O inexplicável

Uma característica bem marcante no Rafinha é a curiosidade. Ele está sempre atento a tudo que acontece ao seu redor e está sempre nos fazendo perguntas. Quer saber de tudo, o menino! De longe, seu maior interesse está nos idiomas e países. Desde muito pequeno ele pedia para ver DVDs em inglês, o que só aumentou depois que começou a ter aulas na escola. A partir daí, começou também a se interessar por espanhol e a querer saber que idiomas se fala em determinado lugar.

Acho que essa noção de que o mundo é muito maior do que a nossa casa e a escola começou quando começamos a explicar que ele tem primos, tios e bisa em Israel. Sempre falamos sobre o primo Idan (que ele conheceu quando ele veio ao Brasil com a Shiri), contamos que a prima Moran estava por aqui quando ele era bebezinho e me ajudou muito nas semanas que ficou em nossa casa de Brasília e mostramos fotos do Iarin, primo que – esperamos – em breve apareça pelo Brasil para ele conhecer. Falamos da tia Márcia, mãe do trio, explicamos que ela é irmã da Vovó Eliana. E, mais do que isso, sempre que possível o colocamos para falar com a safta (avó em hebraico) Tzila, a bisa tão querida que mora a quilometros e quilometros de distância.

Quando pequenino, ele não queria saber muito de conversas ao telefone. Agora, pra alegria da vovó, ele conversa com ela, canta músicas e, ciente de todo o seu charme, diz frases do tipo “eu te amo, vovó”. São lágrimas na certa do outro lado da linha. Juju também já entrou no ritmo e, via Embratel, encantou a safta cantando “parabéns pra você” no dia de seu aniversário. Mais lágrimas foram derramadas. De alegria, é claro!

De tanto ele me perguntar sobre a família de Israel, já peguei meu álbum de viagem e fiquei mostrando um por um, explicando quem é, o que faz. E, feliz da vida, o menino vive repetindo pra todo mundo que tem muitos primos (o preferido é  Iarin! ahahah) que moram em outro país. Dessa mesma vez, ele me perguntava sobre cada lugar que via na foto – Jerusalém, Tel Aviv, Yafo, Mar Morto, Paris, Londres, Vale do Loir - e quanto tempo de avião era preciso para chegar até lá. E dei asas à sua curiosidade, respondendo com detalhes, cada pergunta que ele fazia.

Acho bonita toda essa vontade de conhecer coisas novas, aprender e toda essa noção de mundo que o menino já tem. Prevejo muitas e muitas viagens juntas, se Deus quiser, com o meu pequeno explorador. Provavelmente, o primeiro lugar serão os Estados Unidos. Talvez, por influência da prima Amanda, que mora na California, e das fotos que ele sempre vê. No Natal, ao ver fotos dos primos (Amanda e Blake) escorregando na neve, ele perguntou “porque eu não fui? Eles não me chamaram?”. E lá fui eu lembrá-lo que eles moram em outro país, que é longe e temos que pegar avião por muitas horas para chegar até eles. Infelizmente. A resposta? Então vamos amanhã! Ah, Rafinha, se fosse assim tão fácil!

Ele já sabe que por lá se fala inglês e, vendo uma cena sobre a posse do Obama na próxima semana, viu uma bandeira americana e logo foi mostrando para o pai que era dos Estados Unidos. Assim, como gente grande. E, novamente, pediu para viajar para lá. Expliquei que a Juju ainda é muito pequena e que precisamos esperar ela crescer um pouco mais, talvez perto dos quatro anos. “Mas demora muito, mãe, deixa ela com a minha avó e vamos nós dois”. ahahaha Eu não disse que ele é esperto? Paciência, Rafinha. Tudo tem seu tempo. Ainda vamos explorar o mundo juntos, me aguarde!

Nessa mesma noite, em que estava assistindo à Globo News junto com a gente (será que vai ser jornalista também?) sem parar de falar, o pai pediu que ele fizesse silêncio quando começaram a falar da guerra na Faixa de Gaza. E ele não sossegou, até explicarmos que queríamos saber o que estava acontecendo perto da casa da vovó Tzila. Então ele se calou. Até ver uma bomba explodindo e se espantar: “explodiu, mãe! É uma bomba!”. E, em vez de trocar o canal, resolvemos explicar, mesmo que de uma maneira bem simplificada, o que está acontecendo.

