Desabafo de mãe - estréia!
Oct 27, 2006 Gravidez, Momentos especiais, Papo cabeça
Acabamos de voltar da Perinatal, onde fomos fazer a cardiotocografia. Tudo perfeito com nossa Juju, que está com a vitalidade normal, coraçãozinho perfeito. Ou seja, o parto não será hoje, mas está marcado para segunda-feira. Ainda não sei o horário e o local, porque o Dr. João está tentando vaga na CSSJ ou na Perinatal. Fiquei muito mais tranqüila ouvindo a opinião da médica do exame, pra reforçar a do Dr. João. Então, aproveitaremos o final de semana pra descansar mais ainda, beber bastante água e nos prepararmos psicologicamente para a semana que se inicia. E que semana!
Update: Dr. João acaba de me ligar e marcou o parto para as 20h, na Perinatal Laranjeiras, na segunda, dia 30 de outubro. A maternidade coloca fotos dos bebês normalmente no dia seguinte ao nascimento. Mas, o Dani prometeu que vai atualizar nosso bloguinho, como fez quando Rafinha nasceu!
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E hoje, uma outra novidade: meu texto de estréia no portal Desabafo de Mãe acaba de ir pro ar. Adorei quando recebi o convite da Ceila, editora do site, para ser uma das colaboradoras. A proposta é super legal, inovadora. Uma extensão da troca que já temos aqui no blog.
Como não podia deixar de ser, o tema do meu primeiro desabafo é justamente a ridícula competição “Melhor mãe do mundo”. Acho isso um saco! Sim, porque não basta ser mãe e decidir viver exclusivamente pra isso. Faz parte do pacote criticar as mães que optaram por um outro modo de vida… As mães que eu carinhosamente chamo de “pela sacos”, no bom carioquês! ;c)
Acho que quanto mais falarmos a respeito, esse mito cai e a gente se cobra menos e sente menos cobrança. Sabe se livrar dessas bobagens do “só as mães são felizes” ou “ser mãe é padecer no paraíso”? Todo mundo é feliz quando descobre o que realmente deseja da vida e tem forças pra correr atrás. Seja ter filhos, não ter, casar, ficar solteira, investir na carreira, ser dona de casa.
O difícil é descobrir o que nos torna feliz. E, mais do que isso, lidar com os conflitos diários que vivemos. Hoje eu quero ser mãe. Amanhã, eu quero viajar o mundo. Depois de amanhã, eu quero fazer uma pós. Mês que vem eu quero jogar tudo pro alto! Porque viver de fantasia é mais difícil do que viver de realidade. Imagina passar o dia todo tentando se convencer - e, pior, convencer os outros - que trocar 10 fraldas por dia, dar 8 mamadas, banho, acordar de madrugada e ficar cheia de olheiras é tudo o que você queria da sua vida?
A maternidade é mais do que isso. O negócio é conseguir colocar tudo na balança, tentando não deixar o resto da sua vida de lado. O meu texto reflete sobre tudo isso e ainda sobre essa chatura de ser toda hora avaliada pelas “nazi-mães”, essas que acham que ser mãe é esquecer da própria existência e sair julgando todas as outras mães que continuam tendo vida própria.
Confiram meu texto e não deixem de comentar! Agora vou almoçar porque Juju está com fome. Próximas notícias direto da maternidade. Será que eu agüento ficar sem postar até lá? ;c)
Comportada… pero no mucho!
Oct 26, 2006 Gravidez, Momentos especiais
Juju é com certeza mais paciente que o irmão, mas definitivamente meus filhos são apressados! Hoje fui fazer o ultrassom que Dr. João pediu na terça. Tudo muito bom, tudo muito bem, entramos na sala da Dra. Valéria. Com alguns minutos de exame, ela nos pergunta quando o médico veria o resultado do exame. Respondemos que na terça voltaríamos ao consultório. A partir daí, a conversa foi a seguinte:
- De jeito nenhum, vocês vão pra lá agora.
- Hein?! Mas tem alguma coisa errada?
- Está tudo bem com o bebê, que aliás é super grande e gordinho, mas o líquido amniótico está baixo e a placenta já está em grau 3 de maturidade.
- ????????????????
- Não é nada urgente ou que precise se preocupar. O bebê está ótimo. Mas não dá pra ela ficar muito mais tempo aí dentro.
