Recado da vovó
Oct 30, 2008 Família, Júlia, Momentos especiais
E não é que minha branquinha está completando dois anos de vida? Cheia de charme, acordou chamando “mamãe” e ganhou muitos beijinhos e parabéns. Colocou roupinha de festa pra ir pra escola, o uniforme é liberado nesse dia. Levou sua varinha de condão toda feliz, encostando nas pessoas e fazendo “plim”, como se fosse uma fadinha. Mal sabe ela que não precisa de nada disso para encher nossa vida de magia…
Anuário escolar
Oct 28, 2008 Júlia, Momentos especiais, Rafa
Se tem uma época do ano em que eu me surpreendo com o quanto essas crianças crescem rápido é no mês de outubro. O motivo? É a ápoca de tirar as fotos oficiais da escola, tanto as individuais como as em grupo, com todos os amiguinhos reunidos.
Foi a primeira vez da Juju, mas Rafa já contabiliza três em sua coleção. E, parando pra comparar a primeira, quando ele não tinha nem dois aninhos, é que dá pra notar como o menino mudou. De bebezão gorducho para um rapaz esbelto, com carinha de safadinho!
Eu também me surpreendo com a capacidade das professoras e do fotógrafo em fazê-los rir e olhar pra câmera. Impressionante! Justo os meus dois que olham pro lado, fazem careta e nem querem saber de literalmente sair bem na foto. O resultado? Lindos sorrisos, olhinhos brilhando, quase fechados, nova marca registrada da família. Me diz se não ficaram lindos?
O Dani quase desmaiou quando viu a foto da Juju. Ele já é meio puxa-saco da menina (no bom sentido! rs), se pudesse, mandava imprimir um outdoor… Rafinha tava precisando de um bom corte de cabelo (o que aconteceu alguns dias depois), mas esse olhar e o sorrisinho de lado deixam qualquer mãe derretida!
Vai ser uma delícia, no futuro, eles olharem pra trás e lembrarem dos amiguinhos e professoras que fizeram parte de momentos tão importantes de sua infância. Mais lindo ainda é ver Rafa e Miguel lado a lado durante todo esse tempo, desde bebezinhos…
Maternal II – Tia Rose e Tia Cláudia
Maternal I – Tia Renata e Tia Beth
Pé quente
Oct 27, 2008 Amigos, Júlia, Rafa
Esse final de semana tivemos uma pequena amostra de como vai ser o próximo verão carioca: QUENTE! Pra galera não derreter, coloquei todo mundo dentro do carro e me mandei pro clube sábado cedinho. A Golda foi comigo, então eram Rafa, Juju, David e Dani dentro d´água, na maior farra!
Rafa sempre teve medo de descer no escorrega e cair na piscina grandona mas, como o David foi várias vezes, o menino se empolgou. Até Juju escorregou uma vez, a menina é destemida! ahahha Fiquei com os braços dormentes de tanto tirá-la de dentro d´água pra ela pular novamente. O mais engraçado é que ela pára na borda, fala “mamãe, zijá”, e pula, sem medo de nada. O Zijá é a forma dela dizer “um, dois, três e já”. Econômica nas palavras minha filha, não?
E, para bons cariocas, sábado de sol e piscina só pode terminar de uma forma: no Maraca! Então, aproveitamos que o Fluminense ia jogar com o Palmeiras às 16h para fazer a grande estréia dos meninos no tempo sagrado do esporte. Empolgadas, lá fomos novamente eu, Golda, Sabrina e a Dani com Rafa, Miguel, Daniel, David, Luana e Giulia, todos uniformizados e empolgadíssimos, gritando “Nense!” e cantando o hino do clube.
É super tranqüilo, primeiro porque a torcida do meu time é educadinha, segundo porque na cadeira azul (gratuita pra crianças) não fica aquela muvuca da arquibancada (que eu prefiro, mas sem crianças atrás de mim!). Rafa quis ficar bem na frente, então estávamos a alguns passos do campo. E não é que a criançada é pé quente? Foram três gols do tricolor, uma vitória esmagadora (menos, Michelle, menos)! Tão lindo ver Rafinha e Miguel pulando e se abraçando pra comemorar!