- Outra bomba, mãe, porque tá explodindo?
- Porque os dois países estão em guerra. Um deles é Israel, onde mora a vovó Tzila.
- Mas porque eles estão bringando?
- Lembra que a mamãe sempre te fala que temos que aprender a dividir? Infelizmente esses dois países não aprenderam, então estão brigando por um pedaço de terra.
- Mas por que estão explodindo?
- Porque estão com raiva, Rafinha.
- E por que tá todo mundo no hospital?
- Porque eles se machucaram, mas vão ficar todos bem, tá?
- Até dentro de casa as bombas explodem?
- Não, filho. Lembra que a mamãe já explicou que dentro de casa estamos protegidos? As casas de lá são mágicas, nada acontece com quem está dentro delas.
- Mas e se uma bomba explodir perto da casa e derrubar ela?
- As casas são muito fortes, não caem nunca!
- E quando eles vão parar de brigar?
(…)
- Taí uma pergunta que eu queria saber responder, meu amor!

Pronta pra 2008

E o ano começou. Já estava mais do que na hora! De tempo em tempo, é preciso renovar as energias, ter a sensação de recomeço, refazer os planos, mudar de rumo. E é com esse espírito que entrei em 2008. Além das minhas boas e velhas resoluções de ano novo, o Dani se juntou a mim para traçarmos algumas metas conjuntas. Melhor assim, né? Aqui vão elas:

1 – Comprar uma câmera DSLR, investir no meu hobby e voltar a estudar fotografia. Uma válvula de escape cai muito bem na vida agitada que eu levo. Pretendo riscar esse item da lista muito em breve… ;)

2 – Levar a maternidade de uma forma mais leve. Ainda não sei a fórmula, até porque sempre fui do tipo que tenta se estressar o mínimo possível com as coisas. A experiência mostra que o segundo ano de vida de um bebê vai “melhorando” com o passar do tempo. Já me vejo com duas crianças em casa, tagarelando e nos enchendo de alegria!

3 – Mudar de apartamento. Decidimos que ainda não é a vez de comprar aqui no Rio, já que não temos tanta certeza assim se queremos morar por aqui por muito mais tempo. Então, vamos começar a procurar um novo lugar pra gente, mais claro e novinho, com espaço pra brincar e play. Quero voltar a curtir a casa, deixá-la com a nossa cara e poder voltar a receber os amigos, como sempre gostei.

4 – Viajar! Ai, como eu amo viajar! Esse ano minha meta é ir a dois novos lugares que nunca fui. Com ou sem as crianças. Quero colocar o pé na estrada, voltar a ter o gostinho de planejar, conhecer novas culturas ou simplesmente ficar de pernas para o ar (a quem eu quero enganar? rs)

5 – Trocar de carro. Mais espaço para a bagunça! E aviso logo aos pela-saco que costumam bater ponto por aqui que vou ignorar as gracinhas e “comentários sociais”, beleza? São planos. P-L-A-N-O-S. Já ouviu falar?

6 – Fazer menos coisas ao mesmo tempo. Ou pelo menos tentar. Quero ter mais espaço para o Dani e reservar tempo de qualidade para as crianças. E pra mim, é claro, mãe também é gente! rs

7 – Continuar firme e forte na meta de 2006 e emendar um livro no outro. Em 2007 a leitura me rendeu ótimos momentos! Fechei o ano com o instigante “A cura de Schopenhauer” e já estou pegada no “Travessuras da menina má”, do Mario Vargas Llosa. Sei que 2008 me reserva bons títulos…

8 – Curtir os meus filhos, sem tanta culpa ou obrigações. Dar a eles o melhor de mim, e não TUDO de mim. Ouvir a tagarelice do Rafa e vê-lo se tornar esse meninão que está se tornando. Observar o crescimento da Juju, começar a educá-la e ver os bons frutos que virão desse árduo trabalho.

