Tem culpa eu?

A culpa é assunto recorrente entre as mães. E, sabe o quê? Acho isso um saco! Por que a gente se culpa por tudo? Quando Rafa nasceu, junto nasceu a tal da culpa. Será que fui culpada pelos nascimento prematuro dele? Será que ele não pega no peito por minha culpa? E meu marido, quem vai dar atenção pra ele? E como eu vou voltar a trabalhar e deixar ele sozinho? Coisinha mais cansativa…

Quando estava grávida, depois de uma série de ponderações junto com o Dani, resolvemos pela babá. Cheguei a pensar em creche, mas aí precisaria de alguém em casa caso ele ficasse doentinho e não pudesse ir, já que morava em Brasília longe da minha família. Foi então que a Beth entrou em nossas vidas. Eu ainda estava com cinco meses de gravidez e fomos nos conhecendo. Rafa nasceu e eu fazia absolutamente tudo em relação a ele. Ela só cuidava da casa. Quando o bicho pegou com o refluxo e as cólicas, as madrugadas viraram minhas companheiras e eu fui virando um farrapo humano. O Dani insistia pra eu recorrer à Beth, mas eu me sentia culpada quando ouvia meu filho chorando e não levantava da cama pra acudi-lo, já que era o “turno” da Beth.

Precisei de vários meses pra perceber que eu não precisava dar conta de tudo sozinha. E como era bom poder ter ajuda! Aos poucos, a Beth ganhou a minha confiança e passou a ter cada vez mais funções junto ao Rafinha. Sempre disse pra ela que a casa pode desmoronar, mas o Rafa - e agora a Júlia - sempre é prioridade. Voltei a trabalhar e ela passou a ficar com ele o dia todo. Eram vários telefonemas pra saber se tudo estava bem, e aquela sensação de que ela estava passando os melhores momentos do meu filho junto com ele no meu lugar. Mais uma vez uma grande bobagem!

Com o tempo, reparei que não é a quantidade de tempo que faz a diferença e sim a qualidade. Se estou com o Rafa, a atenção é dele. Estou sempre procurando opções de passeios, atividades lúdicas e brincadeiras em casa pra passarmos nosso tempo juntos. Eu rolo no chão, desenho, faço massinha, faço cosquinha, corro e finjo que vou pegar, ouvindo aquelas gargalhadas gostosas. E ele sempre correspondeu, sem nenhum sinal de que estou devendo a ele. Pelo contrário!

Com a ida pra escola, aí é que eu percebi que criança maravilhosa eu estou criando. Já disse aqui várias vezes que as tias dizem que ele é a criança mais popular da escola. E não é só corujisse, não! O moleque é o maior relações públicas, cumprimenta desde o faxineiro até a diretora, com aquele sorisão e um bate papo todo “marrentinho”, repetindo as gírias que essa mãe carioca fala o tempo todo.

O tempo passou e, felizmente, tenho conseguido cada vez mais me livrar dessas culpas que só servem para trazer caraminholas pra nossa cabeça. Se aparece alguma pontinha, eu trato de trocar umas idéias com o Dani, pego o telefone e converso com as amigas que têm filhos ou troco bons emails com a Malu, a Marsella, a Tati Kligerman, a queridíssima Ju… Foi numa dessas que decidimos ir pra Buenos Aires. Nos fez tão bem e não doeu nem um pouquinho! Rafa e Juju ficaram ótimos com a equipe vó-bisa-tia e mais uma vez provaram que, mesmo com saudade dos pais, são crianças fáceis de lidar, criadas sem neuras.

Dois anos depois e um segundo filho no colo, posso dizer com alegria que a maternidade ganhou uma leveza deliciosa pra mim. A rotina teve que se adaptar e, a partir da próxima semana, teremos uma logística de deixar qualquer aeroporto com inveja para todos cumprirem suas obrigações sem precisar de camisa de força no final. O melhor disso tudo? Daremos mais valor ainda aos nossos finais de semana, cheio de programas ao ar livre, teatrinhos infantis, soneca depois do almoço de domingo, pedaladas na Lagoa e lanches de fim de tarde na casa da tia Gisa. Se bater a preguiça? Tudo bem, desmarcamos todos os comprissos e assistimos a um DVD em casa, juntinhos, os três. Sem culpa.

