Sinal de vida
Oct 23, 2006 Gravidez
Estamos aqui, firmes e fortes, em nosso tão esperado repouso. Confesso que estava realmente precisando ficar uns dias em casa, de pernas literalmente pro ar, antes da chegada da Júlia. Não estou nervosa e nem preocupada. No fundo eu sei que ela vai nascer bem e com o pulmão prontinho, seja daqui a uma semana ou daqui a quatro. Continuo com o Buscopan a cada seis horas, mas algumas vezes já sinto a cólica antes desse intervalo. É sinal que estão ficando mais fortes?
 Amanhã tenho consulta com o Dr. João e certamente ele vai fazer outro toque e pedir um ultrassom para vermos a situação da placenta, lÃquido amniótico, cordão umbilical e, para saciar a nossa curiosidade, o peso e altura da Juju! As contrações continuam bem espaçadas, alguns dias nem sinto ou percebo elas bem fraquinhas. Sábado tive uma super forte, dolorida, que deixou a barriga super dura por uns bons longos segundos. Confesso que fiquei assustada, mas logo passou.
Minha barriga agora assume formas que a geometria desconhece! Tem hora que me dá nervoso, imaginando o quanto está apertado aqui dentro pra essa menina. Dá pra sentir direitinho um pé saindo aqui pela costela direita, enquanto um braço ou cotovelo foge lá do lado direito. Parece um balaio de gato!
Enquanto isso, eu curto essa ansiedade das últimas semanas (ou seriam dias?) da gravidez da Juju. Pra ser sincera, não estou com pressa. Minha agonia era trabalhar e me locomover pra lá e pra cá com esse barrigão e o incômodo de ficar o dia inteiro sentada trabalhando. Mas, se for pra ficar de repouso, levo até mais pra frente sem problemas. Estou atenta aos sinais, curiosa para ver como tudo vai se desenrolar. Meus pés e mãos estão um pouco inchados e o nariz também. Sinto algumas vezes uma dorzinha aguda, quase uma dor-de-barriga-sem-ser-dor-de-barriga, muita falta de ar e pressão nos “paÃses baixos”.
O sintoma psicológico da proximidade do parto quem percebeu foi a Ana Paula. Hoje acordei com mania de arrumação, saà ligando pras lojas e resolvendo algumas pendências que não resolvia há um tempão. Coisas de casa mesmo, tipo instalação do filtro de água, conserto do box do banheiro, compra da maçaneta nova do escritório… Quase dei um ataque por aqui! Aà a Ana me lembrou de uma coisa que eu tinha lido em algum lugar e esquecido: quando o parto se aproxima, a mulher costuma ficar meio “tarada por arrumação”, querendo deixar tudo no lugar para o filhote que se aproxima. Será? Aguardem os próximos capÃtulos… ;c)
** O próximo post vai ser sobre o Rafinha. Ele tá tão esperto e gostoso que merece um post exclusivo. Mas não posso ficar tanto tempo sentada no computador. Volto amanhã!
Empurrando com a barriga
Oct 20, 2006 Gravidez
Essa noite comecei a sentir cólicas bem na altura dos rins, parecidas com cólicas menstruais. Já levantei o alerta e liguei pro Dr. João. Ele me disse pra tomar um Buscopan e ir cedinho à emergência do Pan Americano, aqui do lado de casa, porque ele estaria de plantão. Se algo acontecesse à noite, pra ir direto pra emergência e ligar pra ele. O Dani está em São Paulo e ficou todo ansioso. Mas, eu sabia que não era nada que precisasse de grandes preocupações, tanto que não falei nada pra minha mãe ou minha tia, porque sabia que elas iam ficar uma pilha! ;c)
Fui deitar pra descansar e, tirando uma cólica leve que senti de madrugada, tudo correu bem como eu esperava. Amanheci com a Juju ainda dentro da barriga, pra alegria do papai, que só chega ao Rio essa noite. Deixei Rafinha na escola e fui para o Hospital. Dr. João ouviu o coraçãozinho da Juju e fez o exame de toque. Disse que está tudo bem lá dentro, mas que não quer que eu sinta cólica de jeito nenhum. Receitou o Buscopan de 6h em 6h e repouso com as pernas pra cima nos próximos cinco dias. Terça que vem tenho consulta, então reavaliaremos o quadro para ver se eu continuo em casa.
Perguntei pra ele a partir de quando a Juju está liberada pra nascer sem preocupações e ele disse que com 37 semanas completas está ótimo! Ou seja, vou ficar quietinha nos próximos 13 dias que nos separam desse limite seguro para nossa bebezinha vir ao mundo! Já liguei pro Dani pra dizer que ele não precisa se descabelar pra vir pra casa correndo e também pra minha chefe, que, graças a Deus, é uma pessoa maravilhosa! Estou com algumas pendências importantes no trabalho, mas parece que eu estou mais preocupada com isso do que ela! ;c)
Amanhã tenho os testes finais com usuários para fazer a conclusão da minha monografia da pós. Inclusive a Malu é uma das voluntárias para a pesquisa. Dr. João me liberou pra ir, desde que o Dani dirija. E é o que vou fazer. Não vou pra aula de manhã e depois do almoço vou acompanhar os testes com a Lu, minha dupla também barriguda, mas de 4 meses. Depois, tenho os outros dias de repouso pra colocar no papel os resultados dos testes e colocar de vez um ponto final no trabalho. Uhu! A apresentação é só dia 16 de dezembro e já estarei com Juju à tiracolo.
