10 meses com Juju
Aug 30, 2007 Júlia, Momentos especiais
Era uma vez uma bolinha branquela, cabeluda, sorridente, que, por conta própria, decidiu vir ao mundo. Ninguém esperava por ela, apesar dos sonhos adolescentes de sua mãe com uma menininha chamada Júlia. Pois bem, ela chegou há exatos 10 meses, pra mostrar aos seus pais que nem sempre o que decidimos racionalmente é o melhor pra gente. Ao seu irmão, ela mostrou o que é amor fraterno. Com seu olhar doce, viu o ciúme dar lugar ao carinho e ao cuidado em um menino que há bem pouco tempo era um bebê.
Essa mesma menina também ensinou à mãe que nem sempre dois é mais que um. Pelo menos não no quesito “trabalho”. Talvez seja a experiência, talvez seja um pouco de sorte. Mas, o fato é que – tirando a bagunça que voltou pra sala – a casa continua em paz, sem aquele rebuliço causado por um bebê. Ontem, eu fui fazer minha ronda noturna pelos quartos antes de ir deitar e fiquei parada ao lado do berço dela. E me impressionei não só com o seu tamanho, mas o seu desenvolvimento. Percebi que não tenho mais bebezinho nenhum em casa, apesar dela só ter 10 meses. Se dizem que o segundo filho se cria sozinho, posso dizer que aqui em casa isso tem lá sua pontinha de verdade…
Comparando Rafa e Juju com a mesma idade, o que mais me surpreende é a sua (nossa) maturidade. Não temos as mesmas restrições com horários e saídas ou as noites em claro ou repletas de preocupação que tínhamos na primeira viagem. A menina observa e aprende, ao lado de um pequeno grande professor de 91cm de altura. Acompanha nas brincadeiras, repete os gestos e sons, come a mesma comida, faz a maior parte dos passeios. Anda apoiada nos móveis, fica de pé sem precisar se segurar em ninguém por algum tempo.
Rio, como vamos
Aug 29, 2007 Responsabilidade Social e Cidadania
“Carta aos CARIOCAS: Como todo morador do Rio de Janeiro, nascido aqui, ou adotado pela cidade, estamos há algum tempo procurando respostas e saídas para diversas situações que nos preocupam e também nos assombram: caos urbano, pobreza, violência, degradação do meio ambiente, entre outras. A soma de tantos fatores negativos, reforçados no dia-a-dia pela crescente desesperança e pelo medo, só poderia resultar numa questionável qualidade de vida que ameaça o direito do cidadão de ir e vir, e de construir um futuro sustentável para si, para a sociedade em que vive, e para as gerações futuras.
O Rio de Janeiro, que por suas belezas ganhou merecidamente o título de “Cidade Maravilhosa” está saindo do roteiro turístico e também de muitos empresários que migram para outros estados em busca de um porto seguro para seus negócios, o que reduz a oferta de emprego e agrava os índices de pobreza e miséria. Muita gente tem optado por viver em clausura forçada por medo de sair às ruas. Mas a nossa cidade resiste à falta de rumo e permanece maravilhosa em nossos corações e mentes. Mas isso não é o bastante.
Nós amamos e ainda cantamos o Rio de Janeiro. Nos orgulhamos de pertencer a um lugar repleto de cartões postais naturais e de fomento de cultura. Queremos, sim, ficar e viver AQUI. Queremos o direito pleno de sonhar com o futuro. Por tudo isso e muito mais, que não caberia em poucas linhas, um grupo de cariocas, tomou a iniciativa de ir a São Paulo, no último dia 15 de maio, para ver de perto o lançamento do Movimento “Nossa São Paulo: Outra Cidade”, onde os paulistanos resolveram propositivamente assumir a recuperação da ética e da democracia participativa. A iniciativa paulistana, absolutamente apartidária, inter-religiosa, e que reúne dezenas de organizações da sociedade civil, tem como base a experiência de um Movimento chamado “Bogotá, Como Vamos?” que acontece nos últimos 9 anos, e que vem produzindo resultados fantásticos para a aquela cidade colombiana que estava falida econômica e socialmente.