Dito isso, pedi para um Dani despesperado, ansioso e já sem saber o que fazer ligar para o Dr. João e pedir que nos esperasse no consultório, porque estávamos indo pra lá. Esperamos a médica dar o laudo do exame e fomos para o Largo do Machado. À essa altura, o Dani já tava quase histérico, ansioso, todo nervoso, sem nem falar lé com cré. Eu tava tranqüila, só pensando nos meus diazinhos de folga que estavam prestes a ir por água abaixo, já que a menina é apressada. Resolvemos só ligar pra família quando tívessemos uma posição do médico.
Chegamos lá e fomos tranqüilizados. Dr. João confirmou que realmente teremos que interromper a gravidez antes do esperado, mas que não há motivo para pânico. E nem pra sair correndo pelas ruas até a maternidade. Ele fez o toque, viu que ela ainda está muito alta. Amanhã vou fazer uma cardiotocografia, que vai definir se eu me interno amanhã ou se esperamos até o início da semana. Tudo estando bem com o coraçãozinho da Juju, daremos mais alguns dias pra ela aproveitar o barrigão. E pra eu me preparar para o que está por vir!
Agora sim a família está de sobreaviso e vocês também! Vimos uma Juju super bochechuda no ultrassom, com tamanho de 37 semanas. A médica arriscou a dizer que teremos um bebê cabeludinho. Veremos em breve! No caminho de volta pra casa comecei a ficar um pouco mais nervosa, preocupada com a saúde da Juju. Mas, como o Dani disse, o Dr. João está sendo super atencioso e cuidadoso ao pedir esse exame e tentar prolongar um pouco a estada de nossa bebê na barriga. Qualquer outro médico sairia correndo pra cesárea de emergência. E de emergência essa família já está satisfeita!
Agora meu repouso está mais do que reforçado, então não posso ficar sentada no computador. Amanhã volto com notícias. Ou, se for o caso, o Dani assume “o loja” temporariamente!
Mais uma!
Hoje entramos na 37ª semana e seguimos em direção ao parto “a termo”. Chega de bebês prematuros nessa casa! ;c) E as notícias não poderiam ser melhores: fomos ontem ao Dr. João e tudo está perfeito com nossa menina e comigo. Segundo ele, não há qualquer razão pra pensarmos que teremos um bebê prematuro ou que nascerá antes das 38 semanas. Pelo contrário. Ele continua trabalhando com a DDP de 22 de novembro.

Coraçãozinho ritmado, movimentação normal, barriga enoorme, acima da média. O repouso relativo continua, por uma questão precaução, até porque meu histórico com Rafinha não é dos melhores e estou sentindo as cólicas, que são um aviso do meu corpo que eu não tive na outra gravidez. Então, ficou de licença médica até dia 8 e depois emendo na licença maternidade mesmo. Até lá, estarei com 38 semanas completas e Juju estará prontinha, prontinha para o que der e vier!
Realmente não sei o que faria se tivesse que trabalhar nesse finalzinho. Meu corpo dá sinais de cansaço, a azia me pegou de vez e o calor é grande. Sem contar que o inchaço já começa a mostrar as caras. Imagina caminhando, sentada no computador o dia todo e trabalho? Sem condições… Agora a hora é de descansar para o que vem depois!
Meu peso continuo super controlado e ganhei 400g nesses últimos 20 dias. Cheguei agora aos 10Kg ganhos. Amanhã saberemos a média de peso da nossa menina, já que temos um ultrassom. Dr. João quer me ver novamente semana que vem, para confirmar com a ultra o que ele viu me examinando. Líquido, placenta e cordão estando 100%, seguiremos esperando os sinais para o parto. E, pra ser sincera, agora que sei que vou ficar em casa nesse finalzinho, não estou com a menor pressa. Não fico pensando o dia todo se é hoje ou amanhã. Apenas curto o momento, que pra mim é tão especial, e aproveito essa ansiedade gostosa. Em breve teremos nossa família mais do que completa!
