Fechada pra balanço

Humor nota 0, modo “tô nem aí” ligado… Acho que não sou boa companhia no momento. Fiquem então com esses dois rapazes aí da foto. Eles sabem curtir a vida, não acham?! ;c)

Feliz Ano Novo

Queria escrever sobre o desenrolar da “crise tepêemica” da minha caçula e postar fotos da festinha de Cosme e Damião na casa da minha mãe, além de pensar em um post especial sobre os maridinhos, mas vai ficar pra depois. Mas, não queria deixar em branco a chegada do Ano Novo Judaico e desejar Shaná Tová a todas vocês. Judias ou não, é sempre bom ter uma chance de recomeçar, certo? Então que venha 5769!

Preciso correr porque tenho que terminar uma reunião e ir buscar Rafinha pra irmos ao jantar com a família do Dani. Amanhã eu volto! Um ano novo muito doce a todas nós!

Abra a sua mente…

… mãe também é gente!!

Com a célebre frase acima, começo um post-catarse, onde abro espaço para todas as mães que, mais dia menos dia, entram em crise, acham essa vida de ser mãe um saco – mesmo que isso dure uns cinco minutos, ficam com vontade de sumir e aparecer daqui a uns 7 ou 8 anos ou, quem sabe, só um apertãozinho no pescoço de um ou outro filho. Did it ring any bell?! :)

Pois, do alto da minha completa e total falta de disposição pra pensar maduramente sobre a fase atual em que minha amada filha rebelde se encontra, resolvi usar o meu blog para algo bem útil e, até onde eu sei, jamais visto na Internet: tacar pedra na Geni! Como diz a Lu Brasil: midepila!

Então é isso, você está convidada a usar os comentários desse post pra dizer o que mais te irrita ou te descabela nessa profissão que assumiu depois que… bem, essa parte a gente pula! Como o período de experiência já acabou, a carteira tá assinada e o emprego é vitalício, a gente pode falar sem medo de represália dos patrões, tá? E eles nem sabem ler ainda, prometo que não vão reclamar!

Você que acordou com o ovo virado porque o filho molhou o lençol pela 7ª vez na semana, aproveite! E você, aí escondidinha, com essas olheiras e o cabelo amarrado pra cima, aproveita o intervalo da mamada e conta aí pra gente o que mais tá pegando! Aquela mocinha ali da terceira fila pode aproveitar também e pular aqui pra turma do gargarejo, aproveitar a oportunidade pra fazer o primeiro comentário da sua vida! Eu começo, pra ninguém ficar tímida:

  • Estou de-ses-pe-ra-da com esse revival dos “terrible two”, viu? Santa memória seletiva, Batman! Duvido que o mundo estaria povoado se as mulheres não tivessem essa capacidade de esquecer os períodos ruins da maternidade… Júlia está chata, enjoada, (mais) chorona e desistiu de dormir. Acordou às 6h ontem e às 5h30 hoje! Confesso que não agüento mais as noites mal dormidas e os gritos no meu ouvido. Ainda preciso me readequar com a nova realidade e lidar melhor com ela. No momento, estamos “estremecidas”! ahahahaha
  • Tem sensação mais desesperadora do que estar morrendo de cansaço, querer não fazer NADA e saber que nos próximos anos isso é praticamente impossível? No meu caso, trabalhar fora é ter a chance de “descansar” um pouco. Nem que seja a cabeça! Tem final de semana que eu tô na maior pilha, invento um monte de moda, mas em outros em só quero deitar na minha cama e ler um livro, sem hora pra nada.
  • Quer ver outra beeeeeem chata? Filho brigando. Sei que só estou começando nessa modalidade, mas dá nos nervos. “Mãe, a Júlia está colocando o pé na minha metade do sofá” (!!!!). “Páaaaaaaaaaaaara, Afa”. “Mãe, a Júlia não quer brincar comigo”. “Páaaaaaaaaaaaaaaaara, Afa”. “Mãe, a Júlia está fazendo bobagem”. “Páaaaaaaaaaaara, Afa”. Eles se revezam entre brigas e gargalhadas. Só eu que fico sem vontade de rir.
  • Só pra terminar, senão daqui a pouco vou receber umas caixinhas de Valium pelo correio, uma outra que deve estar na lista da maioria das mães: desobediência. Tem coisa mais irritante do que repetir mil vezes a mesma coisa? E saber que a criança tem um sorrisinho nos lábios, sabendo que está te tirando do sério? “Veste a cueca, menino”. “Não pode ir de sapato rosa pra escola, menina”. “Abre a boca pra escovar o dente”. “Não puxa todo o papel higiênico”. “Chega de Danone”. “Não aperta o andar errado do elevador”. Sim, eu posso listar as frases até amanhã. E você?

Pra quem não me conhece, sei que pode parecer que sou má agradecida. Pois aí é que eu digo: muito pelo contrário! Depois de quatro anos na profissão, já aprendi que as fases vão e vem, as coisas melhoram pra depois piorar, os problemas mudam de tamanho e freqüência, mas tudo passa. Tenho dois filhos lindos e saudáveis. Personalidades completamente diferentes que vão precisar de criações diferentes. E muito caminho pela frente, muita coisa pra aprender. Mas, se eu não rir da situação, não assumir que sou humana, posso cometer falhas, achar tudo meio chato de vez em quando, de que vai ter adiantado tudo isso? :c)

E, por saber que estamos todas no mesmo barco, quero ver a gente rindo junto! E aí, o que mais te irritada na maternidade? O que seus filhos fazem que te tira do sério? Diz aí!

