Educar dá trabalho

Há alguns dias esse post está pra sair. Mas eu mesma estava digerindo o assunto, pensando, trocando idéias, colocando-as em prática, pra só depois sentar com calma e escrever. Pra mim, além do registro da infância das crianças e da troca com vocês, esse blog tem um outra grande propósito: é escrevendo que eu organizo as idéias na minha cabeça, coloco tudo no lugar, racionalizo e avalio. Digamos que aqui seja o meu divã! ehehehe

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#2… and still counting!

Hoje recebo uma ligação da professora do turno da manhã do Rafinha. Logo tomo um susto quando recebo telefonema da escola. E a voz dela estava apreensiva, apesar dela repetir que o menino estava bem. Até que eu percebo o motivo da preocupação: Rafa havia acabado de quebrar o segundo par de óculos de sua carreira. Como? Brincando de dar “testadas” no Miguel e cair na gargalhada. Pode uma coisa dessas?

A Gabi me disse que ligou porque Rafa começou a chorar, preocupado, pedindo pra ela falar comigo, senão eu ia brigar! kkkk Eu e o pai sempre repetimos que ele precisa cuidar dos óculos. Mas, é claro, sabemos que criança é assim mesmo e o óculos reserva taí pra isso, certo? Tratei de tranquilizar a professora (que também estava tensa, já que o outro também foi quebrado na escola) e dar o recado pro menino que ele tava liberado do castigo… rs

E agora temos a nova média de duração dos óculos do Rafinha: 5,5 meses. Tá bom, né? Preciso lembrar de comprar armações mais baratas…

Quem não tem cão…

Em tempos de férias suínas, o negócio está sendo me virar do jeito que posso. As crianças, acostumadas a uma rotina agitada, com atividades praticamente o dia todo e espaço pra brincar, estão meio agoniadas fechadas dentro de um apartamento.

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Agenda cheia

Se contar ninguém acredita: essa foto aí é da minha geladeira, onde eu prendo todos os convites de aniversário que as crianças recebem e os aviso que chegam da escola pela agenda.

Ontem, mais dois chegaram, um de cada filho, e, quando eu fui procurar espaço na porta do congelador praticamente não achei. Loucura! E são todos no mês de julho! E pensar que aí ainda faltam o convite da festa junina do Rafa, dia 18, e do aniversário da Ana Luiza, que é amanhã. Haja fôlego!

geladeira

Haja imaginação

Feriado com criança dentro de casa e chuva do lado de fora é um desafio à criatividade materna. E eu não sei o poder que o clima tem sobre as crianças, mas a verdade é que elas ficam mais agitadas, barulhentas e incontroláveis à medida que a umidade relativa do ar aumenta. Cruzes! rs

Quinta minha tia tinha dormido aqui e Rafa já acorda pedindo pra fazer “atividades”. Nunca vi, o menino acha que tá na colônia de férias! rs Juju, preguiçosa, dormiu até 11h e só saiu da cama porque eu fui chamá-la. A vovó Fátima também apareceu e todos ficaram na varanda brincando de colar, recortar e pintar. Rafa quis fazer um castelo “a la Mister Maker” e ficou super legal!

De tarde, catei a primeira sessão de cinema e me mandei com eles. Dani se juntou à nós e assistimos a “Uma noite no Museu 2″. Eu tinha dúvida se prenderia a atenção deles porque não é animação, mas foi o máximo. Divertido e melhor que o primeiro! Rafa tinha visto o trailer e estava ansiosíssimo pela parte do polvo. E adorou!

Hoje, a chuva continuou e eu vi a minha folguinha ir, literalmente, por água abaixo, porque o menino ficou atrás de mim querendo sair pra pular nas poças d´água com a galocha que ganhou do tio Chris. Enquanto eu arrumava umas coisas em casa com a faxineira, deixei uma cabana montada na sala, onde os dois ficaram brincando e gargalhando por um bom tempo.

Depois, os dois ficaram atrás de mim, com caixinhas de gelatina na mão, me pedindo pra fazermos juntos. Haja disposição, meu Deus! Preparamos tudo e colocamos a mão na massa. Depois de algumas brigas pela cor da gelatina que cada um ia fazer, pela cor da vasilha plástica e pelo banco que iriam usar, conseguimos deixar tudo na geladeira, prontinho pra comermos à noite. E o menino ainda querendo ir pra rua… rs

Como ele precisava cortar o cabelo, uni o útil ao agradável e marquei hora no Tunga Tonga, cabelereiro infantil super descolado na Farme, em Ipanema. Eu até tentei convencê-lo a ficar  em casa, doida de vontade de ficar debaixo do cobertor lendo o meu livro, mas, ao usar a desculpa da chuva forte, ouvi um “mãe, é a hora perfeita pra eu usar a minha bota!”. É claro que a cama ficou pra depois, né? Além da galocha, foi a oportunidade de usarem as capas de chuva, item praticamente inutilizado no canto do armário nessas bandas de cá do país. E ele amou ficar pulando de poça em poça, na chuva, se divertiu!