Os sintomas do nono mês se intensificam agora. Socorro! Os que mais estão pegando pra mim são:
- Menor movimentação do bebê dentro do utero (devido à falta de espaço);
- Aumento da umidade vaginal (leucorreia), de forma mais abundante;
- Congestão nasal e sensação de entupimento do ouvido;
- Âzia e dificuldade de digestão;
- Aumento do inchaço dos tornozelos e dos pés, e às vezes também das mãos;
- Maior estímulo a urinar, depois que o bebê se posicionar mais para baixo;
- Insônia;
- Sensação de coceira no abdomen;
- Aumento na intensidade das Contrações de Braxton Hicks;
- Períodos alternados de maior energia ou maior cansaço;
- Períodos maiores de distração e falta de concentração no que se está fazendo;
- Um sensação de alívio maior ao pensar de que a gravidez está chegando ao fim;
- Impaciência e Inquietação;
- Humor variável
O sintoma que eu ainda não estou sentindo, mas sonho com ele diariamente: respiração mais fácil quando o bebê se posicionar mais para baixo! :c) Volto amanhã com notícias da ultra!
Salto no crescimento
Oct 24, 2006 Gravidez, Pérolas do Rafinha, Rafa, Scrapbooking
Como eu disse no post anterior, Rafinha está merecendo um espaço só pra ele hoje. Pra registrar todas as descobertas e as novidades que aprende diariamente nessa reta final em direção ao seu segundo aniversário. Como tenho estado em casa esses dias, ele tá meio grudado comigo. E eu tô adorando ter uma nova oportunidade de ficar mais tempo pertinho do moleque, que tá uma diversão só!

Com 1 ano e 10 meses, Rafinha já apronta das suas e fala bastante:
* Cria frases com desenvoltura, algumas vezes com três palavras. No outro dia, me mostrou a mão com uma picada de mosquito e disse “quito medeu Afael” (mosquito mordeu Rafael). Confesso que fiquei espantada com a eloqüência do rapaz. No dia-a-dia, já nos acostumamos a ter um filho que, além de andante, já é falante. E como a vida fica mais fácil. Basta perguntar o que ele quer e pronto! E ele pede tudo: none (danone), eitinho (leitinho), batata, aôz, eijão (na hora de jantar), apaga uz, qué cubir (quer subir), vovó êda (a bisa), vovozinha (minha mãe), vófufu (invenção do pai dele na hora de chamar a avó Eliana).
* Na hora do banho, sempre vem atrás de mim com a maior carinha de safadinho e fala “piado, mamãe” (pelado). É a deixa pra eu sair correndo atrás de um menininho às gargalhadas pela casa. No outro dia, ele foi tomar banho com o pai e disse “papai piado”. Já começaram as associações de idéias, achei uma graça!
* Na hora de comer, não tem mais santo que faça o menino aceitar a nossa ajuda. Chegou a fase da independência. Quer fazer tudo sozinho! Então o babador foi resgatado da gaveta, a paciência foi redobrada e a limpeza depois da comida também, porque sobra pro cadeirão, pro chão e pra quem estiver por perto. Ele consegue pegar a comida com a colher, faz um certo malabarismo pra manobrá-la até a boca e coloca 50% da comida pra dentro. :c)
* A ansiedade que tomou conta da casa com a proximidade da chegada da Juju com certeza afetou o menino. Ele tem estado mais agitado que o normal. Hoje vamos começar a dar uma matricária (camomila homeopática) pra tentar equilibrar. Rafa entra no quarto da irmã toda hora, abre as gavetas e fica mostrando as roupinhas, falando “Juju”. Domingo, foi dormir na casa da avó pra eu continuar o meu repouso. Minha mãe disse que, a uma certa hora, ele pegou o tênis e falou “apato afael. Casa mamãe, papai, Julia”. Na cabecinha dele, a irmã já entrou pra família também!
* Ganhei um concorrente e tanto para o meu computador. Caí na bobagem de entrar no site do Caillou e mostrar pra ele. Pronto! Não tenho mais sossego! É só ele me ver aqui sentado que começa a pedir. Aí senta no meu colo, espera o flash do joguinho carregar e se acaba de rir quando todas as peças são encaixadas e o maquinista Caillou coloca o trem pra funcionar. Tem que que ver o menino dançando, sorridente, fazendo “piuí, piuí”…
* Ontem, na agenda, a tia da escola perguntou se estamos tirando a chupeta do Rafa, porque nunca mais mandamos durante o dia. Ela observou que ele está ficando super bem, mesmo na hora que tira uma soneca (entre meio-dia e 13h), e nunca pede a dita cuja. Eu respondi dizendo que só dou a chupeta à noite, quando está “escuro”, e chegou a hora de dormir. Ele mesmo aponta pra janela e me fala “curo, mamãe, peta”. É o primeiro passo para tirarmos a danada de vez. Só não o fiz ainda porque a Juju vem aí e seria maldade demais. Vamos aguardar mais um tempo. Mas já percebi que não vai ser nenhum drama.