31 Comentarios »

Comment by Geraldine
2007-03-29 20:20:09

Confesso que preciso fazer este “trabalho pessoal” o mais breve. Tenho uma dificuldade enorme em delegar - seja em qualquer assunto. Com JM, então, nem se fala. Até hj tenho a plena certeza de que só eu sei cuidar realmente bem dele. Mas por outro lado, sinto a cada dia essa necessidade. Nem preciso dizer que seu exemplo me inspira, né? Bjos!

Comment by Mic
2007-03-29 23:48:52

Geraldine, a gente ainda por cima é convencido demais, né? É claro que cuidamos muito bem dos nossos filhos. Mas isso quer dizer que mais ninguém saiba fazer isso? E nossas mães, que já nos criaram? E nossas avós? É sério, a gente precisa se policiar, porque senão, vamos da culpa à paranóia em tempo record!

E trata de se preparar, porque o segundão vem aí! ;c)

bjs

 
 
Comment by Tathyana
2007-03-29 21:20:04

AHHHH!!!! CULPAAA!!!!

Esse bichinho nos persegue. Tenho verificado aqui em casa e com amigas que tem bb que sentir culpa é uma tarefa quase que exclusivamente de nós mamães. Os maridos saem pra trabalhar, bebem uma cervejinha relax com os amigos,pedem ajuda pra mãe deles e dormem um noite inteira sem se preocupar que tem um ser no berço ao lado. Já nós as mamães….sentimos o peso da maternidade nessa palavrinha culpa. Mas peraí? Será que somos o centro do mundo? Se falharmos os nossos filhos serão pessoas piores por causa disso? Nananinanão…está na hora sermos mais leves e entregar as nossas crias quando o fardo for pesado demais.
Hoje eu me senti culpada porque minha filha de quatro meses não quer mais beber o leite e porque não comeu a papinha no almoço. E a culpa é minha? É muita nóia….
Valeu Mic por esse post, veio na hora certa, pra pessoa certa…
Bjs

Comment by Mic
2007-03-30 00:02:26

Ih, Tathy, é tudo a mesma coisa, só muda o endereço! Esse lado a gente tem que aprender com os homens. Dá menos rugas! Por isso que aqui em casa, se pintou culpa - o que tem acontecido cada vez mais raramento - eu recorro ao maridão e batemos um “papo cabeça” sobre o assunto. Sempre funciona!

bjs

Comment by Tathyana
2007-03-30 08:45:32

É Mic, aqui em casa também recorremos ao “papo cabeça”!!!! Ainda que posso contar com o maridão….a vida fica mais leve. Bjs

(Comments wont nest below this level)
 
 
 
Comment by Dani
2007-03-29 22:34:35

Mic,

essa é também minha velha conhecida…e não me larga!Às vezes é mesmo muito duro gostar tanto da maternidade , mas também de trabalhar…Aos poucos a gente vai vendo que a maior parte da culpa é pura piração mesmo e enquanto a gente “viaja na batatinha”, os filhos desabrocham a olhos vistos, mesmo que a gente não esteja o tempo todo lá…amor de verdade a gente sente mesmo de longe!

Beijos pra ti e pros fofos e muita sorte no recomeço,

Dani

 
Comment by Jaque e Luísa (15 meses)
2007-03-30 06:14:28

Mic,
Com todo respeito, nesse ponto tenho que discordar. Acho que quantidade (tempo) é importante sim.
Eu, só vou regressar ao trabalho qdo a Luísa estiver com 18 meses e sinto mto orgulho em ter dado para ela a minha companhia nessa fase tão importante da vida dela. Eu vivi e vi absolutamente tudo pela 1ª vez e isso não tem dinheiro nem realização profissional que paque.
Uma vez li uma reportagem dizendo que isso da “qualidade ser + importante…” foi “inventada” justamente para aliviar a consciência das pobres mães do séc XXI, mas que no fundo é pura balela. A quantidade de tempo (lógico que aliado a qualidade) que você passa com seu filho é, sim, muito importante.
Eu e meu marido tivemos um total de 10 anos de vida em comum, antes dela nascer, então aproveitamos e viajamos tudo que tivemos direito.
Hoje, eu (e o marido) claro, fazemos questão de levá-la para todo lado. Ela é uma viajante incansável e ADORA passear. Não estranha, simplesmente pq ela já está super acostumada a malas, viagens e aeroportos. É claro, que o roteiro tb é adaptado a presença dela. Nada de viagens românticas.
Tenho uma amiga que foi para a Disney sem o filho de 2 anos. Que lógica tem isso?
Mas, não estou aqui para te criticar e você é que sabe o que é melhor para a sua família. Aliás, cada caso é um caso e tem aquela “frase” mto sábia: “Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa” :)
Beijo Grande

