Fazendo a minha parte

Sábado, fui à praia novamente com Rafinha, feliz da vida, com um mar de temperatura perfeita, sem ondas, na companhia de amigos. Esperava terminar meu dia assistindo ao sol se por, depois de ver meu filho brincando no mar e gargalhando junto com seu amigão Miguel. Típica cena de verão que tanto me alegra. Mas, minha previsão estava errada…

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E as mães pagam o pato

Eis que anteontem começam a pipocar notícias nos jornais de escolas no RJ, SP e RS cancelando a volta às aulas. O governo suspendeu da rede pública, sugeriu da rede privada. E, assim, como se estivesse desmarcando uma partida de tênis, vai deixar milhares e milhares de crianças em casa. Inclusive as minhas. Quem vai ficar com elas? Boa pergunta!

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Plantando e colhendo

Esses dias eu fiquei meio distante daqui. Tentei descobrir porque, afinal de contas, é um lugar que eu freqüento praticamente todos os dias há quatro anos. Foi quando percebi que, como eu disse no outro post, uma coisa chata estava me deixando com a cabeça fora do lugar, então eu não tinha vontade nem de escrever por aqui…

Pois bem. Vou contar. E por várias razões. Uma delas porque compartilhar é sempre bom. Outra, porque eu gosto de achar que a justiça sempre é feita, seja por pessoas aqui na Terra (o que, infelizmente, está cada dia mais raro) ou pelo povo lá de cima.

Todo mundo acompanhou aqui quando a minha antiga babá folguista simplesmente decidiu ir embora, do nada, me deixando na mão. A Neuma, lembram? A mesma que eu ajudava, tinha pena porque o filho passa fome na Bahia, ela não teve oportunidades na vida, nem de estudar, e passou por vários perrengues. Além do salário, carteira assinada, tudo nos conformes, eu sempre ajudei no que pude, paguei dívida da C&A porque os juros estavam exorbitantes, comprei passagem pra ir pra BA resolver problema do filho, deixei dormir na minha casa nas noites que ela não tinha pra onde ir.

Pois bem. Essa mesma pessoa que sempre pôde contar comigo e recebeu tudo o que sempre teve direito (e muito mais) me colocou na justiça, alegando que eu nunca tinha pago as verbas rescisórias pra ela. Pior, dizendo que eu a tinha demitido sem nenhuma razão. Recebi a intimação há duas semanas e fiquei super mau. Principalmente depois de perceber que todos os recibos que a fiz assinar haviam sido furtados da minha casa.

Mas não fiquei arrasada só porque teria que pagar novamente algo que já havia feito, não. O motivo principal é outro: me senti traída. Desrespeitada. Praticamente uma idiota. Ler a inicial do advogado dela e todas aquelas mentiras ao meu respeito me deram embrulho no estômago. Nojo. O que só piorou quando, no final de tudo, o advogadozinho (já vi que vai ter gente chiando! ahahahah) colocou a palavra justiça em caixa alta, com várias esclamações a seguir. Justiça? Que justiça?

Foram duas semanas ansiosas, com direito a ida a delegacia pra registrar o furto dos documentos, conversas com advogados, embrulho no estômago. É ruim a gente querer ajudar as pessoas, tentar fazer a nossa parte e se sentir um idiota por isso, concordam?

Eis que hoje foi o dia da primeira audiência. Lá fomos eu, Dani e a advogada para o TRT. Eu tremia, enojada com a possibilidade de olhar para a cara daquela pessoa. Ao sermos chamados pelo juíz, nos sentamos e ficamos aguardando. Enquanto a “reclamante” não chegava, batemos papo, ele me perguntou se eu tinha pago tudo e eu respondi que sim. Naquele momento eu percebi que ele acreditou em mim.

Pode parecer bobo, mas me senti aliviada. Primeiro porque eu realmente tento fazer tudo certo. Segundo porque senti um último respiro da justiça nesse país. Alguns juízes novos, como o que estava ali na minha frente, parecem estar mudando (ou pelo menos tentando) o negócio que a justiça trabalhista virou nesse país. “Ganhar dinheiro fácil”, é o que se diz por aí. Como se abrir mão de princípios e ética fosse algo barato.

Se a participação do povo lá de cima foi relâmpago, isso eu não sei. Mas o fato é que ela nem chegou a aparecer no tribunal. Talvez tenha colocado a mão na consciência. Ou então ficou com medo de ser “descoberta”. Ou, sabe-se lá, recebeu o que merece em algum subúrbio carioca. O saldo dessa aventura desagradável? Além da conta do advogado, confesso que a raça humana perdeu mais alguns pontos comigo. Lealdade, gratidão e honra parecem ser conceitos que, com o tempo, ficaram antiqüados para algumas pessoas.