* Várias vezes por dia ele pede xixi. Algumas vezes a gente tira a fralda e ele faz. Mas ainda não é o desfralde inicial. Só estamos deixando ele se habituar com a idéia. Assim que completar dois anos, o desfralde começa na escola e trabalharemos em conjunto. Acho muito mais fácil assim!
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Hoje temos consulta com o Dr. João às 17h30. Volto com notícias amanhã. E, enquanto Juju fica aqui dentro, vou aproveitando meus últimos momentos de grávida. Sexta, na sala de espera do consultório, caí na bobagem de ver uma torta que a Ana Maria “Brega” tava ensinando. Uma tal de Torta Glória. Pronto! Fiquei com desejo de comer a danada e coloquei o Dani doido atrás de morango. Só que ele nao achava de jeito nenhum, foi a uns cinco lugares!
Toda hora eu ligava pra ele, pedindo pra procurar na banquinha do lado da empresa, no hortifruti, no supermercado. Nada! Ontem à noite liguei pra minha irmã, pra ver se ela salvava a pátria e evitava que Juju nascesse com cara de moranggo.
Eis que hoje, minha irmã conseguiu achar na feira e trouxe pra mim. Corri pra cozinha e coloquei em prática a receita. Agora tá ali na geladeira, esperando a hora de degustarmos… Se o gosto estiver tão bom quanto a cara dela, sucesso garantido! A receita está aqui.
Sinal de vida
Oct 23, 2006 Gravidez
Estamos aqui, firmes e fortes, em nosso tão esperado repouso. Confesso que estava realmente precisando ficar uns dias em casa, de pernas literalmente pro ar, antes da chegada da Júlia. Não estou nervosa e nem preocupada. No fundo eu sei que ela vai nascer bem e com o pulmão prontinho, seja daqui a uma semana ou daqui a quatro. Continuo com o Buscopan a cada seis horas, mas algumas vezes já sinto a cólica antes desse intervalo. É sinal que estão ficando mais fortes?
Amanhã tenho consulta com o Dr. João e certamente ele vai fazer outro toque e pedir um ultrassom para vermos a situação da placenta, líquido amniótico, cordão umbilical e, para saciar a nossa curiosidade, o peso e altura da Juju! As contrações continuam bem espaçadas, alguns dias nem sinto ou percebo elas bem fraquinhas. Sábado tive uma super forte, dolorida, que deixou a barriga super dura por uns bons longos segundos. Confesso que fiquei assustada, mas logo passou.
Minha barriga agora assume formas que a geometria desconhece! Tem hora que me dá nervoso, imaginando o quanto está apertado aqui dentro pra essa menina. Dá pra sentir direitinho um pé saindo aqui pela costela direita, enquanto um braço ou cotovelo foge lá do lado direito. Parece um balaio de gato!
Enquanto isso, eu curto essa ansiedade das últimas semanas (ou seriam dias?) da gravidez da Juju. Pra ser sincera, não estou com pressa. Minha agonia era trabalhar e me locomover pra lá e pra cá com esse barrigão e o incômodo de ficar o dia inteiro sentada trabalhando. Mas, se for pra ficar de repouso, levo até mais pra frente sem problemas. Estou atenta aos sinais, curiosa para ver como tudo vai se desenrolar. Meus pés e mãos estão um pouco inchados e o nariz também. Sinto algumas vezes uma dorzinha aguda, quase uma dor-de-barriga-sem-ser-dor-de-barriga, muita falta de ar e pressão nos “países baixos”.