Comment by Mic
2007-03-30 09:55:42

Oi, Jacque

Entendo o seu ponto de vista. É claro que eu gostaria de passar o maior tempo possível com as crianças, sempre mantendo o meu nível de sanidade mental dentro do normal. Mas, pelo menos no meu caso, sempre tive necessidade de trabalhar, então tive que dividir o meu tempo. O que, pra mim, também faz muito bem, já que gosto de ter outras atividades, arejar. E nenhuma criança fica grudado nos pais 24h por dia mesmo que eles esteja em casa. Eles - dependendo da idade - já brincam sozinhos, vêem TV, brincam com os amigos. Eu li uma vez em um livro que “ser mãe é a arte de tornar-se desnecessária” e é bem por aí, sim. Eles crescem. É por isso que o grande segredo é conseguirmos o maior equilíbrio possível (o que é individual, diferente pra cada pessoa) para ninguém ficar frustrado!

Quanto às viagens, eu acho que existe a hora do casal viajar juntos e a hora dos filhos acompanharem. É o tal do equilíbrio que eu já falei. E é exatamente como você escreveu aí acima, cada caso é um caso. As famílias têm dinâmicas diferentes e isso é ótimo! Já pensou se todos fossem iguaizinhos, que saco? ;)

Obrigada por compartilhar sua opinião!

bjs

Comment by Jaque e Luísa (15 meses)
2007-03-30 11:16:30

Eu não gosto de grude 24 hrs.
Também saio, vou para a academia e tudo mais… Pretendo que a Luísa seja independente. Aliás, filho que fica morando com os pais até tarde me dá um certo nervoso.
O meu marido costuma dizer que eu vou botá-la pra fora, se ela não tiver a iniciativa de sair de casa.
Mas, enquanto esse dia não chega, eu quero aproveitar bastante a companhia dela, pq sei que um dia, quem não vai querer sair ou viajar com a gente, é ela.
E agora, ela ainda não tem voto na matéria.
Bjs

(Comments wont nest below this level)
Comment by Mic
2007-03-30 11:57:44

eheehehe
É isso aí, Jaque. Temos que encontrar o que é melhor pra gente. Tudo na medida certa, sem exageros! Mas com uma mãe legal dessas, toda atenciosa, acho que a Lulu ainda vai ter muitos anos de viagens e um quartinho aconchegante!

bjs

 
 
 
 
Comment by Alessandra
2007-03-30 08:21:09

Nunca me senti com essa tal culpa não,minha filhota quando estava com 3 meses eu já saia para jantar com minhas amigas e a deixava com minha “beth”, afinal me tornei mãe, mas não deixei de existir…E sempre valeu isso para mim, tanto que desde muito pequena ela me levava até a porta me dava beijo e by by, sem muito nóia. Minhas amigas dizem que não posso ter o 2º filho pois sou muito tranquila com o 1º imagine com o 2º…

Comment by Mic
2007-03-30 11:54:00

ahahah
Alessandra, eu acho que mulheres assim já deram um passinho à frente rumo à evolução, sabia? Acho ótimo vez que a culpa vai se dissolvendo a cada geração. Eu acho até que você devia partir pro segundo mesmo. Assim criamos uma nova geração de crianças já com esses acessórios de fábrica! rs

bjs

 
 
Comment by Samanta Lousão
2007-03-30 09:48:55

Oh Meu Deus…novamente uma alívio… não estou sozinha nesse mundo de culpas e mais culpas…

Só estou preocupada com meu Enzo quando eu tiver minha menina na próxima semana, como será que ela vai ficar em casa 3 dias só com o pai, pois atualmente ele fica em tempo integral na escolinha.

Nesta gravidez eu tive vários problemas, descolamento e hiperêmese gravídica que fez com que eu ficasse internada 2 dias … e não é que o menino ficou doente??? daí minha ATUAL culpa e preocupação… Obrigada por aliviar algumas das minhas culpas anteriores ok? abraço.