Eu continuo acreditando que colhemos o que plantamos. E é por isso que vou continuar fazendo a minha parte. Com mais cautela, escolhendo melhor as pessoas com quem convivo, isso é certo. Mas sempre lembrando tim tim por tim tim o que minha mãe me ensinou. E o que vou continuar ensinando aos meus filhos.

Eles nunca chegaram.

De férias dos filhos

Tem gente que já começa a olhar torto quando ouve alguma mãe ou pai comentar que vai viajar sem os filhos. Mas, o fato é que, pelo menos pra mim, vez ou outra é preciso acionar a avó, combinar com a babá e fazer as malas, sem precisar incluir mamadeiras e fraldas, e partir com o marido para uma viagem ao… mundo dos casais! rs

Eu nunca tive grandes neuras em relação a isso. O que é bom, já que o Dani cobra bastante um tempo só pra gente. E ele tem razão, né? Ter filho é uma delícia, eles são a melhor coisa do mundo, mas sugam todo o tempo e energia dos pais. Mais do que normal, é claro. Então, o que tem demais passar uma semaninha ou duas curtindo um ao outro, passeando sem compromisso, curtindo o simples prazer de não fazer nada? Eu já fiz isso umas duas vezes e posso dizer que o resultado foi ótimo! Tanto para mim quanto para as crianças.

Fomos a Buenos Aires no ano passado e ficamos quatro dias fora. Juju era bebê, tinha uns cinco meses. Nem tomou conhecimento. Rafa ficou na boa com a avô, sentiu saudades, mas não deu trabalho. Essa viagem foi a nossa primeira depois que as crianças nasceram e acabou sendo um aquecimento para o que estava por vir: uma semana em NY, em fevereiro desse ano. Nossa, que decisão acertada!

Rafa e Juju ficaram com a minha mãe e eles se curtiram pra caramba! Eu e Dani retomamos um pouco a vida de casal e as viagens que tanto amamos. Bateu saudade, é claro, mas ela apertou mesmo no último dia, quando já estávamos dentro do avião, prontinhos para encher aquelas bochechas de beijo!

É claro que vamos amar viajar a quatro. Estamos esperando o melhor momento, Juju estar maiorzinha, talvez nas férias de julho. E, mesmo quando esse dia chegar, vamos querer manter as férias divididas: uma para o casal, outra para toda a família!

E você? Quer contar sua história? Então venha participar de mais uma promoção do Mulheres em Rede! Desta vez ganha quem escrever o melhor texto sobre viagens. Detalhe: aquela dos seus sonhos que ainda será, ou já foi realizada, sem ou com a prole do lado.

Onde: Desabafo de Mãe
Quando: entre 7 e 9 de maio
Como participar: basta escrever um desabafo sobre viagens no site do Desabafo de Mãe.
O que ganha: kit de Cds infantis da gravadora MCD 

Para participar da ação Viagem Sem Filhos, você precisa ser cadastrado no Desabafo de Mãe e escrever um desabafo, cujo resumo tenha as seguintes informações: “Este desabafo foi feito para concorrer ao prêmio Mulheres na Rede na ação Viagem Sem filhos”. o título você escolhe de acordo com sua história. É importante lembrar que desabafos, geralmente, têm no mínimo 3 mil caracteres, mas o máximo do tamanho é você quem decide. Participe e boa sorte! 

A sortuda

Muita gente chegou perto, mas foi a Mariana a primeira a acertar a lista de sites/blogs que participam da Campanha Mulheres na Rede. Foi ela quem listou os blogs abaixo, em um comentário no Blog da Lu Brasil:

Desabafo de mãe
Vitrine Capital
Portal Multiplos
Blog do Rafa e da Júlia
Lu Brasil

E, por falar em Lu Brasil, a campanha continua no blog dela, com o assunto amamentação, e você pode ganhar prêmios. Veja aqui como participar!

Quem pergunta quer saber!

Nossa charada De quem estou falando? Adivinhe! chegou ao fim e a pergunta que dá prêmio ( veja o kit no site da Drogaria Onofre) para quem responder certo e mais rápido é: Quem são os sites que promovem a campanha Mulheres na Rede? O vencedor desta charada será anunciado segunda-feira, dia 5 de maio. Mas, se por acaso, ninguém acertar até lá, vamos dar algumas dicas via email para as respostas mais completas, ok?

Mas essa charada é apenas o começo da Mulheres na Rede, que distribuirá prêmios até o dia 9 de maio em seis lugares diferentes na web e ao mesmo tempo. Você pode ter mais detalhes sobre nossas próximas ações no nosso blog ( http://mulheresnarede.wordpress.com/) que acaba de nascer e já se preparar para participar dos próximos concursos de textos, fotos, fóruns, enfim, o que não falta são promoções. Participe! E boa sorte!

Assim que terminar a sua “caça ao tesouro” e souber o nome dos sites que estão participando da campanha. volte aqui e deixe um recadinho com a sua listinha, tá? A primeira pessoa a acertar é a grande vencedora!