O Tunga Tonga também é maneiríssimo. A decoração é linda, o menino cortou o cabelo jogando Ratatouille no PlayStation. Juju foi logo pro carro pink da Barbie e saiu de lá, além da franjinha, com as pontinhas do cabelo aparadas. Eu nunca tinha tido coragem de cortar, com medo dela perder os cachinhos, sua marca registrada. A cabelereira disse que isso não iria acontecer. Então, arrisquei! Tirou um dedinho, deu uma leve repicada, e os cachinhos continuam aqui, firmes e fortes! A primeira mechinha veio em um saquinho, para guardarmos de recordação.

Crianças embelezadas, hora da mãe, né? Subiram os dois pra brinquedoteca, com pulapula, aula de música e tudo o mais, enquanto eu fiz minha mão. Quando subi, Juju estava deitada em uma almofada, com o professor de música tocando violão e ela cantando. Fofa demais! Ele disse que ela curte muito cantar. E a tia Déia já tinha me falado isso também…

Voltamos pra casa, na chuva, e eu tinha em mente parar no supermercado para comprar material pra fazer um fondue de queijo para comemorar o dia dos namorados. Mas, devido ao nível de “defeito” das crianças, não consegui. Então, a comemoração vai ficar pra amanhã, um jantarzinho gostoso em algum lugar. Essa noite vamos aproveitar a chuvinha pra assistir TV juntinhos, crianças no quarto dormindo, de preferência, e umas horinhas de um silêncio que virou artigo de luxo para a família Aisenberg! rs

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Dever de casa

Ontem fomos, eu e Dani, para a escola conversar com a Tia Michelli e a Tia Isabel, orientadora educacional. Papo bom, sempre esclarecedor e cheio de trocas interessantes. E, como as crianças, saímos de lá com umas tarefas para fazer em casa. A principal delas (as outras vão valer um outro post) é a que eu mais estava adiando por preguiça: desfralde noturno.

Sim, meu nome é Michelle e eu tenho preguiça de fazer o desfralde noturno do meu filho de quatro anos. Pronto, falei! ahahahha Ele toda hora reclamava da fralda, eu dizia primeiro que ia esperar o verão chegar pra tirarmos. O verão veio, foi embora, e eu, ainda protelando, ficava fingindo não estar nem aí. Apesar de saber que já tinha passado da hora. Inventava pra mim mesmo que estava esperando a Juju desfraldar pra fazer tudo junto, quer desculpa melhor? rs

Pois eis que comento na reunião que precisava fazer o desfralde noturno e queria dicas. “Desfralde da Júlia?”, me perguntaram? ahahahaha Não, do Rafa! Quatro olhos arregalados na minha frente foram o sinal que eu precisava para cortar esse papo de preguiça. A hora chegou. Quer dizer, a hora já passou. O jeito é encarar, certo? E a maior dica foi acertada: já faz o desfralde dos dois juntos. Então tá, né? Tô me sentindo mãe de gêmeos… rs

Cheguei em casa com a cabeça cheia de coisas. Como eu disse, a conversa foi boa, mas precisamos mudar e adaptar alguns comportamentos e técnicas em casa. Mas, como estamos falando de crianças, não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo, então resolvi priorizar o desfralde para, aos poucos, ir cuidando do resto (sim, vou fazer outro post depois, não é nada de mais! Calma! rs). Sentei com as crianças e expliquei que a partir de hoje mais ninguém usa fralda pra dormir. Contei que não vai dar mais pra ficar tomando suco, água, danone, yakult e leite à noite, vamos ter que diminuir a quantidade de líquidos pra barriga não “ficar cheia de xixi e a cama ficar molhada de noite”. Essa parte parece ter sido entendida!