Acho que foi tudo. Basicamente, quero ver a vida entrando nos trilhos de novo. Voltarmos a fazer as coisas que sempre gostamos, mesmo que de uma maneira diferente, adaptada para uma nova vida, agora com filhos. Deixar de ter essa sensação de “stand by” que toda mãe com filhos pequenos parece ter. Já, já não teremos mais bebezinhos pela casa. Então, que venha 2008 pra gente encarar juntos!

***

Fiquei devendo as fotos do Natal e do Reveillon, né? Não devo mais! rs

Tá na vez de quem?

“É que nem comida. Ele sempre pede mais. E então? Ele tá mal alimentado? Com as brincadeiras é a mesma coisa”. Foi com esse discurso brilhante do meu marido filósofo que nossa conversa via Skype terminou agora à noite. Ele tá em Brasília à trabalho desde ontem e só volta na quarta à noite, nosso aniversário casamento. O papo girou, é claro, em torno dos filhos. E dessa minha sensação que estou sempre devendo. E dos meus planos de fazer uma viagem de fim de semana a quatro. E da minha angústia em deixar todo mundo feliz. Idealizadora, eu? Nãão!

Ponderando de um lado, analisando de outro, deixando o racional falar mais alto algumas vezes e o emocional outras tantas, reparei que, nesse momento, estou dividida em quatro: eu, marido, filho 1 e filho 2. Todos têm necessidades diferentes, estão em fases diferentes, querem coisas diferentes. A única coisa em comum? Todos precisam querem da minha atenção.

Profundo demais só pra ir ali em Penedo e voltar? E aí que vocês se enganam… Esse é o atual retrato da minha vida! rs Eu e Dani estamos precisando MUITO descansar. Ele tá embalado nessa vida de mic(r)o empresário há quase quatro anos, sem férias ou feriados. Eu, nem preciso dizer. Aí entram as diferenças, que em breve hão de acabar, entre as idades do Rafa e da Juju. Junto com elas, a incompatibilidade de “agendas” das criancinhas. E a minha vontade de agradar a todos ao mesmo tempo.

Rafa vai fazer três anos, ganhou independência, sai de casa com a roupa do corpo. Nos acompanha a qualquer lugar sem dar trabalho, não precisa de uma rotina ultra-mega-definida. Basta um carrinho, um livro e um parquinho para fazerem a alegria do moleque. E comida, claro, ela nunca pode faltar. ;c)

Juju acabou de fazer um ano. Apesar do tamanho avantajado, culpa da mistura de polonês com português e ucraniano, é ainda um bebê, dos mais preguiçosos, diga-se de passagem. Tira looongas sonecas pela manhã e à tarde. Já está andando, o que, no quesito “curtição de passeios” já é uma vantagem. Come o que aparecer pela frente, não precisa mais de milhares de cacarecos atrás dela. Uma bolsa pequena, com duas ou três fraldas, chupeta, uma muda de roupa e olhe lá. Mas, precisa da sua rotina, se estressa com repetitivas mudanças de ambiente ou passeios prolongadíssimos. Tá me acompanhando? rs

Resumindo, atualmente minha vida é essa alternância de prioridade, se é que isso é possível. No fundo, no fundo, tenho a sensação que não dou atenção direito pra ninguém! ahahaha Quero curtir um fim de semana a sós com o Dani, mas também quero levar Rafa pra aproveitar as férias que se aproximam, sem deixar de lado a gorducha branquela que se satisfaz com um simples passeio à pracinha. Please, onde está aquele Gardenal que eu tinha deixado aqui debaixo do teclado? ;c)

A teleconferência com o marido acabou sem definição alguma. Ele disse pra eu ir conversar com o travesseiro. rs Mas, já devia saber que eu converso com o meu blog, não é? Pois bem, vou ali me deitar, aproveitando que a dupla dinâmica se entregou ao morfeu. Amanhã é um novo dia, 24 horas inteirinhas o pra eu me cobrar um pouco mais. ahahahaha