Comment by Mic
2007-03-30 09:57:41

Samantha, tire essa culpa do seu ombro. Rafa ficou bem em casa sem mim os dias que fiquei no hospital pra Juju nascer. Foi pra escola, recebeu atenção especial das tias e da minha família e estava lindo e sorridente para conhecer a irmã quando ela chegou em casa!

bjs e boa sorte no parto semana que vem!

 
 
Comment by Malu
2007-03-30 09:55:41

Mic,

Tô contigo e não abro. Eu delego mesmoooo as coisas pra Nalva sem nenhum sentimento de culpa. Matheus precisa de uma mãe feliz pra brincar com ele e não consigo estar 100% feliz sendo só mãe. Preciso dormir, preciso sair pra namorar meu marido, preciso ir ao cinema, preciso de vida social, preciso trabalhar e muitas outras coisas. Preciso pra ser FELIZ ! E no começo tb era cheia de culpa… via as mães no parquinho pela janela e Matheus lá com a Nalva, putz, era triste. Mas aprendi a ser feliz assim e não me arrependo.
Enfim, vc sabe né? Já fui 2x aos EUA sem o pequeno e outras coisas mais.. e não tô nem aí pra julgamentos dos outros. O que importa é a super e gostosa relação que tenho com meu filhote.
E o resto é resto.
isso aí Mic, vc tá no caminho certo.
Um suuper beijo !!!!

 
Comment by VovoGinha
2007-03-30 10:36:45

Filha vai em frente,vc esta fazendo melhor do que eu.
Nunca se sabe como criar filhos.Um casal precisa da sua horas sozinhos.
Hj me orgulho de vc saber tanto em tão pouco tempo de MÃE.
Como sempre falamos,vc nasceu p/ ser MÃE.
Se sem saber e sem bula criei esses meus tres super adultos.Imagine meus netos que adultos serão?
Nem pense em culpas,vc e Daniel se saindo muito bem como pais.
E isso me deixa feliz,tranquila e segura quanto aos meus netos.
Por falar nisso,que tal pensar num terceiro?
Imagine se ñ tenho o seu irmão,paro em vc?
Rafinha e Juju ñ teriam esse super,hiper,coruja e cuidadoso TiQuiz…rs
Bjs,
mamãe

Comment by Rosangela Campana Murari
2007-03-30 16:13:33

Deus te abençoe por colocar notícias sobre o pequeno Vini pra nós.. acabei de ler q vc ligou pra sua filha pra ter notícias e postou nos recadinhos da Re e assim fez a gentileza de nos tranqüilizar… Vc não sabe o peso q tirou do meu coração. Passei a noite em claro orando e mandando boas vibrações pro Vini e pra Re… Já estava a ponto de enlouquecer com a falta de notícias, e a gente q é mãe sabe como é… só pensa besteira… Mais uma vez Deus te abençoe por essa iniciativa. Não te conheço pessoalmente mas sinto q vc é uma pessoa iluminada e especial, suas família tem sorte em ter vc. Obrigada VovoGinha emprestada, Avó do Rafa e da Julinha e de certa forma “mãe” de todas nós q nos sentimos meio mães do Vinicius. Rosangela Campana Murari - Centenário do Sul - Paraná

 
 
Comment by Marsella
2007-03-30 11:26:24

Oi Mic, adorei o seu post!! Foi exatamente o q conversamos ontem! Concordo q temos q ter vida social, sair sozinha com maridão e viajar tb, e sem eles!!É saudável!!! Realmente os homens são muito mais práticos e olha q já percebo isso no Renato. Gostaria de não carregar essa culpa de deixá-lo sozinho, pois é muita piração da nossa cabeça. Quando eles não comem, quando ficam doente, sempre achamos q fizemos algo de errado. Q loucura, pois não tem nada haver. Adorei ter conversado ontem com vc e ter me tirado umas nóias da cabeça. Vou ver se o coloco no integral após a semana santa. Ah, o Renato continua muito chatinho, e não etsá comendo direito. Q dó!!! beijinhos e até sábado!