E, o que eu tanto adiava, aconteceu: coloquei o relógio pra despertar à 1h para levar a galera pro pipi noturno. Antes dos dois irem pra cama, xixi, lógico. Virei a tarada do número 1! ahahahah E, revivendo momentos que não deixaram saudades, lá fui eu acordar zonza, olho ardendo de sono, pra pegar o filho #1 e levar ao banheiro. Ela senta no vaso, resmunga, choraminga, eu peço pra acordar pra fazer xixi, e ela faz. Ufa! Coloco na cama, faço parar de chorar, prendo o dedo na porta e xingo em um volume que só os cachorros e as formigas ouvem, para não acordar tudo mundo. @$#¨@*&#¨#@ Hora do filho #2. Pego o menino, esse tem que ficar em pé, dá mais trabalho, coloco o virgulim pra fora e repito o mantra “acorda pra fazer xixi, acorda pra fazer xixi”. E ele fala dormindo, bate a cabeça na parede, resmunga alguma coisa com o Miguel (!!). E sai o xixizão, condição sinequanon pra pobre mãe poder voltar pra cama. Mission acomplished!

Despertador arrumado para as 5h, lá vou eu deitar e me lembrar novamente de um tempo que não deixou saudades: depois que acordo, levo horas pra pegar no sono de novo. Penso no trabalho, nas coisas que tenho que fazer, na encomenda que minha prima mandou dos EUA e os Correios extraviaram, na festinha de aniversário, no comportamento do Rafa, no almoço do dia seguinte e rolo na cama. De um lado pro outro. @*#&#@*#¨. E eu que já tava acostumada a dormir a noite toda novamente xingo quem inventou essa história de desfralde noturno! ahahahha

Um “pipipipi” anuncia que a segunda missão da madrugada está pra começar. Penso na opção de deixar todo mundo fazer xixi na cama com um sorriso nos lábios, mas desisto, é melhor não adiar mais. Torço pra ninguém ter feito chover na cama, senão ainda por cima vou ter que trocar lençol e pijama. E Juju tá sequinha. Levo no colo (16Kg de criança, socoorro!) até o banheiro, ouvindo reclamação. Sento na privada e nada. Repito o mantra “acorda e faz xixi”, mas ela nem tchum. Insisto, repito novamente o mantra, até chegar à conclusão que dali não vai sair nada. Resolvo arriscar e devolvo a branquela pra cama.

Retorno pro quarto do filho #2. Agora são 20kg de criança. E ele tem que ficar em pé! rs “Acorda e faz xixi”, repito. Ele reclama, é claro. Diz que não quer. Mas, os meninos têm a vantagem de nos dar sinais de que tem xixi pra sair… E sai. Ufa! Tinha quantidade suficiente pra inundar o lençol, preciso reduzir a quantidade de líquido! ahahahha

E volto pra cama, sabendo que, provavelmente, minha missão pode ficar prejudicada porque Juju não fez xixi na segunda vez. E volto a rolar na cama, de um lado pro outro, até ver que o dia está amanhecendo. Cochilo e ouço o despertador tocar novamente. Olho ardendo, cabeça doendo. Pelo menos é temporário, pensa meu lado Pollyana. Podia ser pior, né? Meio torta, me visto para trabalhar, mas antes vou checar se choveu no quarto ao lado. E lá vem Juju de mãos dadas com o pai, sequinha, sequinha.

Primeiro dia de desfralde noturno: 100% de sucesso. Amanhã é um outro dia. Ou noite.

***

PS: Não sei muito bem como esse lance funciona, mas espero que o corpo se acostume a segurar o xixi lá dentro em poucas noites. Experiências alheias são bem vindas.

PS1: Minha meta é tentar empurrar esse xixi de 1h pra frente a cada noite, até só precisar acordar uma vez e, depois, se Deus quiser, não precisar acordar hora nenhuma e os dois se segurarem até o dia seguinte. A tática é boa? Ou tá tudo errado?

PS2: Juju está completamente desfraldada durante o dia, pede pra ir ao banheiro feito uma mocinha e ontem foi sozinha na escola, sem ajuda das tias. Ainda faz confusão com o #2, mas é questão de tempo. Esse final de semana vamos fazer a estréia na rua, sem fraldas. Aliás, essas aí já são passado em nossa casa. Espero!

PS3: A conversa na escola foi muito além do desfralde noturno e vai rolar um papo interessante aqui. Amanhã. Meus neurônios só conseguem pensar nesse assunto e, dado a quantidade de sono que eles tiveram essa noite, é melhor não abusar deles.

PS4: O assunto “festas infantis” está bombando e estou adorando as idéias. Continuem deixando recadinhos e dicas por lá, tá?