Tudo bem que na maioria do tempo eles nem tomam muito conhecimento do que está acontecendo, não entendem muito bem porque eu fico em pé o tempo todo, cantando, gritando e falando sozinha (economizei nos palavrões por razões óbvias), mas vez ou outra eu colocava o Rafa de pé pra explicar o que estava acontecendo. Quero que ele cresça curtindo ir ao Maracanã, acompanhando futebol e, óbvio, torcendo para o meu time! ;)
Como Rafa e Miguel não querem se desgrudar nunca, lá foi o menino embora pra dormir na casa do amigo. Só voltaram bem tarde, na hora do almoço, quando as duas famílias se reuniram pra almoçar e dar uma esticadinha ao shopping pra ver a exposição dos trabalhinhos da escola. Juju aproveitou bastante a vida de filha única, foi votar comigo (e apertou o botãozinho verde!), ficou na piscininha inflável na área cantando e fazendo gracinhas pra mãe, tirou cochilo de tarde e brincou na cama com a gente…
Felizmente está dormindo bem melhor, praticamente sem chorar na hora de levarmos pra cama e indo direto até de manhã (toc, toc, toc). O método de treinamento está funcionando, graças a Deus! Agora falta Rafinha parar de ir pra minha cama, mas acho que encontrei a solução essa noite. Às 2h30 ele chegou de fininho, querendo subir na minha cama, dizendo que não queria ficar sozinho. Nem me mexi, mandei ele voltar pro quarto, acender a luz e deitar na cama, porque ele era rapaz e não tinha que dormir no quarto dele. Não é que ele foi? rs Dormiu até de manhã! Ufa!
PS: Ontem, depois de ligar pra Ju de Mari e acertar nossas agendas, Dani comprou passagem pra eu e Rafinha darmos um pulo em Sampa no dia 14 de novembro! Vamos finalmente conhecer o Vico, brincar com Gutão, tentar encontrar a Rê e o Theo, visitar o Simba e tudo mais que tiver direito. Dani, pedi pra Ju avisar a você porque queremos ver o Miguel e a Nina, tá? Gabi, você e a Rebeca estão incluídas! E quem mais quiser se aventurar a uma brincadeira na pracinha!
Nova tática
Oct 24, 2008 Dica cultural, Padecendo no paraíso, Trocando experiências
Com um empurrãozinho da Tathy, resolvi mudar minha estratégia de combate pra tentar fazer a Juju dormir. Segunda-feira, na segunda vez que ela me chamou (23h e 1h40), eu levantei da cama e não deitei do lado dela. Falei baixinho pra ela dormir e saí do quarto. Quando ela chorou, logo em seguida, entrei no quarto e falei com a voz firme que era hora dela dormir, que eu ia pro meu quarto e ela ia ficar na cama dela quieta e dormir até de manhã. Disse que eu ia sair do quarto e ela não ia chorar. Mas bem firme mesmo, sem gritar.
Não é que a neguinha foi direto até 7h30? Aí, quando ela me chamou, deixei ela deitar na minha cama enquanto eu levantava pra tomar banho e tive que acordar a pentelha às 8h30, depois de colocar todo o uniforme nela dormindo, porque ela não queria levantar! É mole?
Na terça, decidi pedir pra não deixaram ela dormir depois do almoço na escola. Resultado? Chegou em casa às 19h30, coloquei camisola, dei leite e deixei ela na poltrona enquanto fui arrumar as mochilas pro dia seguinte. Quando voltei, ela já tava dormindo! O pai colocou na cama quando chegou e esperamos para ver o resultado.
Juju nos chamou 5 – eu disse CINCO vezes – desde que dormiu, às 19h40 até as 11h30, acreditam? Choramingava, a gente ia lá, dizia pra ela voltar a dormir e saía do quarto. Até que, quando fomos deitar, na vez que ela chorou o Dani foi no quarto dela e deu a “bronca”. Funcionou novamente. Dormiu até 7h30, isso porque o irmão entrou no quarto dela sem eu ver e foi acordá-la.
Estou percebendo o padrão de sono mudar, ela já aceita ficar no quarto sem a gente, apesar de ainda tentar “burlar” as regras… Mas, a boa notícia é que o treinamento intensivo está funcionando. Como decidi voltar a colocar rotina pra hora de dormir naquela casa, ontem, às 20h30, quando acabou Mister Maker, mandei cada um pro seu quarto. Juju não queria ir, ficou choramingando, saindo da cama, mas eu fui firme, não deitei do lado dela, fiquei falando sério que ela ia dormir, a hora tinha chegado, blablabla. Ela chorou bastante, fez drama, até rolou uns tapinhas na porta do armário (lembrei de você, Thaty! ahahah).
