Manjar dos Deuses

A escolha do restaurante não poderia ter sido melhor (obrigada, Cris!): o toque final para uma noite perfeita! Ambiente gostoso, sofisticado na medida, pessoas vestidas de maneira descontraída, a alma do carioca. Pedimos um pro-secco delicioso e, de entrada, um mix de cogumelos com tomate e queijo Grana padano dos céus!

Como boa libriana, olhava praquelas delicisas do cardápio sem saber o que escolher, até que o garçom deu a dica e aceitei: namorado e caldo surpresa de Foie Gras com purê de mandioquinha e ovo pochê. De comer rezando! rs Dani foi no prato mais famoso da casa: camarão em crosta de pão de alho com risoto de limão siciliano. Que risoto era aquele? Beliquei do prato dele… :)

De resto, foi aproveitar a noite e brincar de fazer retrospectiva dos nossos melhores momentos. As viagens foram assunto recorrente. Quanta coisa boa já vivemos juntos! As crianças, é claro, não ficaram de fora do jantar, apesar de estarem em casa com a Vovozinha. Até videozinho no Smartphone o pai colocou pra gente ver, prova de que a nossa vida nunca mais foi a mesma depois que eles chegaram. E, melhor, o Dani nunca mais foi o mesmo. Mudou, pra muito melhor!

***

Agora vou cuidar da vida, hoje tem casamento pra ir e festa de criança pra levar a galera. A babá vai ficar com eles e a mãe do Miguel e depois todos voltam juntos pra casa. Tô indo pro salão! Bom fim de semana!

Bodas de Zinco

Me lembro como se fosse ontem: era uma segunda-feira, eu trabalhava no Jornal do Brasil. Eu e Dani namorávamos havia oito meses. Me senti mal no trabalho, com uma dor de cabeça muito forte e, em vez de ir pra minha casa, onde morava com minha mãe e meus irmãos, peguei um táxi e fui pro apartamento do Dani, que morava sozinho. Era muito mais perto e eu não tinha condições de pegar um ônibus ou dirigir.

Normalmente, eu passava os finais de semana com ele. Ia sábado de manhã pra Copacabana e voltava pra casa domingo à tardinha. Então, naquele dia soou engraçado e perfeitamente adequado eu chegar do trabalho, tomar um banho, comer e me deitar, como se ali fosse a minha casa. E não foi só pra mim. O Dani também sentiu isso. Num certo momento, nos olhamos, um já sabendo exatamente o que o outro pensava (o que acontece com certa freqüência até hoje). Mas, nenhum de nós tocou no assunto…

Mais tarde, enquanto assistíamos TV, naturalmente começamos a conversar como seria se morássemos juntos. Assim, como se já tivessemos tocado no assunto antes. Não tinhamos verbalmente, mas era como se algum tipo de telepatia tivesse se encarregado de tomar a decisão por nós. Fizemos contas (jornalista em início de carreira é fogo!), imaginamos cenários, fizemos planos. Mas tudo no campo teórico, nenhum convite oficial havia sido feito. Fomos dormir com aquilo na cabeça e assim acordamos. Fui trabalhar com a pulga atrás da orelha. Ele também.

Voltei pra casa depois do trabalho com aquela sensação de “aquele momento chegou”. Temos alguns durante a nossa vida que esperamos desde que nascemos, né? Pras mulheres, normalmente, é o primeiro beijo, o casamento, o nascimento do primeiro filho… No meu caso, eu já tinha vivido a primeira opção havia alguns anos, e logo depois veio o primeiro dia de trabalho no Jornal do Brasil, meu sonho de menina que felizmente se realizou. Mas quando seria o próximo? Exatamente naquela terça-feira à noite.

O Dani sempre foi um cara totalmente individualista. Morou sozinho desde muito cedo, estudou fora, trabalhou em kibutz, viajou pelo mundo, aprendeu a se virar por conta própria. Por causa disso, era super fechado com as coisas dele, o espaço dele. Eu, safa que sou, logo percebi e tentava controlar o meu lado espaçoso, pra não assustar o rapaz! rs Dormia na casa dele, mas não deixava uma calcinha pra trás, senão ele surtava! ahahaha Por isso foi tão surpreendente receber um telefonema dele e, ao final da conversa ouvir um “você quer vir morar comigo?”. Aquele momento chegou.