 
Comment by Graziela
2007-03-30 13:30:48

PUXA AMIGA, TE ACOMPANHO A MUITO TEMPO MESMO. ACHO QUE CADA UM REALMENTE TOMA UM CAMINHO DIFERENTE, ONDE OS FILHOS SÃO PRIORIDES NA NOSSA VIDA. SEMPRE VEJO VC SE DESDOBRAR EM BUSCA DE TEMPO E A QUALIDADE, PRESANDO SEMPRE O AMOR INCONDICIONAL PARA SUA FAMÍLIA. EU PARTICURLAMENTE OPTEI NOVAMENTE EM FICAR EM CASA, NÃO QUE A MINHA VONTADE SEJA 100%, MAS NO ATUAL MOMENTE VAI TER QUE SER ASSIM. NÃO ME SINTO FRUSTRADA POR ISSO E NEM MENOS REALIZADA, AINDA HÁ TEMPO PRA MIM(NO CASO). ACHO QUE O IMPORTANTE É A NOSSA FELICIDADE, AFINAL COMO VAMOS ESPALHAR AMOR E FELICIDADE SE NÃO OS TEMOS EM NOSSO CORAÇÃO. FICO MUITO TOCADA, NO FUNDO DO MEU CORAÇÃO, QUANDO VEJO APROPAGANDA DO MC. POR ELES VENDERAM NÃO SÓ LANCHE MAS A MARCA DE SER MÃE. POR ISSO TE ENTENDO, ADMIRO, SOU FÃ E ACREDITO QUE SER FELIZ COM A LEVESA QUE É, NÃO É PRA QUALQUER SER HUMANO. TEU BLOG É UM SUCESSO, NO COMEÇO ERAM MINÍMOS COMENTÁRIOS, E HOJE TEM VÁRIAS PESSOAS QUE TE ACOMPANHAM COM MUITO CARINHO E VC SABE DISSE.
BEIJOS

 
Comment by anna
2007-03-30 14:37:10

concordo com vc, o casal precisa de um tempo a sós e delegar é necessário! No início tb não deixava a minha mãe fazer nada, achava que só eu sabia cuidar do gui e vi que isso é uma grande besteira, ele é uma criança feliz pq eu estou feliz, amei voltar ao trabalho! beijos

 
Comment by anna
2007-03-30 14:39:12

Não existe mãe perfeita e nem quero ser! Nós mulheres temos que equilibrar todos os nossos lados: mãe, mulher, amiga, filha, amante etc.. Difícil é, mas se fosse fácil, será que tinha graça?

 
Comment by Ana Paula
2007-03-30 14:47:40

Olá Mic! Muito prazer! Conheci seu blog alguns dias atrás, devido ao problema do Vini (infelizmente). É a primeira vez que deixo um recadinho por aqui…e achei a sua opinião super legal, vc está super bem resolvida, coisa de mãe de segunda viagem, hehehe!!
Eu tenho 2 filhas, Mariana (5) e Luiza(2), e confesso que hj sou uma mãe muito feliz. No entanto, só consegui ser uma mãe bem resolvida e tranquila com a chegada da Luiza, minha caçula. Parece que a nossa ficha cai de repente e a gente se acha até meio besta, né…Ademais, se o casal não tem vida privativa, quem paga o pato são os filhos, pois é essencial manter a família equilibrada, e mulher é “mulher” no sentido amplo da coisa, não podemos esquecer não dá para ser só mãe, galera!
Grande bjo.
Ana Paula

 
Comment by Brasielle Tachy
2007-03-30 15:12:52

Então fica aquela vontade de querer bem mais, beijar mais, abraçar mais e tudo cresce junto, com força sem freios. E o amor??? Nem se fala! Acelera o coração e provoca suspiros que diluem no ar, cada vez que respira…
Mas se seus pés estão no chão acabará caminhando, focando o objetivo.
Alguns sorrisos e momentos especiais dissiparão no caminho, bem longe de seus olhos de mãe, Mas antes que brotem as lágrimas lembre-se que o mover faz parte da vida.
Aprenda com as águas que correm e com as águas paradas…
Abra os braços quando voltar pra casa porque as crianças correrão em sua direção, com beijos, desenhos, uma flor de jardim. Você será tão feliz que a culpa vai dar meia volta constrangida com o brilho de seus olhos.
Ser amada lhe faz forte e isso ninguém pode tirar de você.
Tudo foi edificado com sabedoria, um investimento de pai e mãe, o resultado: filhos felizes e seguros!
O lobo mau pode soprar, mas não derrubará as colunas de amor que sustentam o seu lar. VAI VITORIOSA, ACOMPANHE O FLUIR!