O sintoma psicológico da proximidade do parto quem percebeu foi a Ana Paula. Hoje acordei com mania de arrumação, saí ligando pras lojas e resolvendo algumas pendências que não resolvia há um tempão. Coisas de casa mesmo, tipo instalação do filtro de água, conserto do box do banheiro, compra da maçaneta nova do escritório… Quase dei um ataque por aqui! Aí a Ana me lembrou de uma coisa que eu tinha lido em algum lugar e esquecido: quando o parto se aproxima, a mulher costuma ficar meio “tarada por arrumação”, querendo deixar tudo no lugar para o filhote que se aproxima. Será? Aguardem os próximos capítulos… ;c)
** O próximo post vai ser sobre o Rafinha. Ele tá tão esperto e gostoso que merece um post exclusivo. Mas não posso ficar tanto tempo sentada no computador. Volto amanhã!
Empurrando com a barriga
Oct 20, 2006 Gravidez
Essa noite comecei a sentir cólicas bem na altura dos rins, parecidas com cólicas menstruais. Já levantei o alerta e liguei pro Dr. João. Ele me disse pra tomar um Buscopan e ir cedinho à emergência do Pan Americano, aqui do lado de casa, porque ele estaria de plantão. Se algo acontecesse à noite, pra ir direto pra emergência e ligar pra ele. O Dani está em São Paulo e ficou todo ansioso. Mas, eu sabia que não era nada que precisasse de grandes preocupações, tanto que não falei nada pra minha mãe ou minha tia, porque sabia que elas iam ficar uma pilha! ;c)
Fui deitar pra descansar e, tirando uma cólica leve que senti de madrugada, tudo correu bem como eu esperava. Amanheci com a Juju ainda dentro da barriga, pra alegria do papai, que só chega ao Rio essa noite. Deixei Rafinha na escola e fui para o Hospital. Dr. João ouviu o coraçãozinho da Juju e fez o exame de toque. Disse que está tudo bem lá dentro, mas que não quer que eu sinta cólica de jeito nenhum. Receitou o Buscopan de 6h em 6h e repouso com as pernas pra cima nos próximos cinco dias. Terça que vem tenho consulta, então reavaliaremos o quadro para ver se eu continuo em casa.
Perguntei pra ele a partir de quando a Juju está liberada pra nascer sem preocupações e ele disse que com 37 semanas completas está ótimo! Ou seja, vou ficar quietinha nos próximos 13 dias que nos separam desse limite seguro para nossa bebezinha vir ao mundo! Já liguei pro Dani pra dizer que ele não precisa se descabelar pra vir pra casa correndo e também pra minha chefe, que, graças a Deus, é uma pessoa maravilhosa! Estou com algumas pendências importantes no trabalho, mas parece que eu estou mais preocupada com isso do que ela! ;c)
Amanhã tenho os testes finais com usuários para fazer a conclusão da minha monografia da pós. Inclusive a Malu é uma das voluntárias para a pesquisa. Dr. João me liberou pra ir, desde que o Dani dirija. E é o que vou fazer. Não vou pra aula de manhã e depois do almoço vou acompanhar os testes com a Lu, minha dupla também barriguda, mas de 4 meses. Depois, tenho os outros dias de repouso pra colocar no papel os resultados dos testes e colocar de vez um ponto final no trabalho. Uhu! A apresentação é só dia 16 de dezembro e já estarei com Juju à tiracolo.
Agora vou seguir as orientações médicas e colocar as pernas pra cima. Prometo dar notícias.
Update: Acabo de receber um email da Dani, contando que a Maria Fernanda nasceu no dia 17 de outubro. Elas já estão em casa! Mais um bebê apressadinho, que só esperou chegar 37 semanas e já quis nascer. A fornada começa a sair…

Contagem regressiva
Oct 18, 2006 Gravidez
Hoje completamos mais uma semana! Agora, entramos na 36ª, e Juju já começa a produzir o surfactante, substância que vai amadurecer seus pulmões para o nascimento. Enquanto lá dentro ela vai recebendo os últimos retoques para o grande dia, aqui fora também terminamos os detalhes restantes. Ontem terminei as malas - a minha e a dela - que levaremos para a maternidade!