Quando acordar, quero ver um monte de recadinhos contando como vocês fazem pra (tentar) agradar a todos os filhos e todos os maridos. rs Entre as minhas opções para o final de semana estão 1) viajar só com Rafa e Dani; 2) ficarmos todos no Rio e fazermos um passeio de um dia pra algum lugar por perto; 3) mandar todos para a Sibéria e ficar com a casa em silêncio só pra mim; 4) fugir com o Dani e mandar a mesada das crianças via correio; 5) parar de pensar demais e deixar rolar. Essa última parece ser uma opção bem fácil para as mães… :cÞ

Convitinho do filhote tá prontinho, enviado por email para alguns convidados e impresso e envelopado, já dentro da mochila, pras tias mandarem pela agenda dos amiguinhos. O grande dia está chegando. Não sei quem tá mais ansioso por aqui…

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Depois de umas duas semanas sem inspiração, tô cheia de idéias na cabeça pra postar. Vou anotar nos rascunhos pra não esquecer. Segurem as pontas aí que o Clavulin tá começando a fazer efeito!

Mulher nota 9

Eu e as meninas do Scrapblog temos um fórum ontem trocamos (na maioria das vezes) idéias sobre Scrapbooking ou o que vai ser publicado no nosso site. Mas, como em todo lugar onde várias mulheres estão reunidas, vez ou outra surge uma discussão interessante que gera um papo muito legal, reflexão e troca de experiências.

Essa semana, a Calabresi levantou o assunto da culpa (nossa velha amiga!) e de como ela se cobra muito, querendo dar a maior atenção possível pra Laurinha. Por outro lado, também tem vontade de curtir as coisas dela, ter um tempinho pro seu hobby, pra cuidar de si própria, marido… Se identificou com alguma coisa? Nós também! ;c)

Depois de trocarmos vários posts sobre isso, eis que a mãe dela clareia as discussões com um comentário deixado lá no Colorida Vida que, acredito eu, vai ser útil para todas nós que passamos por aqui. ——  (Pausa para você ler o comentário). rs —— Viram que essa história de culpa não está com nada? Muito menos esse papo brabo de abdicar de tudo pelos filhos ou abrir mão de um tempinho a sós com o marido ou no salão pra fazer as unhas e o cabelo? Antes de sermos mães, já éramos mulheres. Quando você saiu da maternidade se lembra de ter deixado alguém pra trás? Pois eu não deixei! ;c)

Sou sempre a que levanta a bandeira do equilíbrio, o meio-termo. Se eu consigo isso? Muitas vezes não. Mas estou sempre tentando. É claro que também sinto culpa, às vezes me acho uma mãe de meia-tigela, acho que podia ficar mais tempo com o Rafa, ou então dar mais atenção pra Júlia, ficar menos tempo no computador fazendo scraps (menos?! Socoorro!). Mas, na maioria das vezes, tento manter a sanidade e não me transformar em uma pessoa que vive para os filhos e esqueceu que tem vida própria. Equilíbrio, Michelle, equilíbrio.

Nesse looongo papo, eis que a Carlinha nos envia um texto da Martha Medeiros publicado esse mês na Revista Cláudia. Chama-se Mulher nota 9 e cai como uma luva nesse momento. —- (Outra pausa pra você ler, mas lê rapidinho, ele é longo) Ele fala do tempo. Esse mesmo que a gente vive reclamando que não tem. E também do mau uso que muitas vezes fazemos dele. Dessas cobranças insanas, dessa eterna competição e necessidade que a mulher tem de ser absolutamente perfeita em tudo. Cansativo isso! rs

Eu tentei me avaliar e, acho, não entro de gaiata nessa loucura, não. Como já disse, tenho meus momentos, mas, na maioria das vezes, me permito ser humana. Comercial de margarina passa longe… Abro mão de qualquer troféu de “mãe perfeitinha do ano” em troca de alguns minutos de silêncio no domingo à tarde pra ler um livro, ou uma tarde de brincadeiras sem frescuras, com as crianças todas sujismundas  ao meu lado, comendo sopa de potinho ou biscoito “Grobo”. Peço ajuda, delego sempre que possível, tudo isso pra sobrar mais tempo pro que realmente importa pra mim: ter tempo de qualidade ao lado dos meus filhos e do meu marido. Acompanhar o crescimentos das crianças, cuidar para que eles saibam que sempre poderão contar seus pais, conversar, apoiar, ser amiga, companheira. Como disse a Mi, uma boa mãe é uma mãe feliz. Já ouviram uma frase melhor do que essa?