Desliguei o telefone, depois de aceitar, é claro, em pânico! rs E agora? O que falo pra minha mãe? Como falo pra minha mãe? Como vou dormir antes de falar isso pra ela? A casa toda já dormia… Só que seria impossível pra mim deitar na cama com tudo aquilo na cabeça. Principalmente o revertério iminente que a minha declaração causaria na família… ahahahahah Morar junto? Juntar os trapos? Viver em pecado? Tinha que ser eu a primeira das mulheres da casa a inventar essa história “muderna”?

Pensei, pensei, pensei e acordei minha mãe! ahahhaha Tá rindo? Fico nervosa só de lembrar… rs Falei na lata, ela quase caiu da cama! rs Minha mãe sempre foi modernosa, falava pra gente não casar, fazer contrato e renovar quando quisesse. Mas da boca pra fora, né? Na hora H, ela ficou meio bolada. Não foi contra, nem nada do gênero, mas deu vários argumentos para me mostrar que era muito cedo, etc, etc. Só que meu coração não costuma me enganar. E eu sou do tipo que vai até o fim quando decide querer alguma coisa…

Fui pro trabalho no dia seguinte com um misto de alegria, ansiedade, tensão e uma pontinha de tristeza. Que confusão eu fui me meter! rs Até que a minha tia Dida me liga, pra dizer que dava a maior força, pra eu não ficar chateada que minha mãe ia se acostumar com a idéia, que era pra eu correr atrás e ser feliz. Como minha família é fofoqueira bem informada, ao telefonema dela seguiram-se vários da minha irmã e primas. Todas animadíssimas com a novidade (porque não era com elas! ahahah). Minhas amigas davam a maior força, o pessoal do trabalho, onde o Dani também havia trabalhado, idem.

Voltei pra casa e foi a vez da minha avó me chamar pra uma “conversa”. Ferrou, eu pensei! rs Mas, a Dona Lêda nunca parou de nos surpreender… A “véia” começou a contar do meu avô, como se fazia de difícil mesmo em uma época onde as mulheres não tinham grandes escolhas, como paquerava escondido do meu bisavô e como eu era sortuda em viver em uma época onde podia experimentar e viver várias coisas diferentes. Resumindo? Me deu a maior força! Mais aliviada, voltei pra casa já imaginando o que minha mãe falaria.

Como conheço D. Fátima, imaginei que ela não deixaria esse momento passar em branco… Não só ela passou a me dar a maior força pra seguir em frente como se empolgou e resolveu fazer um chá de panela pra mim, que acabou virando uma festinha de “casamento” no apartamento da minha tia Rosa. Em uma semana ela já tinha chamado a família inteira, organizado um minibanquete com direito a bolo decorado e tudo, o que acabou sendo nosso “primeiro casamento”. Foi no dia 28 de novembro de 1998. Fomos para a “nossa” casa juntos pela primeira vez com latinhas amarradas no cano de descarga, invenção da minha irmão, é claro! O resto já virou história…

Hoje à noite minha mãe vai dormir em casa com as crianças, fizemos reserva no Zuka, sugestão da Cris. Depois de 10 anos, é preciso inovar, né? Que venham mais 10 anos!

Update: mandei umas flores pro escritório dele com bombons e um coraçãozinho… Ele me mandou uma foto por email assim que recebeu! rs Olha a cara de bobo! ;c)

E o tempo passa…

 

Final de ano é sempre aquela correria… Milhares de eventos na escola das crianças, passeios, festa de fim de ano, preparativos para as férias e início da colônia. Aniversário do Rafinha, preparativos pra festinha na escola, lembrancinhas, festa do pijama em casa com dois amiguinhos já escolhidos (Miguel, óbvio, e João). Planejamento do que fazer com a dupla nos dias sem escola em tempos de não-babá e mãe e pai sem férias até março. Elocubrações sobre o Natal, presentinhos (poucos) a comprar, planos de fazer uma festinha mais animada para a criançada curtir. Dúvidas sobre o destino para o Reveillon (como sempre! rs).