De tanto eu falar, ela deitou e fechou os olhos. Saí do quarto, ela ficou uns 5 minutinhos quieta, mas voltou a chorar. Eu entrei no quarto de novo, repeti todo o blablabla, dizendo que era hora de dormir e ela não podia mais sair da cama. Funcionou. Dormiu direto até 6h30. A Beth não sabia que é só voltar com ela pra cama que ela dorme de novo, mas agora tá avisada! rs
Hoje vou continuar o treinamento e espero, sinceramente, que ela comece a ir pra cama sem resmungar tanto. Me corta o coração ter que ser tão firme com um pingo de gente daquele tamanho. Mas, como disse a Thaty, minha atual “gurua”, a gente não pode deixar eles nos manipularem. A confirmação disso é que ela está cedendo… Acho eu que a tendência é ela se acostumar e passar a dormir na boa, espero! E hoje tem um novo capítulo! ;)
Já Rafinha é história pra outro post. O menino se nega a ficar sozinho, seja qual for o cômodo da casa. Fui procurar um livro agora na hora do almoço que fale sobre medo de escuro, mas não achei. Vou buscar na Internet. Sugestões são bem vindas!
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Por falar em livro, ganhei um vale da Siciliano de presente da tia Dida e corri pra renovar minha biblioteca. Desde que acabei o “As Memórias do Livro“, estava à caça de um novo título. E voltei feliz da vida, com um sorrisão nos lábios, só de saber que novas histórias me aguardam:
Pra galera lá de casa comprei um livrinho que me lembra a minha infância. Tínhamos um bem parecido, bem grandão, com as mesmas histórinhas e todos os dias escolhíamos um pra minha mãe ou tios lerem. Tudo bem que “Rapunzel” era a campeã de todas, mas eu me lembro com carinho dessas historinhas… Quero voltar a criar o hábito de ler uma historinhas antes de dormir pras crianças. Esse momento precisa deixar de ser tão estressante e passar a ser algo prazeroso. Pra eles e pra mim.
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Aproveitando o momento cultura, hoje eu e Dani vamos assistir a Marieta Severo e Andréa Beltrão em “As centenárias“, no Teatro Poeira. Ganhei os ingressos e caiu como uma luva pra ajudar a me distrair! ;)
Eu tenho, você não tem
Oct 21, 2008 Padecendo no paraíso, Trocando experiências
Esses dias eu e Dani temos conversado muito e tentado entender a atual fase das crianças. Até então, a coisa estava bem controlada, Rafinha crescendo, sem grandes mudanças de comportamento, e Juju ainda um bebê, com as fases bem previsíveis, ainda fresquinhas na nossa cabeça. Até que, de repente, ela cresceu! E, junto com isso, entramos em um novo caminho totalmente desconhecido, situações que nunca havíamos vivido. Precisamos novamente aprender a viver a quatro. Só que não mais mãe, pai, irmão mais velho e bebê. Agora, somos mãe, pai, menino e menina. Parece a mesma coisa? Acredite, é completamente diferente…
Se você é mãe de dois com idades próximas e o seu segundo ainda é bem bebê, pode ser que as notícias não sejam das melhores. Mas, o fato é que somente agora, com Juju prestes a fazer dois anos, é que começamos realmente a sentir a diferença de termos dois filhos. Parece estranho dizer isso, mas é fato: no momento em que os dois realmente começam a interagir e a interferir no comportamento um do outro o bicho começa a pegar. De verdade.
O reflexo lá em casa tem sido principalmente na hora de dormir. Juju definitivamente se nega a ficar sozinha no quarto, acorda várias vezes durante a noite me chamando, e só volta a dormir se eu deitar no chão ao lado dela. Pega logo no sono, é verdade, mas algumas horas depois percebe a minha ausência e volta a chamar. Continuo evitando ao máximo levá-la pra minha cama, até porque sou totalmente contra filho invadindo esse único espaço que sobrou exclusivamente para os pais. Cada um tem sua cama, é o que eu sempre repito pro Rafinha. E vai ser assim com a irmã também. Só precisamos acertar a mão, decifrar o que tem causado tanta insegurança na menina.