 Agora vou seguir as orientações médicas e colocar as pernas pra cima. Prometo dar notÃcias.
 Update: Acabo de receber um email da Dani, contando que a Maria Fernanda nasceu no dia 17 de outubro. Elas já estão em casa! Mais um bebê apressadinho, que só esperou chegar 37 semanas e já quis nascer. A fornada começa a sair…

Contagem regressiva
Oct 18, 2006 Gravidez
Hoje completamos mais uma semana! Agora, entramos na 36ª, e Juju já começa a produzir o surfactante, substância que vai amadurecer seus pulmões para o nascimento. Enquanto lá dentro ela vai recebendo os últimos retoques para o grande dia, aqui fora também terminamos os detalhes restantes. Ontem terminei as malas – a minha e a dela – que levaremos para a maternidade!
Na bolsa da filhota, seis mudas de roupinhas separadas em saquinhos individuais, com direito a meia, lacinho e sapatinho combinando. Pra completar a lista que recebemos da CSSJ, alguns cueiros, manta, panos de boca e, é claro, o enfeite da porta de maternidade que a Julieta nos deu com tanto carinho. A minha mala também já ficou pronta, com duas camisolas de botão – as menos bregas que encontrei, duas blusas de botão e uma calça corsário preta. Pretendo passar o dia de roupa “normal” no hospital e guardar o momento “camisolão” para a noite. De resto, tudo na necessaire: itens de higiene pessoal, as tais conchinhas, absorvente de seio e um gloss, porque também sou filha de Deus! ;c) Do lado da mala, um bilhetinho com uns três ou quatro itens que só vou poder colocar na última hora: câmera, carregador, pilhas e essas coisinhas que não vivemos sem…
Mas essa tarefa, que parecia ser fácil, se tornou praticamente uma aventura com a ajuda do irmão Rafa. Espalhei tudo em cima da minha cama pra ir arrumando. E o moleque subia nela justamente na hora que eu tinha dobrado as roupinhas e desdobrava tudo de novo, falando “Juju, Juju”. Entrou na mala, calçou o sapato do pai, saiu correndo com roupas da irmã na mão… Está um danadinho!
Depois que a farra terminou, fomos deitar. E aà comecei a sentir umas dores esquisitas, a barriga dura e umas cólicas fininhas. O Dani ficou fazendo massagem e queria ligar pro Dr. João a cada cinco minutos. Mas, apesar de eu não ter entrado em trabalho de parto na gravidez do Rafa, estou achando que o meu corpo já está começando a se preparar para o grande dia. Li muito a respeito na Internet e imagino que esteja sentindo as contrações de Braxton Hicks. Elas são muito espaçadas, às vezes sinto só uma vez por dia, mas eu no fundo eu sei que o meu corpo já está me mandando os sinais.
A sensação que eu tenho é que a Júlia nasce na segunda semana de novembro. Algo em torno de 38 semanas e meia. Só não sei se isso é intuição ou necessidade. É que até o dia 11 de novembro tenho três projetos pra terminar: assistir à última aula da pós, encerrar uma campanha aqui no trabalho e colocar o ponto final na minha monografia! Estou conversando com ela e tentando negociar. Acho que ela vai colaborar. ;c)
 PS: Meu fotógrafo está em Sampa e só volta na sexta. Fotos da barriga de 35 semanas em breve!
8 meses
Oct 16, 2006 Eu, Gravidez, Papo cabeça
Hoje faz oito meses que Juju e eu dividimos o mesmo espaço. O nono e último mês de gravidez começa, trazendo um misto de cansaço e ansiedade. A barriga tá muito grande, o andar já é difÃcil e o calor traz ainda mais desgaste. Voltei ao trabalho hoje, então preciso guardar as minhas energias finais pra me “arrastar” diariamente até lá e depois voltar direto pra casa, pra ficar bem quietinha com as pernas pra cima.
A ansiedade agora é diferente. Não é a mesma da primeira gravidez. Eu não fico contando as horas pra Júlia nascer ou pro parto. Com o primeiro filho, a gente só pensa nisso. Em quando vamos pegá-lo pela primeira vez em nossos braços, em todos os momentos que se seguirão a isso. Tudo idealizado, sonhado. Quando o segundo está pra chegar, a gente fica mais pé no chão. Continua ansiosa pra ver o rostinho, sentir o cheirinho, conhecer aquele cotoquinho de gente que vai entrar pra famÃlia. Mas, já sabemos tudo o que nos espera nesse “pacote” e que os melhores momentos desse filme vão acontecer alguns meses depois.
Eu acho isso ótimo! Aliás, ter experiência é bom em qualquer ocasião. A gente se prepara melhor, já sabe o que esperar e como reagir em muitos momentos. Não se desespera por qualquer coisa e, se rolar um desespero, já sabe que ele vai passar. É isso! Ser mãe pela segunda vez é viver a maternidade com menos cobrança, menos idealismos e mais tranqüilidade. Pelo menos eu espero…
Já a emoção eu imagino que seja a mesma. Essa é a única que não pode ser calculada com antecedência. A cada dia que passa, eu tenho mais certeza que cada gravidez é única. E isso só me dá a certeza que vou amar a Júlia de um jeito só meu e dela. Da mesma forma que eu e Rafinha temos um jeito só nosso de nos amar.




