E quando crescer?
8 Feb, 2010 Trocando experiências
Se tem algo que me preocupa é o futuro dos meus filhos. Quero que eles sejam adultos felizes, bem resolvidos, preparados para aproveitar as oportunidades que lhes aparecerem. Para isso, meu maior investimento tem sido a educação. Escolhi uma escola que faz parte da lista das melhores do Brasil, com aulas de idiomas, novas tecnologias, robótica, laboratório, etc, etc, etc. Fico de olho, acompanho de perto, estimulo, complemento essa parceria que precisa ser afinada pra dar certo.
Mas sei também que isso não basta. Ter um bom emprego e uma carreira não é garantia de felicidade. Antes de mais nada, é preciso fazer o que gostamos. Mas como isso é possível se aqui no Brasil precisamos escolher nossa carreira com 16, 17 anos? Não vivemos praticamente nada e já temos que decidir o que faremos para o resto da vida. Acho cruel e irresponsável.
É por isso que fico sempre atenta e, quando percebo uma aptidão ou interesse por algo, corro pra estimular, deixá-los experimentar, perceber se é aquilo que, quem sabe, no futuro, pode ser “o” escolhido. Já percebo no Rafinha sua facilidade com as letras, a curiosidade com os números, o desejo de aprender. Estimulo sempre, deixo ele viajar nas brincadeiras de somar ou adivinhar qual número se forma se juntarmos o 3 com o 7 e com o 2, por exemplo. Todo feliz e ele fala “trezentos e setenta e dois”, se achando o próprio Nobel de matemática.
E desde pequenininho ele sempre se destacou, como o pai, com um lápis e papel na mão. Ama desenhar, faz melhor do que a mãe, que ainda precisa apelar pro bonequinho de pauzinho vez ou outra. Com a chegada do videogame, me entristeceu vê-lo trocar o giz de cera pelo joystick. E tratei de colocar regra e estimulá-lo a voltar para o hobby que tem tanto talento.
Desde o ano passado o coloquei na fila de espera para a Oficina de Artes do Daniel Azulay. E fui surpreendida com uma ligação na semana passada, convidando para a aula experimental sábado de manhã. E lá fomos nós, às 9h30, descobrir se a idéia ia pegar. Resultado? Mãe do lado de fora ouvindo o filho tagarelar, todo animado, com a tia e os outros amiguinhos, e moleque do lado de dentro, dando asas à imaginação, e me mostrando que acertei na mosca insistindo pra ele sair de casa de manhã:
É claro que já deixei o menino matriculado e com apostila comprada, para voltar dia 27, depois do recesso do Carnaval e de voltarmos da viagem que faremos. Ele ficou feliz, disse que gosta quando a gente passeia juntos, e mostrava o desenho pra todo mundo cheio de orgulho.
Antes que alguém pense “nossa, a criança tem 5 anos e a mãe já está pensando na profissão dele”, quero deixar bem claro que tudo isso eu faço com naturalidade, não penso todos os dias “ah, ele vai poder trabalhar com isso, vai se empregar naquilo, vai seguir a carreira tal”. Aliás, nem penso muito nisso. O que quero é mostrar pra eles que existem muitas coisas pra se fazer e experimentar nesse mundo e que podemos, sim, fazer o que gostamos e sermos felizes. De grão em grão…
Esse ano Juju começa a nos mostrar “do que ela é feita”. Estamos muito curiosos pra saber o que ela vai gostar de fazer, quais serão suas aptidões, em que poderemos estimulá-la. Às vezes eu me sinto devendo pra branquela, acho que a estimulo muito menos do que fazia com o irmão na mesma idade. Será também a síndrome do segundo filho? Seja como for, estou fazendo o que posso para criar adultos felizes e bem resolvidos. Espero que dê certo! ;)
Tags: educação infantil, filhos








Oi Mic, tudo bem?
Eu acho que é bem por ai mesmo, temos que estimular ao máximo nossos pequenos, meu filho por exemplo quer ser jogador de futebol, eu apoio mesmo com um pé atras não deixo ele perceber minha frustração quanto ao desejo dele ser médico, engenheiro….
Boa sorte com seu artista!!!
Mic, não vai nos contar aonde é o destino de férias não?
Eu chuto DISNEY!
Bjs
ahahahah I wish! Vamos pra um hotel fazenda aqui pertinho de casa mesmo e olhe lá! rs
Mic,
O seu blog é leitura obrigatória para mim todos os dias, mas nem sempre faço comentários.
Porém, quero deixar registrado que concordo com tudo que você escreveu, acho que a educação é a única coisa que damos aos nosos filhos e que eles carregam pra vida toda e que ninguém rouba.
Você tá abrindo um mundo de possibilidades para o Rafinha e quando este estiver maior tenho certeza que ele se sentirá mais seguro pra seguir a sua vida.
