que é saber aproveitar a vida!

Dicas de Buenos Aires
Mar 23, 2007 Off topic, Viagens
Como eu percebi que muita gente acabou chegando aqui buscando dicas sobre viagem a Buenos Aires e várias de vocês pretendem dar um pulo lá – o que recomendo, resolvi listar a minhas dicas para aproveitar ao máximo a capital argentina. Papel e caneta na mão?
** Se o tempo que você tem é pouco, não se preocupe. Quando se tem filhos, um final de semana de silêncio e tempo livre pode parecer uma eternidade! Buenos Aires é uma cidade relativamente pequena, dá pra conhecer tranqüilamente em 3 ou 4 dias. Aproveite um feriadão ou emende uma sexta-feira sem culpa!
** Ficamos hospedados no Centro, super bem localizados, na Avenida San Martín, uma rua paralela à famosa Calle Florida, cheia de lojas e vitrines para quem quer fazer boas compras. O hotel foi o Trypp Sol Meliá, com boa tarifa e conforto na medida. Não se preocupe em ficar em um lugar com piscina, sauna, etc, etc, porque você vai ficar pouquíssimo tempo no hotel.