A idéia é que através do exercício da cidadania a população desperte o interesse para o monitoramento da administração pública. Ou seja: se interesse pelo trabalho do prefeito e de seus secretários, pelo balanço orçamentário da verba pública, pelo destino da aplicação desses recursos. À mídia cabe o papel fundamental de informar a população sobre o Movimento e gerar, conseqüentemente, o aumento da mobilização, pois o Movimento que ora se inicia deve ser apropriado por todos, e não por um ou outro grupo específico.Os indicadores são um instrumento técnico de extrema importância para avaliar os discursos políticos, e verificar a possibilidade de sua efetiva aplicabilidade.
A adoção de uma grade de indicadores de qualidade de vida e do compromisso de levar adiante iniciativas, independentemente de quem está à frente da prefeitura, também permitirá o fim do círculo vicioso das ações descontinuadas tão características ao término de mandatos. E uma sociedade organizada pode exigir isso. Normalmente o que vemos? Em uma nova eleição, lá vamos nós enfrentar uma enxurrada de propostas e promessas de campanha. E uma mudança de governo pode significar qualquer coisa: interrupção de processos, a geração de novas ações cujos interesses nem sempre condizem com a necessidade da população. E nós não temos mecanismos de cobrança de resultados. Pelo menos até agora…O exercício cidadão de acompanhamento periódico e sistemático da iniciativa “Bogotá, Como Vamos?” inspirou São Paulo e nos inspira também.
Os paulistanos começaram a experiência com confiança e determinação contagiantes, e querem, sim, uma revolução qualitativa e política que visa o bem comum. O exemplo de Bogotá nos prova que isto é possível. Não há dúvida. O Rio de Janeiro pode e precisa ampliar e fortalecer essa rede. Um elo se inicia e esperamos que cresça com a adesão de cidades do todo o Brasil.
Temos nas mãos a melhor semente e um campo imenso à espera do esforço individual e coletivo para o plantio. É preciso, antes de tudo, acreditar novamente. Se permitimos a saída dos eixos e não sabemos onde estão as rédeas do nosso direito político participativo, temos que resgatá-las e, ao contrário do que pensa grande parte dos cariocas, ainda há tempo. Há tempo porque estamos vivos (e bem vivos) e devemos respeitar o nosso direito de viver livre e em paz para construir nosso presente e futuro, e nos momentos de descanso, recordar e celebrar o passado. A idéia é simples, mas requer POSICIONAMENTO. O momento de resgatar a paixão pela nossa cidade, e de demonstrar a paixão pelo Rio de Janeiro é AGORA!”
(Fonte: Rio, como Vamos)
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Agora não dá mais pra ficar de braços cruzados. Finalmente alguém resolveu deixar de reclamar e fazer algo concreto pela nossa cidade. Lançado ontem, o projeto “Rio, como Vamos” pretende mobilizar a sociedade carioca para monitorar a evolução da qualidade de vida por aqui, medida por indicadores técnicos e de percepção, dialogando com todos os agentes públicos e privados que influenciam esses indicadores.
É mais do que hora do carioca despertar e tornar-se protagonista da construção e manutenção de sua cidade, tomá-la para si novamente e entender que o compromisso com o voto não se encerra nas urnas. É chegada, definitivamente, a hora de nos tornarmos efetivamente cidadãos. Eu vou participar e já me cadastrei aqui no site deles. E você? Vai ficar de braços cruzados?
Amigas do Planalto
Aug 28, 2007 Amigos
Esse post é o último que faltava pra encerrar a série “Mic em Brasília”. Aí, sim, poderemos voltar à programação normal… ;c)) Além de trabalho e saudade das crianças, minha ida a Brasília teve reencontro com amigas queridas e oportunidade de conhecer pessoalmente novas e velhas “leitoras”. Que delícia! Primeiro foi a vez de me encontrar com a Thaty e sua filhota Alice e a Ju com o Arthur pra um almoço no Shopping.