Eu estou tentando fazer isso com a minha filha. Ela tá matriculada no ballet desde o ano passado e vai superfeliz. A minha próxima etapa com ela é matriculá-la em aulas de teatro – isso já foi aconselhado pela própria escola e pelos animadores do cruzeiro que fizemos no ano passado. Só estou espernado ela se alfabetizar e isso acontecerá este ano. E depois aos poucos vou abrindo os horizontes dela, nunca esquecendo das obrigações escolares, é claro.
E assim vamos trilhando o caminho dos nossos filhos, tentando dar a eles o melhor e dando sempre a opção deles de serem felizes em suas escolhas.
Escrevi demais rs
Beijos Dani Carnavale
Esse Rafinha sempre surpreendendo!!!E vc como super antenada, êta mãe boa!!Acho super valida sua preocupação.
Bjos.
Mic,
Tô impressionada com os desenhos do Rafinha, com a riqueza de detalhes! Muito interessante pra idade dele. Olha, entendo perfeitamente a sua motivação e acho que não há mal nenhum em estimular aptidões, que uma vez trabalhadas só poderão ajudá-lo no futuro. Decisão e atitude nota 10! Beijinhos,
Dani.
Que legal Mic, o Daniel Azulay anda por aí, então?
Sucesso para Rafinha, já mostra talento.
Beijos …
Vc está certíssima! Os desenhos dele são maravilhosos!! bjs
Mic, em primeiro lugar, quero dizer que Rafinha desenha realmente mto bem! (mto melhor que meus bonequinhos básicos!!!!). Em segundo, acho que vc está certíssima em estimular seus filhos, sem neuras, e buscando aquilo que os faz felizes, aquilo em que eles se realizam. O melhor jeito de ter sucesso nessa vida é descobrir o que a gente realmente gosta de fazer. Tem gente que leva uma vida pra entender isso…Bjos
É, no fundo, não tem pai ou mãe que não pense no futuro da prole…rs.
Qdo o Edu nasceu, eu brincava que ele seria médico…rs.
Mas, conforme foi crescendo, fui sentindo que não seria muito por aí, não…rs. O moleque – como dizem na escola, na família e onde mais ele passa – tem pinta de artista. Adora cantar, dançar, ouve música de todo tipo, presta atenção nos arranjos e instrumentos, ama teatro, e é super criativo. Por último, tbém é um craque no desenho, assim como o seu filhote. Até a professora de inglês veio me mostrar o desenho do garoto, impressionada. Bom, claro que não posso vetar esta tendência, tão forte p/ as artes. Mas me preocupo, pq venho de um família de artistas, e eu mesma, sou designer gráfica. Então sei que aqui no Brasil, é duro viver disso… Mas se for mesmo uma vocação, bola pra frente, pois de nada adianta fazer o que não gosta, não é mesmo?
Parabéns ao Rafinha, pelo talento!
Mic, vc está certissina,e essa duplinha tem muita sorte de ter vc como mãe… Parabéns, vc é um exemplo!
Bjs.
Mic
Vc é dez, mãezona mesmo.
E Rafa??? Vamos combinar … o garoto já é artista plástico!! Uma perfeição os desenhos dele.
Bjus
Q lindo os desenhos do Rafinha :)
Esqueceu de mim ?
Beijocas,Lu.
Claro que não! ;))
Mic, concordo com vocês, aqui em casa não somos diferente principalmente meu esposo é super antenado nas vontades e qualidades que nossos filhos demonstram, sempre tentamos fazer a melhor escolha pensando já no futuro deles, principalmente a Isadora que já tem 05 anos e demonstra muito bem suas preferências.
Desde bem pequena demonstrou sua habilidade para dança e quando fez três anos tivemos a oportunidade de colocá-la no Balet que esse ano já vai pra outro grau a deixando mais feliz ainda.
Outra afinidade é com a musica, apresenta no Coro Infantil de Nossa Igreja a dois anos e ano passado nos pediu pra fazer aula de instrumento e esse mês já começara na aula de musicalisação infantil.
É claro que fazemos tudo sem neuras e preocupando se isso a está fazendo-a feliz, acho muito triste aquelas crianças que ficam na aula de balé forçadas pelas mães e algumas aos berros.
Bjs nas crianças.
Oi Mic! Nossa, os desenhos do Rafinha são mesmo otimos pra idade dele… parabens!
Olha, pra mim vc está certissima em estimula-los! Educação é o que de melhor podemos deixar pra eles mesmo! Penso mto nisso, sabe? pq vejo algumas pessoas trabalhando para dar um imovel pra cada filho qdo casar, por exemplo, para dar um carro assim que entrar na facul, essas coisas… Não que essas coisas não sejam gostosas de se fazer, mas acho que isso tira o brilho da conquista, que é tão importante na nossa vida! Me orgulho em dizer que eu conquistei essas coisas, que estou pagando meu apto, que passei a facul de onibus e hj sei valorizar meu carrinho…. e desejo isso pros meus filhos sim…
Agora educação… ah! aí sim devemos investir alto! Pq ela é que possibilitará a conquista de todos os sonhos, não é mesmo?
Um abraço, Mic! Boa viagem!