Pode ser fase, é verdade. Mas não podemos nos esquecer de algo que ficou bem claro pra mim e pro Dani no domingo. Juju, por ser a segunda filha, não tem algo que Rafinha tinha de sobra nos primeiros dois anos de sua vida: eu e o Dani exclusivamente pra ela! Pode parecer óbvio, mas no dia-a-dia o segundo filho acaba sendo, infelizmente, negligenciado (na falta de uma palavra melhor). É impossível dar a mesma atenção que dávamos antes, nos preocuparmos com detalhes ou sinais muito sutis. Não é falta de amor, é claro. É pura falta de tempo mesmo!
Pois bem, como eu ia dizendo, domingo eu e Dani recebemos um sinal da pequena e começamos a ficar com as antenas ligadas. Já passava das 21h30 e nada dos dois dormirem. Passei o dia por conta deles, passeamos, visitamos a bisa, comemos bolo, brigadeiro, brincamos. A ordem é ver TV até as 20h30 (quando acaba Mister Maker) e depois ir pra cama. Júlia era a mais atiçada, pulando e gritando, chamando nossa atenção. O irmão logo se rendeu a morfeu e o colocamos na cama. Então, a menina se sentou do meu lado na poltrona e chamou o pai. Começou a mexer com a mãozinha no cabelo, olhando pra nós dois. Depois, puxou a mão do Dani e colocou na cabeça dela, sinalizando que queria cafuné. E conseguiu! Não satisfeita, olhou pra mim e fez a mesma coisa: puxou minha mão e colocou na cabecinha dela, querendo cafuné. Só então caiu a ficha: ele tinha, ela não tem momentos exclusivos de atenção do papai e mamãe.
Bastaram uns 10 minutinhos assim pra eu chamá-la pra dormir e ela aceitar sem reclamar. Deu boa noite pro pai e mandou beijo. Deitou na caminha e dormiu em menos de cinco minutos. Tudo bem que acordou duas vezes na madrugada me chamando, mas ficou o recado: temos que nos desdobrar pra conseguimos suprir essa atenção que ela precisa. Dizem que o segundo filho já nasce criado e eu realmente percebo que muitas coisas ela aprende a fazer só observando o irmão. Mas amor a gente não aprende, a gente vive, certo? Já estou aqui pensando com meus botões formas de encontrar momentos exclusivos com a branquela. Nem que seja eu e ela, ela e o pai. Da mesma forma que eu saio com o Rafinha de vez em quando. A menina cresceu. E as cobranças também. Agora temos que nos virar (ainda mais) para dar conta!
O mais engraçado é ver as demonstrações dos dois pedindo atenção. A disputa é clara e natural, é óbvio. Mas é também uma situação muito nova pra mim, confesso que algumas vezes fico sem saber como agir, a quem ouvir, pra quem olhar ou para quem atender algum pedido. Tudo que eu elogio no Rafa tenho que elogiar pra Júlia e vice-versa. Mas ela é quem mais demonstra isso. Se eu falo “Rafinha, que lindo seu cabelo!”, na mesma hora ela começa a mexer no cabelo dela e falar “mamãe, mamãe”. Então eu tenho que virar pra ela e falar “Júlia, que lindo seu cabelo”. E ela abre o maior sorriso!
Quando os dois tomam banho juntos e cai sabão no olho do Rafa, ele me chama choramingando pedindo a toalha pra limpar. Imediatamente ela começa a fingir que está chorando, colocando as mãozinhas nos olhos, e só pára quando eu dou a toalha pra ela também. Imaginou a cena? ;c) No carro, nenhum dos dois pára de falar. Mamãe pra cá, mamãe pra lá! Um ainda está no meio da frase quando outro já puxa o meu rosto e começa a contar suas histórias. Não duvido nada se daqui a pouco eu começar a ficar vesga, tentando olhar para os dois ao mesmo tempo! eheheheh
É trabalhoso, precisa de muita paciência e doses extra de reflexão. Pra mim, o maior desafio é não deixar que toda essa parte trabalhosa ofusque o lado bom de ver os dois rindo, brincando juntos, caindo na gargalhada por qualquer bobagem. Há mais de um mês que não durmo mais do que cinco horas por noite. Com o fim da era das babás-que-dormem-todo-dia isso está gerando um verdadeiro estrago. Mas, bola pra frente que eu sei que vou conseguir!