A Ju já era minha velha conhecida desde antes de eu engravidar do Rafinha. Ela foi uma das primeiras leitoras aqui do blog e pude acompanhar pelo seu blog toda a gravidez e os primeiros meses de vida do Arthur. Até ela nos abandonar e sumir da Internet! rs Agora ela está de volta e se redimiu… ;c))
A Thaty é uma das leitoras que tive a oportunidade de incluir na listinha das amigas reais. E foi ótimo bater papo com ela, ver de perto aqueles olhões lindos – que ela passou também pra Alice, amiguinha da Juju que é uma fofa! Conversamos de tudo: filhos, psicologia (mais uma consultora pra gente aqui, rs), maridos, trabalho e, é claro, a terrinha de céu azul e nuvens doidas… Como eu gosto do Brasília! Saudade dos tempos que eu e Dani vivemos por lá, lembranças dos momentos gostosos e outros difíceis que ficaram registrados em nossa história.
Quando já estávamos terminando fomos surpreendidas com a chegada da Lilian, mãe do Vini, que tão carinhosamente saiu do trabalho na hora do almoço só pra ir me conhecer e agradecer a ajuda que muitas de nós mandamos para o filhote dela. Me deu um abraço gostoso e disse lindas palavras que me deixaram muito feliz, por um único motivo: tive mais do que certeza que gastamos um pouquinho da nossa boa energia com uma pessoa que merece, tem boa índole, sabe valorizar o que tem. Lilian, obrigada por tudo, tá? Acho que todos aqui do blog que participaram de nossa iniciativa conjunta para ajudar ao pequeno Vini aprenderam e ganharam muito mais do que você?
Apesar da agenda lotada e de passar mais de 12 horas por dia andando de um lado pro outro e fazendo mil coisas ao mesmo tempo, reduzi as horas de sono pra poder dar conta de encontrar três amigas que eu morro de saudades e sinto muito ter deixado pra trás quando me mudei de volta pro Rio. Primeiro foi a vez da Ane, com quem adoro ter longas conversas, trocar experiência sobre os filhos, marido, carreira…
Sabe aquela amiga que não esquece nunca de você, mesmo estando de licença maternidade com uma filha de dois meses e outro de três anos? Aquela que não precisa te ligar toda hora e nem trocar centenas de emails pra ter intimidade e fazer parte da sua vida? É a Ane. Minha amiga virginiana toda certinha, que faz de tudo pra acertar também com as crianças. Tudo é cuidado nos mínimos detalhes, nada passa despercebido pra ela. Além de tudo é linda, chique e sincera. Quer melhor? Passamos a tarde juntas (a única que tive livre) e aidan fui seqüestrada por ela à noite. Só fui “liberada” pra voltar pro hotel deposi das 23h… rs Davi finalmente deixou a vergonha de lado e descobriu a tia Mic. E eu aproveitei pra matar as saudades das brincadeiras de menino! Finalmente conheci a Luísa, bonequinha que nasceu no dia 24 de junho.
Na noite seguinte, o programa era na casa da Fabi, onde uma menininha me esperava ansiosamente pra mostrar o seu quarto novo, todos os brinquedos do baú e os sapatos do armário… eheheh A Fabi foi minha primeira amiga a engravidar, justamente na época que eu estava tentando encomendar o Rafinha. Pense numa tia que paparica o barrigão e compra dezenas de milhares de vestidos: Era eu! ;c) A Lulu nasceu e lá estava eu por perto, sempre. Eu era a família da Fabi em Brasília e vice-versa. Uma irmã carioca que encontrei perdida em Brasília! Ela voltou pro Rio, eu voltei também. Agora ela está morando no Planalto Central novamente… Mas nos falamos sempre e eu sou a produtora oficial dos álbuns de aniversário da Luísa.
Tá faltando a terceira amiga? Pois bem, muitas de vocês devem se lembrar dela, minha inseparável enfermeira Helga, afilhada de casamento, companheira das horas de almoço no Park Shopping na época de Brasil Telecom. A Grazi estava presente em 10 entre 10 posts na época que eu morava em Brasília. Ela estava comigo e o Dani quando buscamos o resultado do BHG e descobrimos a gravidez do Rafinha, organizando o chá de fraldas, na noite do nascimento prematuro…
Grazi e Edu nos buscaram no aeroporto logo quando chegamos e fomos comer uma pizza, apesar do cansaço e do avançar da noite. Ela também foi comigo pra casa da Fabi e comemos a terceira rodada de pizza seguida juntas, pra matar as saudades. A Grazi é a mais relapsa das três, promete que vai me ligar e não liga, não responde meus emails, tá sempre ocupada. Não me conta as novidades da vida dela e vive prometendo que vem ao Rio ver as crianças. Ainda nem conhece a Juju, acreditam? Eu vivo protestando! rs Espero que ela tome jeito, porque a gente morre de saudades dela.