Na bolsa da filhota, seis mudas de roupinhas separadas em saquinhos individuais, com direito a meia, lacinho e sapatinho combinando. Pra completar a lista que recebemos da CSSJ, alguns cueiros, manta, panos de boca e, é claro, o enfeite da porta de maternidade que a Julieta nos deu com tanto carinho. A minha mala também já ficou pronta, com duas camisolas de botão - as menos bregas que encontrei, duas blusas de botão e uma calça corsário preta. Pretendo passar o dia de roupa “normal” no hospital e guardar o momento “camisolão” para a noite. De resto, tudo na necessaire: itens de higiene pessoal, as tais conchinhas, absorvente de seio e um gloss, porque também sou filha de Deus! ;c) Do lado da mala, um bilhetinho com uns três ou quatro itens que só vou poder colocar na última hora: câmera, carregador, pilhas e essas coisinhas que não vivemos sem…
Mas essa tarefa, que parecia ser fácil, se tornou praticamente uma aventura com a ajuda do irmão Rafa. Espalhei tudo em cima da minha cama pra ir arrumando. E o moleque subia nela justamente na hora que eu tinha dobrado as roupinhas e desdobrava tudo de novo, falando “Juju, Juju”. Entrou na mala, calçou o sapato do pai, saiu correndo com roupas da irmã na mão… Está um danadinho!
Depois que a farra terminou, fomos deitar. E aí comecei a sentir umas dores esquisitas, a barriga dura e umas cólicas fininhas. O Dani ficou fazendo massagem e queria ligar pro Dr. João a cada cinco minutos. Mas, apesar de eu não ter entrado em trabalho de parto na gravidez do Rafa, estou achando que o meu corpo já está começando a se preparar para o grande dia. Li muito a respeito na Internet e imagino que esteja sentindo as contrações de Braxton Hicks. Elas são muito espaçadas, às vezes sinto só uma vez por dia, mas eu no fundo eu sei que o meu corpo já está me mandando os sinais.
A sensação que eu tenho é que a Júlia nasce na segunda semana de novembro. Algo em torno de 38 semanas e meia. Só não sei se isso é intuição ou necessidade. É que até o dia 11 de novembro tenho três projetos pra terminar: assistir à última aula da pós, encerrar uma campanha aqui no trabalho e colocar o ponto final na minha monografia! Estou conversando com ela e tentando negociar. Acho que ela vai colaborar. ;c)
PS: Meu fotógrafo está em Sampa e só volta na sexta. Fotos da barriga de 35 semanas em breve!
8 meses
Oct 16, 2006 Eu, Gravidez, Papo cabeça
Hoje faz oito meses que Juju e eu dividimos o mesmo espaço. O nono e último mês de gravidez começa, trazendo um misto de cansaço e ansiedade. A barriga tá muito grande, o andar já é difícil e o calor traz ainda mais desgaste. Voltei ao trabalho hoje, então preciso guardar as minhas energias finais pra me “arrastar” diariamente até lá e depois voltar direto pra casa, pra ficar bem quietinha com as pernas pra cima.
A ansiedade agora é diferente. Não é a mesma da primeira gravidez. Eu não fico contando as horas pra Júlia nascer ou pro parto. Com o primeiro filho, a gente só pensa nisso. Em quando vamos pegá-lo pela primeira vez em nossos braços, em todos os momentos que se seguirão a isso. Tudo idealizado, sonhado. Quando o segundo está pra chegar, a gente fica mais pé no chão. Continua ansiosa pra ver o rostinho, sentir o cheirinho, conhecer aquele cotoquinho de gente que vai entrar pra família. Mas, já sabemos tudo o que nos espera nesse “pacote” e que os melhores momentos desse filme vão acontecer alguns meses depois.
Eu acho isso ótimo! Aliás, ter experiência é bom em qualquer ocasião. A gente se prepara melhor, já sabe o que esperar e como reagir em muitos momentos. Não se desespera por qualquer coisa e, se rolar um desespero, já sabe que ele vai passar. É isso! Ser mãe pela segunda vez é viver a maternidade com menos cobrança, menos idealismos e mais tranqüilidade. Pelo menos eu espero…
Já a emoção eu imagino que seja a mesma. Essa é a única que não pode ser calculada com antecedência. A cada dia que passa, eu tenho mais certeza que cada gravidez é única. E isso só me dá a certeza que vou amar a Júlia de um jeito só meu e dela. Da mesma forma que eu e Rafinha temos um jeito só nosso de nos amar.