Beijos no coração

Comment by Mic
2007-03-30 16:41:26

Que lindo, Brasielly! :c)

 
 
Comment by nanda
2007-03-30 15:31:22

VOcê não tem toda culpa. Tem toda responsabilidade na popularidade do Rafa, na fofice dele, na simpatia e nas “giriaxxx”. Com a Juju, o Dani tem um pouquinho mais de culpa, né, já que ela é mais a carinha dele. rssss
Mas na verdade, os dois tem muuuuuuuuito mais culpa de serem uma família linda que inspira tantas outras mães pelo mundo real e principalmente o virtual, né??
Quando eu crescer, quero ser igual a você (de preferência igual você na segunda gravidez, né?? rsssssss)
Beijossssss

 
Comment by Juliana Vilas
2007-03-30 19:51:56

AAaaaaaaaaah, a culpa… A gente foge correndo mas ela tem pernas gigantes, parece…Agora já aprendi a viver com ela, como uma coleguinha chata que a gente atura todo dia! Mas você é uma das mães mais bem resolvidas com quem já conversei. Seu blog, suas histórias e seus pequenos são muito inspiradores! Parabéns, Mic! Sempre que leio seus posts, adoro e aprendo. Super-mulher mesmo! Fora que vc tem um texto ótimo. A minha Helena fez um ano em março. Izadora nasce em junho próximo. Quando fico meio preocupada com tanta informação nova e com medo de não dar conta de tudo, entro aqui e me inspiro! Ou seja, visito seu blog todos os dias praticamente! Hahahahahaha! Depois que fiz a matéria das creches e tive o prazer de entrevistá-la, quis criar um blog também! Consegui, depois de muita enrolação, colocá-lo no ar na semana passada. Quando tiver um tempinho, dá uma olhada lá e critique, ok? http://jblog.com.br/julianavilas.php. Gostaria de fazer algo bem humorado, mas nem sempre estou com saco para gracinhas!!!! Então ele ainda não tem uma personalidade definida e os posts ainda são loooooooooongos…
Mas eu chego lá! Ou não também! hahahahaha! muitos beijos, Juliana

Comment by Mic
2007-04-01 18:50:56

Juliana, mas que coisa boa você ter criado um blog! Vou lá agora mesmo visitar!

bjs

 
 
Comment by Cris Otilio
2007-03-31 19:45:08

Concordo com a Malu. Nossos filhos precisam de mães felizes. E eu, assim como ela, não consigo ser feliz sendo 100% mãe. Minha prioridade é o meu filho mas não deixo de sair, viajar… Equilibro tudo pra ter uma vida feliz. Falando nisso, meu tempo de ficar na Internet. Agora vou brincar com meu filhote de montar (e desmontar) torres. Beijos, Mic.

 
Comment by Cris Otilio
2007-03-31 19:55:13

Opa! Faltou a palavra acabou na penúltima frase. E falando em culpa, eu tenho as minhas também. Sempre acho que quando ele cai ou adoece a culpa é minha. Eu que não olhei ele direito, eu que descuidei da alimentação, eu isso, eu aquilo. Meu marido me acalma mas tem dias que fico na paranóia mesmo.

 
Comment by Renata
2007-04-01 15:04:07

Oi Mic. Acho invejável sua atitude. Não exatamente pelo que vc faz ou deixa de fazer, mas por ser bem resolvida em relação ao tema. Li uma matéria muito legal na Mothering de janeiro/fevereiro sobre o assunto. Estou escrevendo um post sobre o assunto tb, vou linkar seu post, ok?
Beijos

 
Comment by Cíntia Levita
2007-04-02 10:17:58

Aiiii, eu não tinha visto esse post. Adorei Mic. Cê sabe né?
Pensamos de forma muito parecida!
Qdo a Bia nasceu, no 5 ou 6º dia de vida eu tive uma enxaqueca fenomenal. Não conseguia dormir, nem comer e chorava, me jogava no chão, esperneava por achar que eu ia morrer e ninguém ia cuidar da minha filha, pode?! Um estado de transe total! Precisou o Celso me tacar debaixo do chuveiro (acho que teve vontade de dar uns sopapos - heheh) pra que eu “voltasse” ao normal.
Até hoje o cheiro dela me deixa anestesiada, acredita?
Mas sei absolutamente que já deixamos de ser uma só há 7 meses atrás, e hoje somos apenas complementares.
Um beijo grande.

 
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