É por essas e outras que eu preciso ir mais vezes – e com a turma toda – a Brasília. Me aguardem!

Matando a saudade
Aug 27, 2007 Amigos, Família, Júlia, Pérolas do Rafinha, Vídeos
Finalmente o final de semana chegou e pude matar a saudade da filharada! Ficamos juntinhos, tiramos cochilo à tarde no sábado e no domingo, passeamos de mão dada, fomos ao shopping brincar e todo mundo ganhou presente do papai! Desde que cheguei de Brasília Rafa tá super grudado em mim. Nos dois primeiros dias, que fiquei em casa com ele, eu só podia sair de perto dele pra fazer xixi, e mesmo assim depois de muita explicação! A gente viu DVD abraçadinho, dei comidinha na boca e toda hora o moleque pede colo… Ainda está sob os efeitos da longa viagem! Juju ainda demonstra menos a saudade, mas andou choraminguenta e chamando “mamãmamã” pra lá e pra cá.
Ela tá uma mocinha, quase andando, fica de pé sem se apoiar e dá passinhos. Será que vai estar andando no aniversário? Seja como for, ontem compramos uma sandália pra ela (tamanho 19!!) poder ganhar o mundo sem estragar suas meias fashion. rs
Rafa tá uma figura, falando umas coisas tão engraçadas que a gente se racha de rir. Esse fim de semana anotei umas pérolas pra escrever aqui, coisa que não faço há algum tempo:
Sábado à noite, eu e Dani deixamos eles em casa já arrumados pra dormir e fomos ao cinema. Fui dar um beijinho no Rafa e ele, com carinha de safado, disse que não ia dar:
Mic: – Já que você não vai me dar um beijo, vou pegar a sua orelha e levar comigo pro cinema, então! (Fiz que tirei a orelha dele e coloquei no bolso do meu vestido)
Rafa: – Não, mamãe, me dá minha olelha!
Mic: – Vai me dar um beijo? (ele topou, é claro, queria a orelha de volta! rs)Eu fiz novamente que devolvia a orelha e já ia me despedindo de novo… Ele colocou a mão no lugar, como se fosse pra confirmar que eu tinha devolvido mesmo.
Rafa: – Não, mamãe, você colocou errado, é do outro lado!
Imaginem a minha cara de tacho quando eu percebi que ele tava certo e eu tinha realmente devolvido a orelha pro lado errado?! ;c)) ahahaha Santa imaginação!
E o papo de maluco continuou pelo fim de semana….
Rafa prontinho, de banho tomado, esperando o pai pra ir pra confraternização na escola sábado de manhã. O Dani, que demora séculos pra se arrumar, tava, como de costume, deixando o menino mofando na sala. Eu gritei do escritório pra ele andar logo, que já estavam ficando atrasados. Eis que Rafa solta a pérola: “acho que papai não quer sair!”. Caímos todos na gargalhada, é claro. O moleque não se engana! rs
Mais uma pra liberar os vídeos e as fotos?! :c)
Todos dentro do carro, chegando ao shopping. Começamos a procurar vaga, depois de alguns minutos, eu apontei e falei “aqui tem uma vaga!”, e o Dani começou a estacionar. Meio confuso, Rafa pergunta “papai, cadê a vaca?”. E lá fui eu explicar a diferente de vaca pra vaga…
Ontem também encontramos a Marjorie e as meninas no shopping. Elas estão umas bonecas, todas de vestidinho, enfeitadas, lindas, como a gente já previa que seria com essa mãe perua! rs Marjorie tá ótima, já perdeu bastante peso, e até entrou em um vestidinho fashion pra ser madrinha de um casamento no início do mês. Amiga, vamos nos encontrar com calma pra conversar melhor, tá? Com quatro crianças ao mesmo tempo fica complicado! ahahahha
Editei dois vídeos ontem à noite. Falta um terceiro, da gente brincando na cama, prometo de publico amanhã!