(Pra ilustrar o post, foto dos anjinhos ontem à noite, depois de uma leve “bronca” porque não dormiam. Me diz se a mãe não adora uma calúnia?! Verdadeiros santos dormindo abraçadinhos!)

Entrevista com Rafinha

Hoje eu postei no Scrapblog uma nova seção que inauguramos, dando dicas de journaling. E, para começar, a dica é fazer uma entrevista com alguém e aproveitar o material para um layout.

Meu entrevistado, é claro, foi Rafinha, que adora ficar na frente das câmeras! Aproveitei pra gravar em vídeo, depois fiz um scrap… Gostaram?

 

Pelo menos os dois estão se revezando de fase. Rafa está uma delícia de garoto! Toc, toc, toc! ;)

Upgrade

Vocês não estão vendo a diferença, mas eu estou! Finalmente, deixei de conversa e fiz o upgrade do meu Wordpress pra versão 2.6. A outra versão que eu usava era cheia de bugs, um saco! Espero que agora eu tome coragem pra mudar a parte que vocês vêem: o visual! Me aguardem…

Esse final de semana Juju teve uma diarréia terrível, juntou com o mau humor que a consome nessa fase pré-2 anos com a chuvinha fina caindo lá fora. Ou seja, estou um limão, ninguém vai querer muito papo comigo hoje, não! ahahah

Volto depois, quando passar a crise PFS – Pós Final de Semana!

Rebeldia pura

Passada a fase inicial da comparação – que é inevitável, quem é mãe de dois (ou três) sabe bem o que é isso, chegamos na fase de perceber com bastante clareza a diferença entre Rafa e Juju. E, a cada dia que passa, temos a certeza de que a maior diferença de todas está no gênio. Ô menininha danada essa que temos dentro de casa, viu? ;c)

Desde bebê, Juju sempre foi muito tranqüila, preguiçosinha, doida por uma cama. Nisso ela também é bem diferente do irmão, que, como eu, precisa de menos horas de sono pra se recompor e acorda disposto a tudo! Como o pai, Juju não perde a chance de esticar um cochilo, se agarrar com morfeu e tirar uma soneca. Quer dizer, não perdia…

Quando decidimos mudar o berço pela cama, eu tinha medo que uma das qualidades que eu mais admirava na pequena fosse por água abaixo: a obediência na hora de dormir! ahahah Desde muito bebezinho, uns quatro, cinco meses, ela foi acostumada a ser colocada no berço na hora correta, cumprir todo o ritual, se abraçar com o “neném”, pegar a “teteta” e virar pro lado, sem reclamar. Pois meu medo não se confirmou, já que ela passou as duas últimas semanas indo dormir na boa, reclamando um pouquinho às vezes, mas ficando deitadinha quando dizemos que era a hora de dormir.

Pois bem, desde domingo que a menina se nega a ir pro quarto na hora que avisamos, só fica falando que quer ficar com o Rafa, diz “não” quando ouve a palavra “dormir” e, para a “alegria” da mamãe, só quer ficar em cima de mim, literalmente agarrada comigo. Deitar na cama e virar pro lado? De jeito nenhum! Só de entrar no quarto ela já começa a gritaria. Só aceita ficar se eu sentar na (ex) poltrona de amamentação, colocá-la de frente pra mim agarradinha e aguardar seus olhinhos fecharem. Na hora que coloco na cama, começa o berreiro de novo.

E é aí que entra uma segunda herança que veio do lado paterno: o gênio difícil. Impressionante como o sangue Aisenberg faz efeito nessa menina! Ela não deixa nem a gente falar, grita, esperneia, chora, argumenta (do jeito que pode), nos tira do sério. Rafinha sempre foi do tipo que ouve o que falamos, e, se entende os argumentos, aceita. É claro que tem chororô, como toda criança, mas essa incapacidade de parar para ouvir quando está de sangue quente é marca registrada da branquela…

Eu ainda não sei como lidar com isso. Como na época em que estávamos começando a conhecer melhor e entender a personalidade do Rafinha, é tudo bastante desconhecido para a gente. No momento, estou trabalhando para não perder a paciência, como aconteceu ontem. É dose chegar no final do dia do trabalho com dois à tiracolo, ter que arrumar mochila, colocar uniformes pra lavar, separar os do dia seguinte e ter uma menina pendurada em você, chorando, só querendo o seu colo. Por outro lado, sei que ela está passando por uma fase de transformação, crescendo, e, inevitavelmente, os tais “Terrible Two” estão dobrando a esquina. Deve ser tão difícil pra ela quanto é pra mim.

Como com o segundo filho a gente não tem muito tempo pra teorizar, se enfiar em livros e textos sobre as fases que se sucedem, algumas vezes não nos preparamos e somos pegos de surpresa com as mudanças. Acho que é o caso dessa vez. Ou não. Ainda vou descobrir!

Mas, o certo é que preciso aprender a lidar com uma filha linda, fofinha, gostosa e… temperamental! Personalidade forte eu também tenho. Mas o sangue judeu deu uma apimentada nessa mistura que, algo me diz, ainda vai dar o que falar. Jujuzinha, a mamãe te ama, mas precisa mostrar pra você que não é no grito que ganhamos as coisas nessa vida, tá? E essa veia dramática, preciso urgentemente reverter em algum talento artístico! ahahaha

A menina é tão danada, tão danada que, depois de me ver perder a paciência e levantar a voz, não quis mais saber de mim! Ficou chamando o pai e, no colo dele, tirava a minha mão quando eu fazia cafuné ou me lançava olhares fulminantes (tá, fulminante é meio exagerado) que diziam: tô de mal com você! Mãe soooooofre!

Pra amenizar, um videozinho da pequena, que tá chatinha mas é uma fofa, cantando a música do Barney!