Pro fim de ano ficar mais animado, ainda resolvi incluir o Show da Madonna no dia 13 e mudança para o novo ap (assunto pra outro post!) a alguns dias no Natal… Filezinho, não acham? rs Tem tanta coisa na minha cabeça nesse momento que um HD de 320Gb não seria suficiente pra armazenar. Um futuro de caixas e mais caixas me espera, em meio a tudo que já é default com a chegada do fim do ano. Vai ser animado! ahahaha

E é justamente nessa época do ano que nosso corpo começa o procedimento de boot, a cabeça não se concentra em mais nada, o trabalho fica pra quarto ou quinto plano e a imagem de uma praia em Salvador (né, Cíntia?) é tudo que insiste em aparecer na minha mente pervertida…

A criançada parece ter entrado em ritmo de festa e resolveu dar um pouco de sossego. Nem vou falar muito senão estraga… Rafinha segue usando o óculos bonitinho, não tem mais reclamado no final do dia. Quero levar ao médico pra confirmar que o grau tá certinho. O menino tá ansioso pras férias e fica me perguntando todo dia se já é hora de ir pra colônia! ahahah Só que não sei que tanto ele espera, já que é na mesma escola de sempre, com as mesmas professoras! rs A diferença é que não precisa ir de uniforme… ehehh

Juju soltou o verbo e tem falado muito! Já forma uma dupla perfeita com Rafa, brinca de tudo, briga por tudo, faz queixa, bota moral nele… rs Tá arteira, com dois galos roxos na testa, coisa que raramente aconteceu  com o irmão. Deu pra dizer que fez xixi e cocô, apesar de muitas vezes não ser verdade! Já se interessa pelo penico, vai pro banheiro sempre atrás do irmão, que muitas vezes tira a roupa da menina pra ela também tirar água do joelho! ahahahah No início ela ficava de pé em frente à privada fingindo que estava fazendo xixi. Socoooorro! Explicamos que é menino quem faz xixi em pé (apesar dos protestos das mulheres, que gostariam de ter essa funcionalidade!), e ela precisa ficar sentadinha. Parece que entendeu. Só que senta ali e fica fazendo “xiiiii” com a boca, sem liberar uma gota! rs O desfralde deve começar em breve na escola, tô esperando um tempo pra ir lá combinar coma  Tia Renata.

Domingo passado escreveram a carta para o Papai Noel. Rafa é o porta voz. Dani filmou, mas ainda não consegui me entender com o Vista (Papai Noel me deu um novo PC adiantado!) para reduzir o tamanho dos videos sem perder resolução demais. O garoto entrou na fase Max Steel total e só pensa naqueles monstros horrorosos. Minha irmã já comprou um dos que ele pediu, com monstro de gelo e o boneco, mas resolveu dar de aniversário. Ou seja, Papai Noel ainda tem algumas opções de monstros feios e bonecos sem graça para o dia 24. Estamos estudando as possibilidades…. ahahah A garra do Max Steel faz parte da lista, junto com a espada do Power Rangers. Eu não posso reclamar muito da falta de imaginação, porque só pedia boneca pro Papai Noel na minha época!

Como Juju não fala o suficiente pra pedir o que quer, Rafa decidiu por ela: “ô mãe, ela vai querer uma Barbie Guél”! ahahah A menina só pensa em carrinhos, monstros, bonecos e robôs! Ontem foi pra escola com o Max Steel do irmão na mão, como a novidade do dia. Mostrava pra todo mundo que passava pelo caminho fizendo “maistil, maistil”. Perguntei a ela se ela queria um carrinho de Papai Noel e ela disse “Cainho memelho”. Pronto, tá escolhido. As adaptações que eu pensei foram o Carro da Polly, a Barbie Bailarina (que é barata e tem a estruturta de um Max Steel) e coisas do gênero, vamos ver se serve! rs

Rafinha voltou à fase “rapaz”, acho que os óculos ajudaram. Tia Rose e tia Claudia ficaram encantadas com o novo visual e disseram que ele está mais compenetrado durante a rodinha e os trabalhinhos… Vamos ver quanto tempo dura! ahahah O menino também está mais feliz porque finalmente o amigão Miguel voltou da Disney, passou quase duas semanas sem ir pra aula. Ele gosta também de ensinar novas palavras pra irmã, fica falando várias e ela repete. Depois os dois caem na gargalhada…

Ontem à noite eu e Dani morremos de rir com uma das primeiras pérolas dela. Estava deitada na poltrona e me chamou, falando “mamãe, almofinha”. Eu fiquei meio tonta, tentando entender o que era. E a menina, muuuito paciente, repetindo “almofinha, almofinha”. Até cair a ficha e eu perceber que ela queria uma almofada… ahahah Em breve ninguém vai parar de rir naquela casa!