Apesar de nunca ter conseguido resumir esse pensamento de uma forma tão perfeita, é dessa forma que tenho me guiado nesses três últimos anos como mãe. Justamente por isso nunca deixei a falta de tempo ser desculpa para eu não conseguir sair só com o Dani (apesar da freqüência ainda não estar como gostaríamos), fazer a unha ou cuidar do cabelo, ir à ginástica, fazer meus scraps, escrever no blog ou sair com as amigas. Se é o que me faz feliz, porque abrir mão disso? Só assim me sinto bem para dar o meu melhor para os meus filhos. Quero ser a melhor mãe possível para eles, e essa é a minha fórmula. Qual é a sua?

PS: Por falar em tempo só pro marido, ontem à noite fomos ao Teatro Municipal assistir “The Great Voices of Gospel”, um dos melhores corais de música gospel do mundo, da igreja nova-iorquina Convent Avenue Baptist, no Harlem. De arrepiar! Que vozes são aquelas?

Teatro pra criançada

O dia das crianças está chegando. O meu maior objetivo nesse dia daqui pra frente vai ser evitar o consumo desenfreado, ensinar ao Rafa e à Juju que existe muito mais coisa nessa vida do que comprar, comprar, comprar. É claro que eu AMO chegar em casa com uma surpresa ou um presente fora de hora pra eles, mas não faço disso um hábito e, ao contrário, gosto que isso aconteça em momentos que eles não estão nem esperando.

Eles ainda são muito pequenos, então a tarefa por enquanto é mais fácil. Rafa já está na fase de começar a pedir, mesmo que ainda bem pouco, mas já começamos a mostrar pra ele que nem sempre é possível termos tudo o que queremos. Cresci sabendo o valor das coisas, o custo que meu pai, minha mãe e meus tios davam para nos dar o melhor. E sei que isso fez toda a diferença. Esse é um dos pontos marcados em negrito na minha listinha de exemplos a repetir com os meus filhos…

Estou falando tudo isso pra dizer que sexta a grande pedida pra mim é aproveitar que ganhamos um dia a mais no tão esperando final de semana e curtir o dia com tudo a que temos direito: passeio, banho de piscina, visita à família, brincadeiras e encontro com a Prima Amanda, que chega ao Brasil amanhã com a Flávia e sua barriga de 4 meses! Que tal? Topa bolar atividades diferentes pra levar os filhotes? Então fica de olho em mais um sorteio de teatro do “Desabafo de Mãe“:

A ARANHA ARRANHA A JARRA A JARRA ARRANHA O TRAVA-LÍNGUA
TEATRO DO LEBLON
Rua Conde de Bernadotte, 26
Temporada: de 06 a 28 de outubro de 2007
Sábados e Domingos – 17 horas
Classificação Etária – Livre
Duração: 50 minutos

Eu já levei Rafinha pra assistir a esse espetáculo em uma temporada aqui perto de casa e AMEI! Ele nem piscava, de tão atento que ficou. Se você quer ganhar um par de ingressos para levar a turma nesse fim de semana especial e depois escrever um texto contando como foi a reação dos pequenos para ser publicado no Portal, deixe um recadinho aí embaixo. A temporada vai até 28 de outubro, então tem tempo de sobra! ;)

***

Ontem à noite, depois das crianças dormirem, consegui fazer um scrap com a minha foto favorita do ensaio. O que acharam?

Dia da infância

Sem querer, buscando programação para o fim de semana, descobri que comemora-se o “Dia da Infância” hoje, 24 de agosto. Fui pesquisar sobre o assunto e resolvi compartilhar com vocês os dois temas que logo me vêm à cabeça quando penso em infância: Direitos das crianças e programação infantil. Afinal de contas, o fim de semana está chegando! Ueeeba!

Visitando a página do Unicef, encontrei a Convenção sobre os direitos da criança, adotada em 89 pelas Nações Unidas. Seus quatro pilares são a não discriminação - todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial, o interesse superior da criança - uma consideração prioritária em todas as ações e decisões que lhe digam respeito, a sobrevivência e desenvolvimento e a opinião da criança, que significa que a voz das crianças deve ser ouvida. E aí voltamos ao mesmo assunto do post anterior: como ainda estamos longe de tudo isso, não?