O povo quer saber

Bem, como eu sou muito boazinha e vocês são leitoras muito dedicadas, vou esclarecer algumas perguntas que surgiram no post anterior sobre o Calendário e a Loja Scrapblog, tá? Não se acanhem em perguntar, não vou chamar ninguém de burra, não! Tia Mic é cultura… rs

UPDATE: Quem não tiver cartão internacional pode me mandar email que eu passo os dados bancários. Tem sorteio no fim do post, corre lá!!

Vamos aos pontinhos, como diria Lu Brasil:

Como comprar o calendário?
R: Basta ir até a loja, fazer o seu cadastro, clicar em cima do produto e colocar no carrinho. Depois, é clicar em “finalizar compra” e preencher os dados do Paypal para fazer o pagamento. Quando a transação for encerrada, você vai receber um link para baixar o produto.

O que é Paypal? É seguro comprar na Internet?
R: Eu compro até fralda descartável pela Internet, nunca me aconteceu nada! Então, não precisa ter medo. O Paypal é como se fosse um intermediário que garante a segurança dos seus dados bancários. Você não paga nada para usar. Basta fazer seu cadastro, colocar os dados do cartão de crédito (que precisa ser internacional) e escolher uma senha. A partir de então, você pode comprar na maioria dos sites na Internet só colocando seu login e senha do Paypal. Simples e seguro.

Eu não entendo nada de scrapbooking! Como faço?
R: A grande vantagem desse produto é justamente isso: ele é feito pra quem não entende nada, muito pouco e até pra quem entende muito! rs São duas opções: uma quickpage e um template. Como o próprio nome diz, a quickpage é uma página rápida, com layout já pronto, onde você só precisa colocar suas fotos nos espaços reservados, salvar o arquivo e levar para imprimir. Se você é mais ninja e sabe fazer scrap, pode usar o layered template, que já vem com as camadas prontinhas pra enfeitar e correr pro abraço.

Que programa eu uso pra colocar as fotos?
R: Photoshop ou PaintShopPro.

Como eu faço pra imprimir? Qual o tamanho?
R: Esse calendário é do tipo BBB: Bom, Bonito e Barato! ahahah Todos os meses do ano cabem em uma única folha formato A4. Para imprimir você tem três opções: leva para uma loja de fotografia e manda revelar em formato 20 x 25 ou leva a uma gráfica rápida e imprime em folha A4 com uma gramatura legal, tipo 170g. A outra sugestão é imprimir em casa, se você tiver uma boa impressora.

Moro em uma cidade pequena, não tem gráfica nem coisas do tipo…
R: Ah, mas nem loja de fotografia tem? Nem um vizinho com uma impressora legal que você possa subornar com um bolinho quentinho? rs Aproveita!

Mesmo com todas as suas explicações eu continuo me sentindo insegura para montar os calendários, mas não quero ficar sem. O que faço?
R: Bem, nesse caso eu vou aceitar encomendas para montar a arte do calendário para você, enviar um pedido de cobrança via Paypal para pagamento, colocar uas fotos no template e enviar o arquivo em alta para impressão por sua conta. Tá bom assim?

Bem, acho que agora tirei as dúvidas, certo? Se faltou alguma, manda que eu respondo!

Tô super feliz com a repercussão e algumas pessoas já estão criando seus calendários! A Malu e a Mitia já fizeram os delas, ficaram lindos! Manda o seu pra eu ver também?

Pra deixar a brincadeira mais animada, vou colocar prêmio no meio… rs Quem enviar o seu calendário pronto pra eu ver vai participar de um sorteio para ganhar todos os produtos da minha loja. O que acham? O prazo é até o dia sexta-feira que vem, dia 5 de dezembro! Podem mandar pro meu email, tá? Animem-se!!