 Fiquei aqui pensando em como, pelo menos dentro de casa, eu contribuo para que esses direitos sejam cumpridos. E acho que, além do básico, que é a sobrevivência e desenvolvimento, eu prezo muito pela opinião do Rafinha – e da Juju, em um futuro bem próximo. Quero sempre ouvir o que ele tem a falar, pergunto o que ele acha das coisas, o que prefere fazer, tento entrar em um acordo quando nossas opiniões (que normalmente são sobre a hora do banho ou de dormir) são diferentes. É tudo na base do combinado, da conversa, do entendimento. A não ser naquelas horas que toda a psicologia foi usada e um bom castigo ou um tom de voz um pouquinho mais alto fazem milagres! rs

Acho que esse já é um ótimo avanço nos dias de hoje. As crianças – uma parte delas, infelizmente – são tratadas como pessoas com opiniões próprias, que merecem ser respeitadas. A tendência , espero eu, é que elas se tornem adultos que respeitem o próximo, saibam ouvir mais do que falar, usar da conversa em vez da violência. Já estamos contribuindo com o assunto do post lá de baixo, não estamos?

E já que estamos falando de direito das crianças, não se esqueçam que amanhã é dia da segunda dose da gotinha, hein? A Campanha de vacinação contra a Pólio estará em ação em todo o país e mesmo quem já tomou precisa receber o reforço. Que tal fazermos um quadro com fotos das crianças tomando a gotinha amanhã? Aguardo suas fotos, vou tirar do Rafa e da Juju também, que tal? Mandem para o meu email.

                                                                           ***

Hoje, recebi uma ligação da tia Michelle, avisando que Rafinha estava com diarréia, grudado no vaso, todo tristonho, pedindo pra ir pra casa e me chamando. Acho que nem esperei ela desligar, já estava dentro do carro, correndo pra resgatar meu molequinho! rs Como ela me disse que ele não quis almoçar, fiquei preocupada. Rafa sem querer comer?! rs Já o encontrei de banho tomado, brincando com o Miguel na sala de aula. Quando me viu, o moleque saiu correndo e pulou no meu colo com uma força tão grande que faltou pouco pra eu cair no chão! :c)

Liguei pra pediatra, comprei o remedinho que ela receitou, dei uma batata amassada com frango grelhado pro filhote e deixei a Beth com a missão de enchê-lo de líquido e Yakult. Voltei pro trabalho e já adiei o cinema que tinha combinado com o Dani pra amanhã, só pra ficar lambendo a criar. Ele está bem, mas vai ter que esperar mais alguns dias antes de voltar a atacar seu amado chocolate! rs

Aproveitando que o assunto é a criançada (esse blog ainda é delas), vou avisando que Juju está quase andando. A danadinha, cada dia mais linda e sorridente, fica um tempão de pé sozinha, sem se apoiar em ninguém, e arrisca uns três passinhos. Hoje, depois de ficar de pé por um tempo, agachou sem apoio e se sentou. Independente, não? Ainda está no forno um post sobre os longos dias que fiquei longe de casa e o meu retorno. Vou escrever com calma sobre isso, tá?

                                                                           ***

O fim de semana está aí e eu já andei pesquisando o que tem de bom pela cidade pra curtir com a criançada.  Duas peças me chamaram atenção e quero muito tentar ir assistir a uma delas antes que saiam de cartaz:

Tem também o “Vida de Artista“, no reformado picadeiro da Praça XI, aqui no Rio. Agora não sei qual escolher! rs Também tô devendo uma visitinha à Marjorie e sua dupla, que já completou um mês essa semana, dá pra acreditar? Vou tentar dar um pulinho lá…

Agora deixa eu me concentrar porque preciso terminar um job por aqui antes de ir pra casa cuidar do meu guri. A discussão nos comentários ali embaixo ainda não acabou, hein? Estou por lá trocando idéias e batendo papo sobre o assunto, junte-se à nós!